Há mais de 280 medicamentos contra o câncer de próstata

Uma organização irlandesa chamada Research and Markets acaba de anunciar uma publicação sobre tudo (ou quase tudo) que está sendo vendido, pesquisado no combate ao câncer de próstata, o Prostate Cancer: Drug Pipeline Update 2008. É um mercado de medicamentos que está cada vez mais competitivo. Recentemente, um medicamento hormonal muito usado, o Casodex (bicalutamide), da AstraZeneca, apresentou problemas e os médicos responderam rapidamente buscando alternativas. Além de medicamentos alternativos, passaram a considerar políticas alternativas, mas não há acordo sobre quando começar o tratamento hormonal. As posições variam de “desde que o câncer é detectado” até “quando aparecerem sintomas clínicos”, passando por outros marcadores, como a “volta do PSA” ou um PSADT rápido, de seis meses ou menos.

Somando tudo o que está no mercado ou que está sendo testado, são mais de 280 medicamentos. Não estão buscando a mesma coisa: há 160 objetivos diferentes, que passam pelas vacinas baseadas no sistema auto-imune, drogas para aumentar a eficácia de outras drogas ou para reduzir seus efeitos colaterais, drogas que estimulam a apoptose ou que impedem a alimentação dos cânceres etc. etc.

O CD-ROM vendido pela empresa refere o leitor a nada menos do que 51 classificações de funções moleculares, que incluem referências a padrões classificatórios e de consulta como BioCarta, KEGG e NetPath.

O interessante é que o público alvo dessa publicação não são os médicos e os pacientes, mas os investidores.

O CD inclui mais de 230 pesquisadores de renome e seus colaboradores. A lista de medicamentos no mercado – incluíndo os sinônimos e equivalentes – ultrapassa 350.

Mas há mais: 280 drogas estão sendo desenvolvidas para o câncer de próstata, mas outros 120 medicamentos para o câncer de próstata estão sendo pesquisados para ver se se aplicam a outros cânceres.
Estão listadas nada menos de 22 localizações subcelulares; as expressões de 102 proteínas incluídas em 81 objetivos de medicamentos.
Ainda insuficiente dado o número de pacientes e de mortos no mundo, o número de projetos deu um salto quantitativo. Há muita coisa sendo pesquisada, mas a maioria ainda no início. Se continuarem a dar certo, alguns poderão estar nas farmácias em 2-3 anos; outros demorarão bastante mais.
São números impressionantes que aumentam nossa esperança.

Fonte: http://www.researchandmarkets.com/reportinfo.asp?report_id=367282

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