PROVENGE É MAIS EFICIENTE SE USADO MAIS CEDO

A empresa que fabrica o medicamento Provenge, chamada Dendreon, tem sido criticada por economistas, sendo a crítica principal a de que a empresa não tenta ampliar o “label” do medicamento. “Label” é o conjunto de condições, os parâmetros referentes aos pacientes e às doenças que limitam o uso do medicamento. Assim, Provenge só pode ser receitado para pacientes que estão num pequeno intervalo da doença: sem sintomas, ou quase sem sintomas, mas que já não respondem ao tratamento hormonal. A crítica propõe que a Dendreon teste o produto em pacientes em melhores condições. A hipótese que os críticos endossam propõe que o uso de Provenge em estados menos adiantados da doença produziriam melhores resultados. Financeiramente, significaria que vender o medicamento a um grupo muito maior.

Essas críticas forçaram a Dendreon a reanalisar os dados de que dispunha e outros mais. Os resultados foram apresentados à conferência anual da ASCO, em Chicago.

 

O abstract #4684, “Overall Survival Benefit with Sipuleucel-T by Baseline PSA; An Exploratory Analysis from the Phase 3 IMPACT Trial“. General Poster Session, Genitourinary Cancer, teve impacto.

 

Vejam o que acontece quando Provenge é usada em níveis menos adiantados do câncer: quanto mais baixo o PSA, maior o efeito! Entre os pacientes (e o grupo controle) com PSA de 22,1 ou menos, o ganho mediano na sobrevivência da vida foi de 13, levando à conclusão de que entre os homens com cânceres menos adiantados o benefício é maior. O benefício cai para sete no grupo cujo PSA na origem era de PSA 22,1 a 50,1. No grupo com um PSA ainda mais alto, de PSA 50,1 a 134, o ganho é de 5,4. Finalmente, no grupo com o PSA mais alto, acima de 134, a diferença na sobrevivência mediana cai para 2,4. Esses dados não deixam dúvida sobre a conveniência de usar o Provenge mais cedo.  

 

Sobrevivência mediana, em casos com

 

PSA de 22,1 ou menos

PSA de 22,1 a 50,1

PSA de 50,1 a 134

PSA ≥ 134

Provenge

41,3 meses

27,1 meses

20,4 meses

18,4 meses

Placebo

28,3 meses

20,1 meses

15 meses

15,5 meses

Diferença

13 meses

7,1 meses

5,4 meses

2,8 meses

 

Quando o Provenge pode ser usado atualmente? A aprovação dada pela CMS foi para pacientes assintomáticos ou pouco sintomáticos, que já não respondem ao tratamento hormonal.

Não obstante, a pesquisa embora apresente resultados sugestivos, não tem como ser estatisticamente significativa em muitos intervalos pequenos porque o número de casos é relativamente pequeno. Há outras pesquisas propostas com outros alvos – o aumento do PSADT, o tempo até a volta do PSA (o fracasso bioquímico) e outros.

Na minha opinião, um dos grandes impedimentos da ampliação do uso do Provenge é o custo: o tratamento custa noventa mil dólares….

 

GLÁUCIO SOARES             IESP/UERJ 

 

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GALETERONE: NOVA ESPERANÇA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Agora que pesquisadores “descobriram” o câncer da próstata e que a indústria farmacêutica “descobriu” que, cada ano, o número de novos pacientes ultrapassa duzentos e trinta mil somente nos Estados Unidos, há mais interesse e mais investimentos na área. Nada comparável ao investimento massivo feito para controlar o HIV/AIDS mas, mesmo assim, algo a celebrar.

O tratamento de outros cânceres parecia ter um princípio, uma diretriz: após o diagnóstico, se houver uma decisão de tratar o paciente, partia-se com tudo para cima do câncer. Sabemos que cada câncer inclui subtipos, causados por células diferentes e que muitos medicamentos funcionam bem em umas células, mas não em outras. A simultaneidade de tratamentos, muitos dos quais com pesados efeitos colaterais, obedeciam à lógica de que um medicamento de um tipo atacava células deste e daquele tipo, mas não eliminava as demais, que exigiam outro  medicamento e assim por diante.

