Câncer na próstata: papel da idade, do fumo, da dieta e do exercício

WebMD é uma excelente fonte de informações a respeito de doenças, medicamentos e pesquisas médicas para pessoas com pouco conhecimento na área. NÃO é um site para especialistas. É um site informativo, pedagógico e responsável.   Em um artigo recente, o articulista nos lembra da relação essencial entre idade e câncer da próstata: 80% dos diagnósticos são em pessoas com mais de 65 anos e menos de um por cento em homens com menos de 50 anos. Os cânceres em homens jovens, adolescentes e crianças são raríssimos, mas existem.

O site lembra que há fatores comportamentais que aumentam o risco deste câncer, como a dieta. Quem consome muita gordura de carne vermelha aumenta o risco. Outro fator consensual é a obesidade, que aumenta o risco. Finalmente, um terceiro fator comportamental reduz o risco: os exercícios sistemáticos.

Isso, claro, sem falar no fumo que contribui muito para aumentar o risco de muitos tipos de cânceres.

GLÁUCIO SOARES     IESP/UERJ

Exercício físico é o melhor medicamento

Duas instituições universitárias, a Harvard School of Public Health e a University of California, em San Francisco, se uniram para pesquisar a influência dos exercícios e hábitos de vida sobre a morte de pacientes de câncer da próstata.

O resultado é simples: os homens que fizeram as atividades mais intensas, vigorosas, aumentaram muito a sobrevivência! Reduziram as chances de morte específica do câncer e também da mortalidade por outras causas.

Estudaram mais de dois mil e setecentos pacientes durante 18 anos. Homens que andaram mais de 90 minutos por semana a um passo normal ou acelerado tinham uma chance de morrer de qualquer causa que era 46% menor do que os que andavam menos de 90 minutos a um passo lento.

Definindo atividade física rigorosa como exercícios de três horas semanais ou mais, esse tipo intenso de atividade física reduziu o risco de morrer de câncer da próstata em 61%. É uma redução superior a de qualquer medicamento.

Que tipo de atividade o leitor interessado pode e deve fazer – se o médico aconselhar? Andar (quanto mais tempo e mais depressa melhor); correr (ainda que devagar, o que chamam de jogging), nadar, jogar tênis, praticar outros esportes – mas todos de maneira regular, sistemática e não uma vez ou outra. Até levantar peso pode ser uma boa alternativa, sob a orientação do médico e de um bom treinador. Leiam o que Marília Coutinho tem escrito a respeito.

Quinze minutos diários de exercícios moderados ou intensos já melhoram o panorama. É possível (e com freqüência aconselhável) começar pegando leve e ir aumentando gradualmente o tempo e a intensidade.

Essa pesquisa será publicada no Journal of Clinical Oncology.

Saia de frente da televisão e se levanter da mesa do botequim – se quiser viver mais e melhor.

 

GLÁUCIO SOARES