PEQUENAS DOSES DE ASPIRINA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Uma pesquisa confirma resultados anteriores: uma pequena dose de aspirina regularmente aumenta a sobrevivência de homens que fizeram cirurgia e/ou radiação para o câncer da próstata. Kevin Choe, em trabalho publicado no Journal of Clinical Oncology, revela que uma análise de seis mil pacientes que os subdividiu em dois grupos, os que tomavam regularmente um dos anticoagulantes comuns, encontrou diferenças significativas depois de dez anos: 3% no grupo que tomava anticoagulantes regularmente por prescrição médica, e 8% entre os que não tomavam. A diferença é estatisticamente significativa. O risco de “volta” do câncer e de metástase também era significativamente mais baixo. Esse benefício se deveu, principalmente, às pequenas doses de aspirina. Como a aspirina é anticoagulante e idosos frequentemente tomam outros anticoagulantes, como warfarina, a dose tem que ser calculada para não provocar hemorragia.

 

 

    GLÁUCIO SOARES          IESP/UERJ    

 

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Os blogs em 2011

Há muitas diferenças entre os blogs.

Os mais exitosos foram sobre o câncer da próstasta: juntos. cerca de 700 000 acessos; há vários que não decolararam, dois que foram “invadidos” pelos anúncios pornográficos e tive que bloquear. Os dois sobre suicídios são quase constates. Juntos. perto de cem mil. Espero que tenham ajudado muita gente e salvo algumas vídas. É informativo, com ênfase na prevenção. Doi quando leio cartas solicitando instruções sobre como suicidar-se. Os dois blogs criados sobre os derrames, resposta ao sinal de alerta que me foi enviado pelo Padre Airton Freire, servo, tinham um público não trabalhado e cerca de 64 mil páginas visitadas; os dois blogs sobre Conjuntura Criminal começaram bem, mas decaíram, em grande parte porque diminuí o noticiário elaborado que, por sua vez, foi uma decisão baseada no crescimento de bons blogs na área. Estou repensando-os, possivelmente como blogs dirigidos mais para uma elite intelectual e profissional. Menos leitores, mas leitores influentes. Alguns não vingaram e já os terminei; outros andam em nível mais baixo. Tenho que optar. Os blogs não são opinativos, mas implicam em uma varredura das publicações qualificadas sobre um tema, escrever o blog com gráficos que tenho que criar e introduzir (que requerem muito trabalho) isso tudo numa linguagem accessível. 

Em síntese, é muito trabalho. E as dificuldades são grandes. Algumas publicações são pagas e as da área médica são caras; vivo envenenando meu computador de alguns anos, mas é claro que preciso de um mini-servidor. Os mini-servidores não são a entidade cara e assustadora que muitos pensam. Ando namorando um suéco, planejado para rodar em Linux, chamado de Excito B3 que, com wi-fi vende por 365 euros. Outro problemas é como trazê-lo…

Em exatamente um mês terei minha consulta semestral no Sloan Kettering. Aos 77 tenho que viajar na classe executiva, onde viaja o pessoal que tem grana… Ou o tratamento continua como está com seus moderados efeitos colaterais, ou muda para outro, antihormonal, com efeitos bem piores, o que iniciaria tratamentos de menor eficácia (menor extensão da sobrevivência) e efeitos coletarais muito piores.

e sou pai de cinco, avô de cinco, marido de uma (é verdade), pesquiso, oriento, pesquiso, trabalho, pewsquiso, dou aulas, pesquiso, escrevo artigos científicos, pesquiso… e ainda não resolvi um só problema filosófico relevante. Mas o quase milhão e meio de leitores e o sonho de estar ajudando milhares ou centenas de milhares, nem que seja um pouco, faz com que tudo valha a pena. 

Um abraço a todos e, parodiando o padre Aírton Freire, Feliz 2012, 2013, 2020, 2040, 2100… Se festejaram o Natal, meditem, ainda que retroativamente, sobre o aniversariante.

 

Os dados seguem abaixo. São totais cumulativos, a partir do momento em que comecei a blogá-los.

GLÁUCIO SOARES                              IESP/UERJ

 

 

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  Today Yesterday This Month Total  
2 20 33 56,372 Delete
0 0 0 985 Delete
0 0 0 0 Delete
2 35 49 144,099 Delete
26 401 640 350,670 Delete
36 192 311 345,930 Delete
26 400 637 319,771 Delete
6 48 78 20,850 Delete
5 45 62 43,533 Delete
0 0 0 23 Delete
0 17 36 74,641 Delete
7 66 115 90,466 Delete
0 4 18 4,260 Delete
  110 1,228 1,979 1,4

Mais boas notícias para pacientes do câncer da mama

Há outra pesquisa em andamento de interesse para pacientes do câncer da mama: a Bolero-2, também Fase III. Testa um medicamento oral, Everolimus, para pacientes com câncer avançado. O que queriam atingir: um tempo maior até o câncer voltar a avançar. Esse tempo é chamado de PFS – progression-free survival. É usado num coquetel, com uma terapia hormonal baseada no examestane. Os pacientes que só seguiram a terapia hormonal tinham um PFS de 3,2 meses, na mediana, em comparação com 7,4 meses dos pacientes que seguiram a terapia combinada, o coquetel. Um ganho de mais de quatro meses.
A mediana da idade das 724 pacientes era de 62 anos. Essa não é a primeira pesquisa que atesta a utilidade do Everolimus. Havia dado bons resultados em coquetéis com anastrazole e com letrozole, assim como com tamoxifeno.
Um ganho, um alívio de quatro meses. 