A última vez que verifiquei, havia 25 tipos de células de câncer da próstata;  embora várias  delas sejam raridades, são muito tipos, constituindo um alvo difícil de eliminar com  um medicamento só.

Uma tendência mais recente é a de incluir vários alvos num medicamento só. Um dos mais recentes dessa tendência se chama galeterone. Ele lança um ataque em três frentes contra o câncer da próstata. Como se tornou habitual, ele se concentra nos pacientes que já não respondem ao tratamento (anti)hormonal. Os primeiros testes, com poucos pacientes, deram resultados promissores. Não é cura, mas poderá ajudar muitos pacientes.

Quais foram esses resultados obtidos por esses pesquisadores baseados em Harvard?

  1. 1.  Primeiro, em mais da metade dos pacientes, houve uma redução no PSA de 30% ou mais. Esse resultado é modesto, mas me diz algumas coisas:
  • ·       Muitos pacientes não respondem a esse medicamento, embora um número maior possa vir a responder com seu aperfeiçoamento;
  • ·       Redução do PSA não é cura. Cura pode haver, se chegarmos a níveis não detectáveis do PSA.  Para esses pacientes que responderam bem ao medicamento, a grande incógnita é: quanto tempo durarão os benefícios? O tempo conta porque, por se tratar de uma população velha, em duas décadas quase todos morrerão de outras causas.
  • 2.  Em onze pacientes (entre 49) houve uma redução substancial, de 50% ou mais do PSA. A lógica da avaliação é a mesma: nem todos respondem assim (alguns não respondem) e a duração desses benefícios é uma incógnita porque sua determinação depende de um acompanhando de uma população maior por muitos anos;

3.  Em alguns pacientes houve redução dos tumores, que representa uma demonstração mais segura de que o medicamento surte efeito, ainda que não cure.

 

· Galeterone funciona simultaneamente em três direções: bloqueia receptores de proteínas que respondem à testosterona;

  1. ·       Reduz o número de receptores nos tumores e
  2. ·       Foca em um enzima que está ligado com os caminhos dos hormônios ligados ao câncer.

Os resultados dessa pesquisa preliminar foram apresentados à American Association for Cancer Research. Outra pesquisa, Fase II, terá mais pacientes e avaliará a eficiência do medicamento, devendo ser começada ainda este ano.

É praxe conduzir um terceiro (e mais caro e demorado) tipo de pesquisa, chamado de FASE III, com um número maior de pacientes e um grupo controle.

Ainda falta bastante até que o medicamento seja aprovado e possa ser vendido, mas, se funcionar, é provável que muitos dos leitores venham a ser beneficiados por ele.

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

Cardíacos e terapia hormonal

A terapia (anti)hormonal, chamada, em Inglês, de Androgen-deprivation therapy (ADT) tem demonstrado que aumenta a sobrevivência dos pacientes de câncer da próstata. Não obstante, numa demonstração de que a terapia tem que ser personalizada – e não uma aplicada indistintamente a todos os pacientes – quando aplicada a um tipo de pacientes reduz a sua sobrevivência em geral.

