Os animais ajudam os pacientes

Já sabemos que animais de estimação trazem benefícios para os que cuidam deles. Muitos estudos sugerem que pessoas com animais de estimação têm pressão mais baixa, níveis de estresse mais baixos, são mais felizes e se recuperam mais rapidamente de um ataque do coração, em comparação com os que não têm e não lidam com animais de estimação.
Essas práticas evoluíram, foram organizadas e até já ganharam nome técnico: animal-assisted therapy. Não é apenas ter um animal de estimação, porque o animal deve ser treinado para a função. A última evidência nesse sentido é das mais estranhas: 30 pessoas com depressão moderada ou leve foram divididas e um grupo teve dez sessões de uma hora nadando e brincando com golfilnhos. O outro nadou e brincou, mas sem golfinhos. As diferenças na redução dos sintomas foram estatisticamente significativas.
O comentarista agrega que poucos podem se dar ao luxo de ter e manter um golfinho de estimação (incluíndo laguinho etc….). Não obstante, não nos desesperemos! Uma pesquisa feita em Israel mostrou a utilidade de cachorros no tratamento da esquizofrenia. O grupo experimental fazia pouca coisa, e somente uma vez por semana: acariciava, alimentava, banhava etc. o cachorro – em dez sessões já havia uma relação entre pacientes e cachorros e os pacientes se preparavam para as sessões. O grupo controle não apresentou os mesmos resultados.Precisamos aprender mais a respeito dessa terapia, que promete ser muito útil e conveniente. O leitor pode buscar mais informações na Delta Society, http://www.deltasociety.org

Escrito por Gláucio Soares usando resumos de artigos

Cachorros, gatos e solidão

O nome, em Inglês, é pets. Pets são animais domésticos, em grande maioria cachorros e gatos. Sabemos, há mais de um quarto de século, como resultado de pesquisas, que acariciar um cachorro ou um gato reduz a pressão sanguínea, reduz as batidas cardíacas e muito mais. Pacientes que tiveram um ataque do coração se recuperam mais rápido e vivem mais tempo se tiverem um pet em casa. Crianças que crescem com gatos e cachorros tem menos alergias e asma. A existência e o contacto com pets aumenta a nossa produção de serotonina e de dopamina, que estão relacionadas com o nosso humor – quanto mais, melhor. Ajudam, mesmo, a combater a depressão. 

Porém, não são apenas os pacientes que melhoram com os pets. Cuidar de idosos e de pacientes pode ser muito estressante e estudos mostram que quem o faz também se beneficia de ter um cachorrinho ou um gatinho. Isso também foi demonstrado.

Contudo, os grandes beneficiários, em potencial, são os idosos. Não é fácil ser idoso, e é pior ser um idoso inativo. A idade, juntamente com a saúde e a falta de projetos, é uma das correlatas mais frequentes da depressão e do suicídio. O “modelo húngaro” nada mais é do que o crescimento súbito e contínuo da taxa de suicídios com a idade, começando com a aposentadoria. A última pesquisa nessa área foi feita em St. Louis: os idosos que passavam tempo com um cachorro se sentiam mais felizes e esse efeito era maior quando não tinham que “dividir” o cachorro com outro idoso.

Por que?

O tempo passado com pets é retirado do tempo gasto com preocupações inúteis e com a solidão. Há uma importante reciprocidade na relação com gatos e cachorros: nós cuidamos deles, e eles cuidam de  nós. Infelizmente, muitos idosos são abandonados no fim da vida, inclusive com parentes mais preocupados em construir suas próprias vidas. Eles são os grandes beneficiários de um gato ou um cachorro.