QUIMIOTERAPIA MAIS CEDO PODE CONCEDER MAIS TEMPO DE VIDA!

 

clip_image002

Docetaxel, usualmente, é um dos últimos medicamentos usados no tratamento do câncer. Surge a notícia de que é muito mais eficiente usá-lo antes, no início da terapia hormonal. Se confirmada, essa notícia mudará o tratamento do câncer da próstata. Implica em começar a quimioterapia com Docetaxel antes, durante o tratamento hormonal, e não após, como é praxe.

Os principais resultados da pesquisa que serão apresentados à American Society of Clinical Oncology mostram que começar esse tratamento mais cedo pode aumentar a esperança de vida de 43 meses, mais de três anos e meio) para 65 meses, quase cinco anos e meio. Um ganho de 43 meses, mais de três anos e meio!

É uma pesquisa feita na Grã Bretanha e na Suíça. Na idade em que, na mediana, as pessoas não respondem mais ao tratamento hormonal, a esperança de vida – mesmo entre os que não tem câncer – não é muito alta, o que torna esse ganho em termos relativos. O aumento foi maior entre os pacientes com canceres com metástase, muito avançados.

Mas é preciso confirmar a pesquisa!

Um dos pacientes, John Angrave, de 77 anos recebeu a notícia de que teria uns três, estourando cinco anos de vida. Só que isso foi há sete anos…

Mais esperança!

 

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

Anúncios

Temos novidades, nunca perdemos a esperança

Há um medicamento novo, oxaliplatin, que está sendo testado em combinação com a quimioterapia nos, como sempre, camundongos. Os resultados mostram uma remissão “quase” completa do câncer nos pobres camundongos. Esse ingrediente não mata as células cancerosas diretamente: ele ajuda nosso sistema imune a destruir as células cancerosas.

Como funciona isso? As chamadas células-B impedem que usemos nossas defesas contra o câncer. A oxaliplatin (creio que é ou será chamada de oxaliplatina) bloqueia as células-B e o nosso sistema imune pode agir. Nós sabemos que há poucas opções quando temos um câncer agressivo e avançado, que já não responde à maioria dos tratamentos.

Os pesquisadores mostram que, nos camundongos, canceres que se tornaram resistentes aos tratamentos convencionais pararam de avançar, encolheram, ou sumiram das imagens. As defesas até agora funcionavam melhor em canceres pequenos e não agressivos e pior contra canceres grandes e agressivos.

Segundo a comentarista Jenny Hope, esse tratamento bloqueia ou elimina as células-B. Segundo ela, no Reino Unido, 41 mil homens são diagnosticados cada ano com câncer da próstata e cerca de onze mil morrem devido a ele. Um em quatro, aproximadamente. É uma relação pior do que a que encontrei nos Estados Unidos. Um medicamento ou tratamento efetivo salvaria muitas vidas mundo afora.

Segundo o pesquisador Shabnam Shalapour, da Universidade da Califórnia em San Diego, a presença das células-B nos canceres da próstata levantou suspeitas. As células-B também dificultam medicamentos que atuam no sentido de desmascarar as células cancerosas, que não são identificadas pelo sistema imune como agressoras. Esse tratamento também ajudaria esses tratamentos.

Resta esperar e torcer.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