Que pacientes?
Aqueles que já experimentaram sérios problemas cardio-circulatórios, como enfarte do miocárdio e algumas outras doenças sérias do coração.
Donde veio esse conhecimento? De uma pesauisa com mais de 15 mil e quinhentos pacientes que foram tratados com braquiterapia entre 1991 e 2006. Desses, aproximadamente dez por cento tinham um histórico de doenças sérias do coração. Desses, 23% receberam apenas um tratamento de radiação e 43% receberam também um tratamento (anti)hormonal que durou, na mediana, quatro meses. Todos os pacientes foram acompanhados durante alguns anos (mediana de 4,3 anos). Entre os cardíacos, o tratamento (anti)hormonal aumentou o risco de morte – em geral – de 235, bem mais do que o do grupo sem tratamento hormonal, que foi de 12% de mortes – por todas as causas.
A conclusão a que chegaram: homens com câncer da próstata localizado e um histórico de problemas cardio-vasculares sérios não devem receber o tratamento (anti)hormonal porque aumenta tanto o risco de morte por complicações nessa área que as mortes superam as vidas salvas do câncer. Para essa minoria de doentes, a radiação e outros tratamentos primários sem o tratamento (anti)hormonal são mais indicados do que com esse tratamento.
Esses resultados contrastam com os obtidos com o grupo mais numeroso, o dos que tem câncer da próstata mas não tem problemas cardio-vasculares sérios. Nesse grupo maior, os ganhos na sobrevivência geral são grandes – todos devidos à redução da mortalidade por câncer da próstata.
A pesquisa foi dirigida por Paul L. Nguyen, do conceituado Dana-Farber/Brigham and Women’s Cancer Center em Boston, Massachusetts, e os resultados foram publicados online no International Journal of Radiation Oncology*Biology*Physics.


GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ


Se quiser saber mais sobre suicídios e a prevenção de suicídios, visite os seguintes blogs:

A quem NÃO aplicar a terapia hormonal

A terapia (anti)hormonal, chamada, em Inglês, de Androgen-deprivation therapy (ADT) tem demonstrado que aumenta a sobrevivência dos pacientes de câncer da próstata. Não obstante, numa demonstração de que a terapia tem que ser personalizada – e não uma aplicada indistintamente a todos os pacientes – quando aplicada a um tipo de pacientes reduz a sua sobrevivência em geral.

Que pacientes?
Aqueles que já experimentaram sérios problemas cardio-circulatórios, como enfarte do miocárdio e algumas outras doenças sérias do coração.
Donde veio esse conhecimento? De uma pesauisa com mais de 15 mil e quinhentos pacientes que foram tratados com braquiterapia entre 1991 e 2006. Desses, aproximadamente dez por cento tinham um histórico de doenças sérias do coração. Desses, 23% receberam apenas um tratamento de radiação e 43% receberam também um tratamento (anti)hormonal que durou, na mediana, quatro meses. Todos os pacientes foram acompanhados durante alguns anos (mediana de 4,3 anos). Entre os cardíacos, o tratamento (anti)hormonal aumentou o risco de morte – em geral – de 235, bem mais do que o do grupo sem tratamento hormonal, que foi de 12% de mortes – por todas as causas.
A conclusão a que chegaram: homens com câncer da próstata localizado e um histórico de problemas cardio-vasculares sérios não devem receber o tratamento (anti)hormonal porque aumenta tanto o risco de morte por complicações nessa área que as mortes superam as vidas salvas do câncer. Para essa minoria de doentes, a radiação e outros tratamentos primários sem o tratamento (anti)hormonal são mais indicados do que com esse tratamento.
Esses resultados contrastam com os obtidos com o grupo mais numeroso, o dos que tem câncer da próstata mas não tem problemas cardio-vasculares sérios. Nesse grupo maior, os ganhos na sobrevivência geral são grandes – todos devidos à redução da mortalidade por câncer da próstata.
A pesquisa foi dirigida por Paul L. Nguyen, do conceituado Dana-Farber/Brigham and Women’s Cancer Center em Boston, Massachusetts, e os resultados foram publicados online no International Journal of Radiation Oncology*Biology*Physics.

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

O tratamento (anti)hormonal juntamente com a radiação salva vidas

O leitor tem visto como a opinião médica varia: entre médicos, no tempo, de lugar para lugar. Houve muitas publicações críticas do tratamento (anti)hormonal, em boa parte devido à combinação entre efeitos colaterais e duração dos benefícios.