Mais boas notícias para pacientes do câncer da mama

Há outra pesquisa em andamento de interesse para pacientes do câncer da mama: a Bolero-2, também Fase III. Testa um medicamento oral, Everolimus, para pacientes com câncer avançado. O que queriam atingir: um tempo maior até o câncer voltar a avançar. Esse tempo é chamado de PFS – progression-free survival. É usado num coquetel, com uma terapia hormonal baseada no examestane. Os pacientes que só seguiram a terapia hormonal tinham um PFS de 3,2 meses, na mediana, em comparação com 7,4 meses dos pacientes que seguiram a terapia combinada, o coquetel. Um ganho de mais de quatro meses.
A mediana da idade das 724 pacientes era de 62 anos. Essa não é a primeira pesquisa que atesta a utilidade do Everolimus. Havia dado bons resultados em coquetéis com anastrazole e com letrozole, assim como com tamoxifeno.
Um ganho, um alívio de quatro meses. 

Há novas esperanças no mundo do câncer da mama

Há novas esperanças no mundo do câncer da mama. Um dos tratamentos padronizados desse câncer é uma combinação entre docetaxel (que também é usado no combate ao câncer da próstata) e a herceptina.

Qual a novidade? Aumentar o coquetel, com pertuzumab reduz em 38% o risco de que pacientes com câncer da mama já metastizado – mas somente do tipo HER2 – produz uma redução no risco de morte e da doença progredir ainda mais.

Em quanto? Trinta e oito por cento. Não é pouco.

Essa pesquisa, Fase III, se chama – vejam só – Cleopatra.

Uma das medidas do êxito de um tratamento é quanto amplia o período em que a doença não progride, não avança. O controle temporário. A maioria dos pacientes do tipo HER2-positivo responde por um tempo ao trastuzumab e depois param de responder e o câncer volta a avançar, algo semelhante ao que acontece com o tratamento hormonal dos cânceres da próstata.

Quais os resultados? No grupo controle, que recebeu o tratamento padrão, a mediana (metade dos pacientes menos, metade mais) até que o câncer voltasse a avançar foi de 12,4 meses; no grupo com o mesmo tratamento mais pertuzumab, o período foi maior, 18,5 meses, um ganho de mais de seis meses. A probabilidade de que esses resultados fossem obtidos ao acaso é menor do que um em dez mil. É o primeiro teste Fase III do pertuzumab. Pretendem adicioná-lo ao tratamento do câncer avançado da mama e dos cânceres gástricos.

Nem todos casos de câncer da mama deste tipo e nível respondem ao tratamento padrão: 69%; mas no coquetel com pertuzumab, a percentagem foi melhor: 80%.

Fonte:  New England Journal of Medicine (N Engl J Med. 2011 Dec. 7 [doi: 10.1056/NEJMoa1113216]).

Melhoria no tratamento de um tipo do câncer da mama

Há novas esperanças no mundo do câncer da mama. Um dos tratamentos padronizados desse câncer é uma combinação entre docetaxel (que também é usado no combate ao câncer da próstata) e a herceptina.

Qual a novidade? Aumentar o coquetel, com pertuzumab reduz em 38% o risco de que pacientes com câncer da mama já metastizado – mas somente do tipo HER2 – produz uma redução no risco de morte e da doença progredir ainda mais.

Em quanto? Trinta e oito por cento. Não é pouco.

Essa pesquisa, Fase III, se chama – vejam só – Cleopatra.

Uma das medidas do êxito de um tratamento é quanto amplia o período em que a doença não progride, não avança. O controle temporário. A maioria dos pacientes do tipo HER2-positivo responde por um tempo ao trastuzumab e depois param de responder e o câncer volta a avançar, algo semelhante ao que acontece com o tratamento hormonal dos cânceres da próstata.

Quais os resultados? No grupo controle, que recebeu o tratamento padrão, a mediana (metade dos pacientes menos, metade mais) até que o câncer voltasse a avançar foi de 12,4 meses; no grupo com o mesmo tratamento mais pertuzumab, o período foi maior, 18,5 meses, um ganho de mais de seis meses. A probabilidade de que esses resultados fossem obtidos ao acaso é menor do que um em dez mil. É o primeiro teste Fase III do pertuzumab. Pretendem adicioná-lo ao tratamento do câncer avançado da mama e dos cânceres gástricos.

Nem todos casos de câncer da mama deste tipo e nível respondem ao tratamento padrão: 69%; mas no coquetel com pertuzumab, a percentagem foi melhor: 80%.

Fonte:  New England Journal of Medicine (N Engl J Med. 2011 Dec. 7 [doi: 10.1056/NEJMoa1113216]).