Erros graves nas biópsias…no Canadá

Uma revisão avaliativa dos resultados de exames histopatológicos de biópsias da próstata revelou muitos erros cometidos pelo mesmo patologista. Em última análise, as biópsias são feitas por humanos e humanos erram. Infelizmente, esse, no Edmonton’s Royal Alexandra Hospital, em Alberta, no Canadá, errou muito.

O hospital, com a falsa identidade entre exterior contemporâneo que muitos pacientes criam, não dava dica de que poderia cometer tantos erros…

Edmonton's Royal Alexandra Hospital is seen in this undated file photo.

Nada menos do que 159 pacientes podem ter sido vítimas dos erros deste patologista. Todos, menos seis, foram localizados e o hospital ofereceu para fazer novas biópsias e outros exames, corrigindo o erro.

Quase vinte por cento das patologias estavam erradas, margem considerada inaceitável. Foram erros graves – ou dando ficha limpa a pacientes que, na verdade, tinham câncer, ou subestimando a agressividade do câncer.

O tema virou político porque a oposição, com apoio sindical, afirma que os patologistas estão sujeitos a um regime de trabalho excessivo, estão sobrecarregados. A administração nega.

Mais uma razão para melhorarmos os testes.

 

Leia mais: http://www.ctv.ca/CTVNews/Health/20111205/alberta-prostate-cancer-biopsy-review-contact-challenges-111205/#ixzz1fk0vHxag

 

GLÁUCIO SOARES                      IESP-UERJ

 

Erros graves nas biópsias…no Canadá

Uma revisão avaliativa dos resultados de exames histopatológicos de biópsias da próstata revelou muitos erros cometidos pelo mesmo patologista. Em última análise, as biópsias são feitas por humanos e humanos erram. Infelizmente, esse, no Edmonton’s Royal Alexandra Hospital, em Alberta, no Canadá, errou muito.
O hospital, com a falsa identidade entre exterior contemporâneo que muitos pacientes criam, não dava dica de que poderia cometer tantos erros…

Nada menos do que 159 pacientes podem ter sido vítimas dos erros deste patologista. Todos, menos seis, foram localizados e o hospital ofereceu para fazer novas biópsias e outros exames, corrigindo o erro.
Quase vinte por cento das patologias estavam erradas, margem considerada inaceitável. Foram erros graves – ou dando ficha limpa a pacientes que, na verdade, tinham câncer, ou subestimando a agressividade do câncer.
O tema virou político porque a oposição, com apoio sindical, afirma que os patologistas estão sujeitos a um regime de trabalho excessivo, estão sobrecarregados. A administração nega.
Mais uma razão para melhorarmos os testes.
GLÁUCIO SOARES                      IESP-UERJ

Erros graves nas biópsias…no Canadá

Uma revisão avaliativa dos resultados de exames histopatológicos de biópsias da próstata revelou muitos erros cometidos pelo mesmo patologista. Em última análise, as biópsias são feitas por humanos e humanos erram. Infelizmente, esse, no Edmonton’s Royal Alexandra Hospital, em Alberta, no Canadá, errou muito.
O hospital, com a falsa identidade entre exterior contemporâneo que muitos pacientes criam, não dava dica de que poderia cometer tantos erros…


Nada menos do que 159 pacientes podem ter sido vítimas dos erros deste patologista. Todos, menos seis, foram localizados e o hospital ofereceu para fazer novas biópsias e outros exames, corrigindo o erro.
Quase vinte por cento das patologias estavam erradas, margem considerada inaceitável. Foram erros graves – ou dando ficha limpa a pacientes que, na verdade, tinham câncer, ou subestimando a agressividade do câncer.
O tema virou político porque a oposição, com apoio sindical, afirma que os patologistas estão sujeitos a um regime de trabalho excessivo, estão sobrecarregados. A administração nega.
Mais uma razão para melhorarmos os testes.
GLÁUCIO SOARES                      IESP-UERJ

Teste que reduz muito os erros das biópsias

O último número de Modern Medicine traz uma notícia que poderá evitar dores e preocupações, além de reduzir custos.