Agora surgiu um trabalho que apóia o uso do tratamento (anti)hormonal em combinação com a radiação. Seis meses desse tratamento aumentam muito a sobrevivência em comparação com a radiação isoladamente. Um resultado que não deve ser esquecido é que essa pesquisa sugere que um tratamento de duração limitada – seis meses – produz efeitos tão bons quanto um tratamento mais extenso e demorado, com a duração de dois ou três anos. E, claro, os efeitos colaterais também duram menos.

O que faz esse tratamento? Reduz ou zera a produção de hormônios masculinos que são o alimento predileto dos cânceres da próstata.

Onde e como foi feita a pesquisa? Foi feita na Nova Zelândia e dirigida pelo Dr. Lamb, da Universidade de Otago. A pesquisa distribuiu um total de 802 pacientes que tinham um câncer da próstata localizado e avançado. Um grupo fez radioterapia; outro radioterapia mais três meses de tratamento (anti)hormonal e um terceiro aumentou esse tratamento para seis meses.


Acompanharam esses pacientes, na média, 10,6 anos – bastante.

Os resultados são mais do que sugestivos:

  • O grupo submetido a terapia (anti)hormonal muito curta (três meses) não se diferenciou do grupo sem essa terapia;
  • No grupo submetido a terapia (anti)hormonal de seis meses 11% morreram do câncer, a metade da percentagem (22%) dos que só fizeram radiação;
  • No que concerne mortes por outras causas, há uma ligeira vantagem para o grupo que combinou as duas terapias;
  • No total, morreram 43% do grupo que somente fez radiação e 29% do grupo que combinou os tratamentos;
  • Nos dois grupos a grande maioria (78% num caso e 89% no outro) não morreram do câncer da próstata.

As taxas relativamente altas de mortalidade geral entre pacientes de câncer da próstata quando o acompanhamento é longo (como esse, mais de dez anos na média) são esperadas porque a grande maioria dos pacientes é diagnosticada após os sessenta anos. Trata-se de uma população de idosos que, câncer ou não câncer, tem uma sobrevivência muito menor do que uma população jovem.

Um conhecido oncólogo, Anthony D’Amico, comentou essa pesquisa afirmando que esses resultados são semelhantes aos encontrados por ele.

E os efeitos colaterais? São conhecidos, os mesmos encontrados em outras pesquisas, sendo os problemas cardíacos os mais perigosos.

ESCRITO POR GLÁUCIO SOARES COM BASE EM DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

O tratamento (anti)hormonal juntamente com a radiação salva vidas


O leitor tem visto como a opinião médica varia: entre médicos, no tempo, de lugar para lugar. Houve muitas publicações críticas do tratamento (anti)hormonal, em boa parte devido à combinação entre efeitos colaterais e duração dos benefícios.

Agora surgiu um trabalho que apóia o uso do tratamento (anti)hormonal em combinação com a radiação. Seis meses desse tratamento aumentam muito a sobrevivência em comparação com a radiação isoladamente. Um resultado que não deve ser esquecido é que essa pesquisa sugere que um tratamento de duração limitada – seis meses – produz efeitos tão bons quanto um tratamento mais extenso e demorado, com a duração de dois ou três anos. E, claro, os efeitos colaterais também duram menos.

O que faz esse tratamento? Reduz ou zera a produção de hormônios masculinos que são o alimento predileto dos cânceres da próstata.

Onde e como foi feita a pesquisa? Foi feita na Nova Zelândia e dirigida pelo Dr. Lamb, da Universidade de Otago. A pesquisa distribuiu um total de 802 pacientes que tinham um câncer da próstata localizado e avançado. Um grupo fez radioterapia; outro radioterapia mais três meses de tratamento (anti)hormonal e um terceiro aumentou esse tratamento para seis meses.

Acompanharam esses pacientes, na média, 10,6 anos – bastante.

