MEDICAMENTO CONTRA FUNGOS AJUDA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Quando o tratamento hormonal deixa de ser eficiente e o câncer volta a se expandir, os cânceres dos pacientes são definidos como castration-resistant prostate cancers (CRPC). O arsenal à disposição de oncólogos e urólogos fica muito reduzido e o efeito dos medicamentos disponíveis passa a ser de semanas e meses, raramente de anos. Porém, considerando a idade avançada da grande  maioria dos pacientes nessa etapa, um ganho de oito meses pode representar um terço da esperança de vida, que é limitada – mesmo entre os que não sofrem da doença. Um tratamento antigo contra fungos poderá ser somado aos já existentes e aumentar em um tempo ainda indefinido, possivelmente alguns meses, a esperança de vida dos pacientes avançados.
O tratamento anti-fungos se chama itraconazole, e tomado na dose máxima que é recomendada, tiveram um  período de 36 semanas (9 meses) sem que o câncer avançasse. Na literatura, isso é chamado de progression-free survival (PFS). Esse dado é a mediana, ou seja, metade dos pacientes tiveram a indesejável progressão do câncer antes de 36 semanas e metade a teve depois. Três em quatro pacientes tiveram uma resposta positiva apenas parcial ou não sofreram avanços do câncer. Um dos pesquisadores principais, Emmanuel S. Antonarakis, ressaltou a necessidade de realizar testes com mais pacientes e um grupo controle (Fase III). A dosagem conta: depois de 24 semanas de tratamento, 48% dos pacientes que tomavam 600 mg não apresentavam avanço do câncer, ao passo que entre os que tomavam dose mínima (200 mg) a percentagem era apenas doze.
Houve outros indicadores de que o medicamento funciona: 29% do grupo que tomava 600 mg experimentaram uma queda do PSA ≥30%, e 14% uma queda de mais de 50%.Avaliação dos tumores mostrou que 11% tiveram alguma melhoria e 72%, pelo menos, não sofreram avanços. 
Os dados também mostram que o caminho foi diferente da terapia (anti)hormonal, uma vez que a testosterona não mudou em doze semanas. O que baixou, e muito, foi a aldosterona.
Vejamos essa notícia pelo que ela é: um medicamento a mais, já bem conhecido, que precisa ser mais testado em pacientes de câncer da próstata, que poderá impedir o avanço do câncer durante um tempo que, até agora, varia muito com o indivíduo. Não é cura…
GLÁUCIO ARY DILLON SOARES                  IESP-UERJ 
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Mais sobre os efeitos do exercício respiratório

HOJE, terça de carnaval, acordei com a pressão muito alta. O gráfico que incluo apresenta três medidas normais para mim, a altíssima de hoje de manhã e a tirada pouco depois, após dois exercícios respiratórios. Os resultados são claros:


Foram tomadas mais duas medidas não incluídas no gráfico: uma, após o café da manhã e algumas tarefas domésticas, e outra após um segundo exercício, que resultou numa baixa adicional.

Esses resultados são compatíveis com as seguintes afirmações retiradas da literatura sobre exercícios respiratórios:

Os efeitos são verdadeiros, aparecem, após dez ou vinte respirações profundas e controladas;

Os efeitos não desaparecem logo após o fim do exercício. Permanecem;

Novos exercícios devem reduzir mais a pressão, sobretudo a sistólica, embora tenham efeitos decrescentes (ou poderíamos ter pressão negativa).

Gláucio Soares


O que está sendo feito sobre câncer de próstata e câncer de mama?

A Irlanda virou um centro de referência na área da informática, inclusive na organização e difusão do conhecimento. Uma empresa, Research and Markets
, (buscar em http://www.researchandmarkets.com/reports/c86619) acaba de adicionar relatórios sobre medicamentos oncológicos orientados para a apoptose, a morte das células cancerosas. A publicação se chama “Triple Analysis: The Drug Target Atlas of Apoptopic Drugs in Oncology and Special Focus on Breast and Prostate Cancer”.
Não é coisa para qualquer um ler. São mais de 450 páginas sumarizando e analisando as pesquisas sobre cânceres de próstata e de mama. O simples volume do que está sendo feito aumentou minhas esperanças. É uma publicação para profissionais da área e pacientes muito bem informados – que querem se informar ainda melhor.
A apoptose é o caminho genético que conduz à morte programada das células; parece que sabemos mais a respeito desses caminhos que são geneticamente regulados do que a respeito de qualquer outra área de possível utilidade. Os autores analisam nada menos de noventa combinações de medicamentos existentes, cada um com seus alvos, num total de 114 medicamentos apoptóticos orientados para tratar 48 cânceres diferentes.
O relatório desce ao nível das interações entre proteínas (essa proteína com aquela proteína etc.) num total de 452 que já foram estabelecidas e estudadas e que se referem a 96 alvos apoptóticos.
São cem (100) tabelas que incluem 1.500 links na internet; 114 medicamentos apoptóticos que estão sendo desenvolvidos por 87 pesquisadores em 430 projetos diferentes que lidam com o câncer;
drogas e medicamentos sendo desenvolvidos e sua relação com o projeto chamado de

São 119 relatórios sobre medicamentos que estão sendo desenvolvidos no bojo do Cancer Genome Project ;
São 90 medicamentos específicos orientados para a apoptose;
São 452 interações de proteínas com proteínas que objetivam provocar a apoptose de células cancerosas;
E muito, muito mais.
Para os muito interessados com alguma informação (e a leitura do Inglês) vale a pena dar uma espiada.

Todas essas pesquisas, mundo afora, são financiadas com uma fração do que é gasto em um mes da guerra do Iraque.Quem quizer aumentar a esperança, dê uma espiada em http://www.researchandmarkets.com/reports/c86619