É um novo teste que diagnostica o câncer da próstata. Esse teste, ainda em fase experimental, poderá evitar erros com graves conseqüências nas biópsias. Há erros nas biópsias. Um dos poucos erros que o excelente cirurgião que me operou cometeu derivou de uma frase infeliz, porque é errada, a de que faríamos uma biópsia “to rule out” o câncer, para eliminar a hipótese de que eu tinha câncer. Eu fiz, há 17 anos, uma bateria de quatro agulhas, todas negativas; seguida de outra bateria de seis agulhas, também todas negativas. Foi somente na terceira bateria – e muitas semanas depois – que uma terceira bateria detectou o câncer. Esse erro talvez tenha me custado a cura, porque havia uma perfuração mínima, não visível, na próstata, provocada pelo câncer, que só foi detectada pelo exame histológico na próstata já retirada. Eu, como tantos e tantos pacientes, tive biópsias que produziram falsos negativos.

Por quê? Porque a biópsia é probabilística e não é certeza.

O que o novo teste, que implica num exame histopatológico da amostra retirada, fará é reduzir muito o erro, separando muito melhor os pacientes cancerosos dos não cancerosos, reduzindo os perigosos falsos negativos.

O teste tem um nome complicado – por enquanto: Prostate ConfirmMDx, capaz de detectar mudanças epigenéticas nos genes associados com o câncer da próstata. Cerca de trinta por cento dos homens sobre os quais há suspeita de câncer, não teriam que fazer novas biópsias para detectar o câncer. Foram analisados os resultados referentes a 86 pacientes que tiveram biópsias negativas, mas tinham outras características que criavam a suspeita de que tinham câncer (como um PSA elevado, ou um crescimento acelerado do mesmo).

Esse teste trabalha um gene chamado de APC (adenomatous polyposis coli), cujo valor preditivo negativo (que exclui o câncer) foi de 96%. Ainda não é certeza, mas reduz dramaticamente a margem de erro.

Menos mal…

 

Gláucio Soares                      IESP/UERJ

 

Teste que reduz muito os erros das biópsias

O último número de Modern Medicine traz uma notícia que poderá evitar dores e preocupações, além de reduzir custos.

É um novo teste que diagnostica o câncer da próstata. Esse teste, ainda em fase experimental, poderá evitar erros com graves conseqüências nas biópsias. Há erros nas biópsias. Um dos poucos erros que o excelente cirurgião que me operou cometeu derivou de uma frase infeliz, porque é errada, a de que faríamos uma biópsia “to rule out” o câncer, para eliminar a hipótese de que eu tinha câncer. Eu fiz, há 17 anos, uma bateria de quatro agulhas, todas negativas; seguida de outra bateria de seis agulhas, também todas negativas. Foi somente na terceira bateria – e muitas semanas depois – que uma terceira bateria detectou o câncer. Esse erro talvez tenha me custado a cura, porque havia uma perfuração mínima, não visível, na próstata, provocada pelo câncer, que só foi detectada pelo exame histológico na próstata já retirada. Eu, como tantos e tantos pacientes, tive biópsias que produziram falsos negativos.

Por quê? Porque a biópsia é probabilística e não é certeza.

O que o novo teste, que implica num exame histopatológico da amostra retirada, fará é reduzir muito o erro, separando muito melhor os pacientes cancerosos dos não cancerosos, reduzindo os perigosos falsos negativos.

O teste tem um nome complicado – por enquanto: Prostate ConfirmMDx, capaz de detectar mudanças epigenéticas nos genes associados com o câncer da próstata. Cerca de trinta por cento dos homens sobre os quais há suspeita de câncer, não teriam que fazer novas biópsias para detectar o câncer. Foram analisados os resultados referentes a 86 pacientes que tiveram biópsias negativas, mas tinham outras características que criavam a suspeita de que tinham câncer (como um PSA elevado, ou um crescimento acelerado do mesmo).

Esse teste trabalha um gene chamado de APC (adenomatous polyposis coli), cujo valor preditivo negativo (que exclui o câncer) foi de 96%. Ainda não é certeza, mas reduz dramaticamente a margem de erro.

Menos mal…

 

Gláucio Soares                      IESP/UERJ

 

Teste que reduz muito os erros das biópsias

O último número de Modern Medicine traz uma notícia que poderá evitar dores e preocupações, além de reduzir custos.

É um novo teste que diagnostica o câncer da próstata. Esse teste, ainda em fase experimental, poderá evitar erros com graves conseqüências nas biópsias. Há erros nas biópsias. Um dos poucos erros que o excelente cirurgião que me operou cometeu derivou de uma frase infeliz, porque é errada, a de que faríamos uma biópsia “to rule out” o câncer, para eliminar a hipótese de que eu tinha câncer. Eu fiz, há 17 anos, uma bateria de quatro agulhas, todas negativas; seguida de outra bateria de seis agulhas, também todas negativas. Foi somente na terceira bateria – e muitas semanas depois – que uma terceira bateria detectou o câncer. Esse erro talvez tenha me custado a cura, porque havia uma perfuração mínima, não visível, na próstata, provocada pelo câncer, que só foi detectada pelo exame histológico na próstata já retirada. Eu, como tantos e tantos pacientes, tive biópsias que produziram falsos negativos.

Por quê? Porque a biópsia é probabilística e não é certeza.

O que o novo teste, que implica num exame histopatológico da amostra retirada, fará é reduzir muito o erro, separando muito melhor os pacientes cancerosos dos não cancerosos, reduzindo os perigosos falsos negativos.

O teste tem um nome complicado – por enquanto: Prostate ConfirmMDx, capaz de detectar mudanças epigenéticas nos genes associados com o câncer da próstata. Cerca de trinta por cento dos homens sobre os quais há suspeita de câncer, não teriam que fazer novas biópsias para detectar o câncer. Foram analisados os resultados referentes a 86 pacientes que tiveram biópsias negativas, mas tinham outras características que criavam a suspeita de que tinham câncer (como um PSA elevado, ou um crescimento acelerado do mesmo).

Esse teste trabalha um gene chamado de APC (adenomatous polyposis coli), cujo valor preditivo negativo (que exclui o câncer) foi de 96%. Ainda não é certeza, mas reduz dramaticamente a margem de erro.

Menos mal…

 

Gláucio Soares                      IESP/UERJ

 

PSA baixo e escore Gleason alto!

Uma reportagem publicada num jornal local chamado The Chieftain com John Walker ilustra alguns dos problemas que nós, pacientes, enfrentamos.

Primeiro, a necessidade de trabalhar com testes mais exatos, com menos falsos positivos e falsos negativos. O PSA ainda é o melhor, acreditamos muitos, considerando tudo: margem de erro, custo, ausência de efeitos colaterais, possibilidade de acompanhamento etc. Mas permite erros, razão pela qual necessitamos de mais e de melhores testes de fácil aplicação.

Walker tinha muitos sintomas e um PSA invejável, de 0,8, baixíssimo. Com um PSA tão baixo, o risco de portar um câncer é mínimo, mas não é zero. Como os sintomas continuaram, foi feita uma biópsia que revelou um câncer agressivo, com um escore Gleason de 8. Walker era um dos raríssimos falsos negativos nesse nível tão baixo do PSA. Porém, risco mínimo não é certeza.

O segundo problema também é enfrentado por pacientes, mas, nesse caso, pela maioria. Os médicos são cegos que só enxergam através da sua especialização. Eu vivi isso: um cirurgião recomendou cirurgia; um radiólogo recomendou radiação e assim por diante. Há dados mostrando que os médicos, em gigantesca maioria (próxima a 90%) recomendam o tratamento da sua especialidade. O que isso significa? Que você, meu colega de sofrimento como paciente de câncer da próstata, não conta. Nós não existimos nesse mundo da cegueira médica. Quando o diagnóstico e o tratamento são pré-determinados, independentemente dos pacientes e de suas características, a medicina foi para a sarjeta. Walker, felizmente, teve o bom-senso de consultar diferentes especialistas e facilmente concluiu que estava terrivelmente só, em plena solidão no meio daquela multidão de cegos vestidos de branco. E procurou se informar, equilibrando os sectarismos com que se deparou. Fico pensando em quantos pobres-coitados só consultam um médico e são empurrados por um caminho que é o mesmo, independentemente das características do pacientes.

Walker se informou e tomou sua decisão. Optou por um tratamento com prótons. Oremos por ele e oremos por todos nós.

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