Os resultados são mais do que sugestivos:

  • O grupo submetido a terapia (anti)hormonal muito curta (três meses) não se diferenciou do grupo sem essa terapia;
  • No grupo submetido a terapia (anti)hormonal de seis meses 11% morreram do câncer, a metade da percentagem (22%) dos que só fizeram radiação;
  • No que concerne mortes por outras causas, há uma ligeira vantagem para o grupo que combinou as duas terapias;
  • No total, morreram 43% do grupo que somente fez radiação e 29% do grupo que combinou os tratamentos;
  • Nos dois grupos a grande maioria (78% num caso e 89% no outro) não morreram do câncer da próstata.

As taxas relativamente altas de mortalidade geral entre pacientes de câncer da próstata quando o acompanhamento é longo (como esse, mais de dez anos na média) são esperadas porque a grande maioria dos pacientes é diagnosticada após os sessenta anos. Trata-se de uma população de idosos que, câncer ou não câncer, tem uma sobrevivência muito menor do que uma população jovem.

Um conhecido oncólogo, Anthony D’Amico, comentou essa pesquisa afirmando que esses resultados são semelhantes aos encontrados por ele.

E os efeitos colaterais? São conhecidos, os mesmos encontrados em outras pesquisas, sendo os problemas cardíacos os mais perigosos.


 

ESCRITO POR GLÁUCIO SOARES COM BASE EM DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

O tratamento (anti)hormonal juntamente com a radiação salva vidas


O leitor tem visto como a opinião médica varia: entre médicos, no tempo, de lugar para lugar. Houve muitas publicações críticas do tratamento (anti)hormonal, em boa parte devido à combinação entre efeitos colaterais e duração dos benefícios.

Agora surgiu um trabalho que apóia o uso do tratamento (anti)hormonal em combinação com a radiação. Seis meses desse tratamento aumentam muito a sobrevivência em comparação com a radiação isoladamente. Um resultado que não deve ser esquecido é que essa pesquisa sugere que um tratamento de duração limitada – seis meses – produz efeitos tão bons quanto um tratamento mais extenso e demorado, com a duração de dois ou três anos. E, claro, os efeitos colaterais também duram menos.

O que faz esse tratamento? Reduz ou zera a produção de hormônios masculinos que são o alimento predileto dos cânceres da próstata.

Onde e como foi feita a pesquisa? Foi feita na Nova Zelândia e dirigida pelo Dr. Lamb, da Universidade de Otago. A pesquisa distribuiu um total de 802 pacientes que tinham um câncer da próstata localizado e avançado. Um grupo fez radioterapia; outro radioterapia mais três meses de tratamento (anti)hormonal e um terceiro aumentou esse tratamento para seis meses.

Acompanharam esses pacientes, na média, 10,6 anos – bastante.

Os resultados são mais do que sugestivos:

  • O grupo submetido a terapia (anti)hormonal muito curta (três meses) não se diferenciou do grupo sem essa terapia;
  • No grupo submetido a terapia (anti)hormonal de seis meses 11% morreram do câncer, a metade da percentagem (22%) dos que só fizeram radiação;
  • No que concerne mortes por outras causas, há uma ligeira vantagem para o grupo que combinou as duas terapias;
  • No total, morreram 43% do grupo que somente fez radiação e 29% do grupo que combinou os tratamentos;
  • Nos dois grupos a grande maioria (78% num caso e 89% no outro) não morreram do câncer da próstata. 
  •  

As taxas relativamente altas de mortalidade geral entre pacientes de câncer da próstata quando o acompanhamento é longo (como esse, mais de dez anos na média) são esperadas porque a grande maioria dos pacientes é diagnosticada após os sessenta anos. Trata-se de uma população de idosos que, câncer ou não câncer, tem uma sobrevivência muito menor do que uma população jovem.

Um conhecido oncólogo, Anthony D’Amico, comentou essa pesquisa afirmando que esses resultados são semelhantes aos encontrados por ele.

E os efeitos colaterais? São conhecidos, os mesmos encontrados em outras pesquisas, sendo os problemas cardíacos os mais perigosos.


 

ESCRITO POR GLÁUCIO SOARES COM BASE EM DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS