Palestras e conferências sobre o câncer da próstata

A organização UroToday disponibilizou uma série de palestras pela internet, acessíveis no site

http://www.urotoday.com/urology-tube

São muitas palestras, pensadas para um público como nós, pacientes e nossos amigos e familiares interessados. O grande problema – um dos mais sérios da educação brasileira, em comparação com níveis semelhantes na Europa, China, Coréia e Japão, é o nosso desconhecimento de idiomas, particularmente de Inglês. Não obstante, há programas grátis que traduzem para o Português. Ainda cometem muitos erros, mas servem para dar uma boa idéia do conteúdo dos artigos.

Um abraço

GLÁUCIO SOARES                          IESP/UERJ

O estilo de vida e o risco de morrer do câncer da próstata

 A prevenção e a cura do câncer da próstata não dependem exclusivamente de tratamento e de medicamentos. O estilo de vida conta. E muito. Uma pesquisa analisou os dados referentes a mais de 45 mil homens que foram acompanhados durante 25 anos. Definiram seis hábitos considerados importantes. Os homens que tinham cinco ou seis desses hábitos tinham um risco de desenvolver um câncer da próstata letal era 39% menor do que os que não adotaram qualquer dos hábitos, ou adotaram apenas um. Em outra pesquisa, com 21 mil homens, a redução foi de 47%. São reduções muito altas, sem o desconforto e os efeitos colaterais de muitos tratamentos.

Quais eram os hábitos?

A análise mais detalhada, que pretende ver quais os mais importantes ainda está em processo. Não obstante, alguns dos que foram identificados em estudos menores também estão presentes nessas duas pesquisas:

1.         Não fumar;

2.         Exercitar;

3.         Ter uma relação entre corpo/massa abaixo de 30 (ou seja, ser obeso pesa contra);

4.         Comer peixes (algumas espécies são mais saudáveis do que outras).

 

Convém lembrar o numero de vidas salvas. Nos Estados Unidos, um em cada seis homens foi ou será diagnosticado com câncer da próstata. Não obstante, muitos desses canceres são lentos e não matam. Requerem mais tempo para matar do que a duração normal da vida. Devido a essa característica, a maioria dos diagnosticados não morre desse câncer – acaba morrendo de outras causas, como problemas cardiovasculares ou outros canceres.

Não obstante, o câncer da próstata é tão comum que, mesmo tendo uma taxa de sobrevivência alta, é o segundo que mais mata naquele país.

Por isso, campanhas que provoquem mudanças no estilo de vida salvam muitos homens. Lembremos que os que levavam uma vida saudável tinham um risco de enfrentar um câncer letal 39% menor, numa pesquisa, e 47% em outra.

Uma das duas pesquisas mostrou que mudar a dieta é importante: os homens com uma dieta saudável – e nada mais – reduziam o risco de câncer letal em 27%; na outra pesquisa, a redução era ainda maior, 48%.

 O mesmo grupo de pesquisadores concluiu, ao examinar mais de quatro mil e quinhentos homens com um câncer da próstata inicial, que homens que cuja dieta incluía, em abundância, óleos vegetais, abacates, nozes e similares viviam mais, tinham menor risco de desenvolver um câncer mais agressivo e de morrer do câncer.

 

GLÁUCIO SOARES        IESP-UERJ

PESQUISA ENCONTRA E DESCREVE AS CÉLULAS CANCEROSAS RESISTENTES

Uma pesquisa, levada a cabo na Monash University, Austrália, teve seus resultados publicados em Science Translational Medicine.

Qual a contribuição dessa pesquisa? Ela identificou as células que resistem à terapia hormonal. A massa cancerosa da próstata é caracterizada por uma diversidade de células, algumas mais estudadas do que outras. Um dos tratamentos mais comuns hoje em dia é o hormonal (que, de fato, é anti-hormonal, pois busca zerar a produção de testosterona). Os tratamentos variam, sendo Lupron o mais receitado hoje em dia.

A duração do Lupron varia muito, desde pacientes que não respondem ao tratamento até aqueles que respondem muito bem durante muitos anos. Porém, são tratamentos com muitos e pesados efeitos colaterais.

Gail Risbridger e Renea Taylor da Monash University, obtiveram amostras de doze pacientes no estágio inicial do câncer. Trabalhando com camundongos observaram o comportamento das células dessas amostras. Mesmo depois de várias semanas de tratamento, algumas células cancerosas continuavam vivas e ativas. Essas células não são iguais às demais. Elas parecem ser as precursoras de outras células mais agressivas e resistentes ao tratamento, que caracterizam o câncer mais avançado, chamado de androgen-resistant.

A identificação dessas células, resistentes e precursoras dos canceres mais avançados e agressivos, abre o caminho para tratamentos focados nelas. Até então sabíamos  muito pouco sobre essas células resistentes e o que as diferencia das demais.

Claro que essa é uma pesquisa muito preliminar. Afinal, são apenas doze amostras e há muito que observar e testar até conhecer bem essas células, inclusive a que são vulneráveis. Se e quando isso acontecer, talvez seja possível parar o avanço desse câncer, tornando o tratamento hormonal muito mais eficiente.

 

GLÁUCIO SOARES     IESP/UERJ

 

 

 

PESQUISA ENCONTRA E DESCREVE AS CÉLULAS CANCEROSAS RESISTENTES

Uma pesquisa, levada a cabo na Monash University, Autrália, teve seus resultados publicados em Science Translational Medicine.

Qual a contribuição dessa pesquisa? Ela identificou as células que resistem à terapia hormonal. A massa cancerosa da próstata é caracterizada por uma diversidade de células, algumas mais estudadas do que outras. Um dos tratamentos mais comuns hoje em dia é o hormonal (que, de fato, é anti-hormonal, pois busca zerar a produção de testosterona). Os tratamentos variam, sendo Lupron o mais receitado hoje em dia.

A duração do Lupron varia muito, desde pacientes que não respondem ao tratamento até aqueles que respondem muito bem. São tratamentos com muitos e pesados efeitos colaterais.

Gail Risbridger e Renea Taylor da Monash University, obtiveram amostras de doze pacientes no estágio inicial do câncer. Trabalhando com camundongos observaram o comportamento das células dessas amostras. Mesmo depois de várias semanas de tratamento, algumas células cancerosas continuavam ativas. Essas células não são iguais às demais. Elas parecem ser as precursoras de outras células mais agressivas e resistentes ao tratamento, que caracterizam o câncer mais avançado, chamado de androgen-resistant.

A identificação dessas células, resistentes e precursoras dos canceres mais avançados e agressivos, abre o caminho para tratamentos focados nelas. Até então sabíamos  muito pouco sobre essas células resistentes e o que as diferencia das demais.

Claro que essa é uma pesquisa muito preliminar. Afinal, são apenas doze amostras e há muito que observar e testar até conhecer bem essas células, inclusive a que são vulneráveis. Se e quando isso acontecer, talvez seja possível parar o avanço desse câncer, tornando o tratamento hormonal muito mais eficiente.

 

GLÁUCIO SOARES     IESP/UERJ

 

 

 

Mais fitoterápicos contra o câncer da próstata

Esse é o tipo de noticia que gosto de divulgar:  Robert Thomas,  consultor de  oncologia  nos Bedford Hospital e Addenbrooke’s Hospital, em Cambridge, apresentou os resultados de uma pesquisa, chamada “Pomi-T” à American Society of Clinical Oncology.

Pomi-T? Um composto de extratos que contem romã, chá verde, “turmeric”(curcumã) e brócoli.  Os resultados entusiasmam. A pesquisa, porém, só durou seis meses e, como acontece com frequencia, havia dois grupos um que tomou uma capsula com esses extratos e o que funciona como controle.  Todos os participantes eram pacientes que já haviam passado por cirurgia ou radiação. Depois de seis meses o PSA do grupo experimental estava 63% mais baixo do que o do grupo controle.

Esses ingredientes contem polifenois, que são fitoquimicos, e se relacionam com riscos mais baixos de doenças cardiacas, degeneração macular, envelhecimento da pele, abaixam o colesterol, reduzem também o risco de demencia e muito mais. Muitos beneficios!

Há problemas?

Há. Há muitas empresas produtoras de suplementos e bebidas que não respeitam a prudencia científica e afirmam o que, cientificamente, não podem afirmar. Exageram, com frequencia. A duração da pesquisa é limitada e não sabemos, devido à falta de outros indicadores, se efetivamente o medicamento reduz o câncer ou se simplesmente reduz a expressão do PSA. Não obstante, os resultados “se encaixam” nos de várias pesquisas (principalmente Fase I e II) que demonstram os beneficios desses vegetais e frutas.

 

 

GLÁUCIO SOARES                                 IESP-UERJ

Mais fitoterápicos contra o câncer da próstata

Esse é o tipo de noticia que gosto de divulgar:  Robert Thomas,  consultor de  oncologia  nos Bedford Hospital e Addenbrooke’s Hospital, em Cambridge, apresentou os resultados de uma pesquisa, chamada “Pomi-T” à American Society of Clinical Oncology in Chicago today.

Pomi-T? Um composto de extratos que contem romã, chá verde, “turmeric”(curcumã) e brócoli.  Os resultados entusiasmam. A pesquisa, porém, só durou seis meses e, como acontece com frequencia, havia dois grupos um que tomou uma capsula com esses extratos e o que funciona como controle.  Todos os participantes eram pacientes que já haviam passado por cirurgia ou radiação. Depois de seis meses o PSA do grupo experimental estava 63% mais baixo do que o do grupo controle.

Esses ingredientes contem polifenois, que são fitoquimicos, e se relacionam com riscos mais baixos de doenças cardiacas, degeneração macular, envelhecimento da pele, abaixam o colesterol, reduzem também o risco de demencia e muito mais. Muitos beneficios!

Há problemas?

Há. Há muitas empresas produtoras de suplementos e bebidas que não respeitam a prudencia científica e afirmam o que, cientificamente, não podem afirmar. Exageram, com frequencia. A duração da pesquisa é limitada e não sabemos, devido à falta de outros indicadores, se efetivamente o medicamento reduz o câncer ou se simplesmente reduz a expressão do PSA. Não obstante, os resultados “se encaixam” nos de várias pesquisas (principalmente Fase I e II) que demonstram os beneficios desses vegetais e frutas.

 

 

GLÁUCIO SOARES                                 IESP-UERJ