VITMINA K CONTRA OS AVCs?

Acabo de receber um e-mail de um amigo no qual me conta que teve um enfarto. Algo que poucos levam em sério é a ação preventiva da vitamina K que impede a calcificação das artérias, além de manter os ossos em boa condição. Quem toma anticoagulantes como warfarina, deve se conscientizar que a vitamina K reduz o efeito de vários anticoagulantes e, portanto, requer um acompanhamento regular através de vários testes. Eu uso o TAP. Há uma explicação, em inglês, de como é essa relação entre vitamina K, que fez parte do show chamado The SUZANNE Show, que tem boa audiência nos Estados Unidos. A Life Extension tem algumas informações no seu website.

http://www.lef.org/Health-Wellness/SuzanneTV/Default.aspx?sourcecode=TSS202E&utm_source=INFEML_TSS202E_1004&utm_medium=email&utm_term=SuzanneWeeklyPostShowEmailBodyLink&utm_content=Image_LEF_Logo&utm_campaign=TSS202E

 

GLÁUCIO SOARES    IESP-UERJ

Enzalutamida aumenta a sobrevivência e melhora a qualidade da vida

Enzalutamida, antes conhecido como ‘MDV3100’, amplia a esperança de vida de pessoas com cânceres metastizados. O ganho é semelhante ao de outros medicamentos recentes. Como a praxe é concentrar em pessoas com cânceres muito adiantados, que já passaram por tratamento hormonal (e o câncer se tornou resistente a esse tratamento) e alguns pela quimioterapia. Na mediana, a extensão da vida é de cerca de cinco meses: os do grupo experimental vivem mais 18 meses e meio, e os do grupo controle vivem mais treze meses e meio. A mediana simplesmente significa que metade vive menos do que esse tempo e metade vive mais.
 
Há outros benefícios relacionados com a enzalutamida: a qualidade da vida melhora substancialmente, a dor que é infernal em muitos casos em que há metástase óssea também é muito reduzida pelo tratamento, os pacientes exibem mais energia, apetite, otimismo disposição. Muitos que, antes, simplesmente esperavam a morte, passaram a viver a vida.
Quando teremos acesso a esse medicamento?
Quem o fabrica, a Astellas, solicitou permissão à  European Medicines Agency (EMA) para fabricá-lo e vendê-lo. Talvez esteja nas prateleiras européias ainda este ano. Essa previsão se baseia no tempo que outro medicamento com benefícios semelhantes, a abiraterona, precisou até ser aprovado. 

COMENDO PELAS BEIRINHAS: SEPARANDO OS PACIENTES DE MUITO BAIXO RISCO

Uma pesquisa da Clínica Mayo ajuda a entender o atual debate sobre a questão de testar ou não testar sistematicamente a população masculina com o exame de PSA. Acompanharam o grupo, na mediana, durante 16,8 anos. Os homens que tinham PSA inferior a 1 ng/ml não desenvolveram canceres agressivos. Nenhum dos que tinham esse nível desenvolveu uma forma agressiva e perigosa do câncer, ainda que fossem relativamente jovens, com menos de 50 anos. 
Christopher Weight informou a Sociedade Americana de Urologia que a incidência, com PSA’s nesse baixo nível, era <1% entre os com 55 e <3% entre os com 60 anos de idade.
Ou seja, uma só medida de PSA, se for o suficientemente baixa, parece garantir que poucos terão câncer e que esse câncer não causará preocupações porque não será agressivo.
O panorama muda se o PSA estive acima de 1 ng/ml. Olhando os dados resultantes das práticas americanas, concluíram que o risco de que fariam uma biópsia sob recomendação médica era alto. Esses homens devem repetir os testes de ano em ano. Mais prudentes do que o que está sendo proposto, recomendam que os homens de 40 anos com esses baixos níveis só voltem a ser testados aos 55.
Essa pesquisa começou em 1990, com amostra de homens entre 40 e 49 anos do condado de Olmsted, em Minnesota, e foram submetidos ao teste de PSA, toque retal, e um ultrassom através da uretra, quando entraram no programa e a cada dois anos depois disso. O resultado indica que poderiam ter esperado até os 55 para fazer novo teste.
Foram diagnosticados seis casos de câncer da próstata, uma taxa de incidência de 1,6 por mil pacientes/ano; porém se o PSA era igual ou superior a 1, doze pacientes desenvolveram o câncer – uma taxa de incidência de 8,3 por mil pacientes/ano.
Dois homens no grupo mais alto acabaram sendo diagnosticados com uma forma agressiva do câncer, em contraste com nenhum no grupo com PSA mais baixo. Mesmo assim, transcorreu muito tempo: na medida na 14,6 anos no grupo de baixo risco e 10,3 no grupo de mais alto risco. 
Esses estudos ajudam a aliviar a pressão sobre aqueles que apresentam um resultado baixo, mas o grosso dos homens não apresenta PSAs tão baixos. 
É por aí que, creio, a implementação de diretrizes progredirá: individualizar o risco por nível de PSA na origem, aliviando uma parcela relativamente pequena dos que tiverem um resultado baixo, recomendando novo teste apenas muitos anos depois, e os com PSAs muito altos, ao contrário, deveriam ser acompanhados frequentemente. Elimina dois grupos extremos, mas o grosso está no meio e, para eles, as diretrizes são menos claras.
Esses estudos permitem concluir que temos necessidade de testes mais exatos que seriam adicionados aos existentes, reduzindo muito os erros; porém também colocam a boca no trombone a respeito das terapias usadas, que, idealmente, deveriam ser substituídas por outras com menos efeitos colaterais.

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

A PRÉ-DOENÇA QUE MAIS MATA

Uma de cada duas pessoas lendo este post sofre de uma doença mortal e a quase totalidade não sabe disso! Essa doença tem um nome que poucos conhecem: diabesidade. O que é a diabesidade? É a principal causa de obesidade, problemas cardíacos câncer, demência e diabete, tipo 2.

Deriva da combinação entre uma desordem biológica e o estilo de vida. Passa pela resistência à insulina, pré-diabete, síndrome metabólica, obesidade e diabete que só vem a ocorrer quando o paciente já é adulto.

Alguns médicos simplificam o cenário e afirmam que essas não são doenças diferentes, mas facetas de uma só doença. Porem, diabesidade não é algo que se tem ou que não se tem: é algo contínuo, que varia de nada, passando por pouco e bastante, a muito. É a causa dessas doenças crônicas.

Há algumas décadas, nos Estados Unidos, não havia um só estado com uma taxa de obesidade superior a 20% da população; hoje, não há um só estado com uma taxa inferior a 20%!

Uma estimativa nos diz que essa epidemia causada por nós mesmos custará três trilhões e meio de dólares no curso dos próximos dez anos.

E o Brasil? O Brasil é uma ave rara: por um lado, ainda há dezenas de milhões abaixo da linha de pobreza e com insuficiência alimentar; do outro, há um número crescente de pessoas que sofrem de diabesidade. Os obesos e os diabéticos estão crescendo em número.

Se formos inteligentes, paralelamente a programas como o Fome Zero, deveríamos desenvolver programas como o Diabesidade Zero, Obesidade Zero e Diabete tipo 2 zero. Programas preventivos custam muito menos e salvam mais vidas.

 

Gláucio Soares   IESP/UERJ

Quanto custa a hegemonia militar?

Quanto custa a hegemonia militar?

Posted by soares7 em agosto 13, 2011

A hegemonia militar tem preço. Não sai barato. Os Estados Unidos gastaram, em 2010, 698 bilhões de dólares com os militares, a preços constantes de 2009.

Isso é muito ou pouco? O leitor pode responder a essa pergunta, de posse de alguns dados. Quem levanta, confere e organiza esses dados? Várias agências, mas talvez a mais confiável seja a SIPRI, localizada em Estocolmo. De acordo com o SIPRI, o segundo colocado nos gastos é a China, com 114 bilhões. Ou seja, menos de seis vezes. Mesmo assim, a China também gasta muito, em cifras absolutas: aproximadamente o dobro da França, o terceiro país mais gastador, exatamente o dobro do Reino Unido e mais do dobro da Rússia, outrora parte central da poderosa, ameaçadora e, comparativamente, pobre União Soviética.

Depois dos Estados Unidos, os dez países que mais gastam, em termos absolutos (sempre em dólares constantes de 2009), são a China, a França, o Reino Unido, a Rússia, o Japão, a Alemanha, a Itália, a Arábia Saudita, a Índia e…o nosso Brasil. Gastamos mais do que a Coréia do Sul, o Canadá, a Espanha…

Pois bem, esses dez países (inclusive a China), somados, representam 523 bilhões de dólares, menos do que os Estados Unidos. Gastam 75% do que os Estados Unidos gastam.

Como se paga a hegemonia militar? Todos os anos ela custa quase 5% do PIB. Noutros países desenvolvidos ela pesa menos: de 1% no Japão a 2,7% no Reino Unido.

Ela se paga, parcialmente, aumentando a dívida pública e, também parcialmente, reduzindo outros gastos, alguns considerados mais importantes. Mas isso tem custos.

Dia 5, o crédito do governo dos Estados Unidos baixou, pela primeira vez na história, de AAA para AA+. É um sistema usado pela Standard & Poor’s e a baixa não quer dizer que os Estados Unidos não pagarão suas dívidas. Em parte o problema é político, porque a rolagem, que era quase automática, só foi aprovada na última hora, numa jogada claramente política. Mas o problema existe.

A dívida pública não nasceu com Obama; ela aumentou nas guerras mundiais e foi gradualmente reduzida depois. Como percentagem do PIB, a dívida cresceu aceleradamente nas décadas de 80 e 90: triplicou entre 1980 e 1990. A Guerra Fria foi um das causas. Diminuiu quando ela terminou e voltou a crescer. Em 2008, a dívida pública tinha chegado a US $ 10, 3trilhões, ou dez vezes o nível de 1980. O crescimento da dívida fez com que um teto fosse aprovado, mas passou a ser mudado de acordo com as conveniências – todos os anos e sem problemas. Esse ano foi negociado e renegociado, com intenções que, para mim, são claramente eleitoreiras.

Há outros custos, no meu entender, muito maiores, medidos em anos de vida perdidos e em sofrimento.

O NIH é, de longe, a maior financiadora de pesquisas na área da saúde. Podemos ler no site do NIH: “o NIH investe… US $32,2 bilhões anualmente na pesquisa médica para o povo americano.” Menos de sete por cento do que gastam anualmente com as Forças Armadas.

Tomemos o câncer, o segundo maior assassino da população americana, como exemplo: nos Estados Unidos, o National Cancer Institute (NCI), parte dos National Institutes of Health and the Department of Health and Human Services coordena muitas pesquisas sobre o câncer e uma das instituições que, no setor público, financiam pesquisas sobre o câncer.

O NCI gasta pouco menos de cinco bilhões por ano com pesquisas sobre o câncer, ou 0,7% dos gastos militares. Isso significa que os gastos militares de um ano equivalem aos gastos com pesquisas sobre câncer do NCI durante 170 anos. O orçamento anual do NCI é da mesma ordem de grandeza da construção de um porta-aviões, o Ronald Reagan. Nos Estados Unidos, aproximadamente mil e quinhentas pessoas morrem de câncer todos os dias; por ano são perto de 570 mil pessoas – mais de meio milhão. Em toda a guerra do Iraque até o dia 18 de julho recente, morreram em combate 3.529 soldados americanos. O equivalente a pouco mais de dois dias do número de mortes de cancerosos nos Estados Unidos, onde uma em cada quatro pessoas deverá morrer de câncer.

Pesquisa e tratamento ajudam! Em 1975/77, de cada cem pessoas diagnosticadas com câncer, cinqüenta estavam vivas cinco anos mais tarde; mas entre os diagnosticados entre 1998 e 2005, 68% estavam vivos cinco anos depois. Um ganho de 13% em um quarto de século. Milhões de vidas. Quantos sobreviveriam se houvesse um corte de dez por cento nos gastos militares, e esses recursos (quase 70 bilhões de dólares anuais) fossem transferidos para a pesquisa, prevenção e tratamento do câncer? Afinal, estaríamos gastando quatorze vezes mais, todos os anos. O meu chute: em dez anos, vários cânceres estariam na categoria de doenças crônicas e muitos outros teriam uma cura bem mais fácil do que agora. Milhões de vidas americanas seriam salvas em uma década. É, ser potência custa caro! Em vidas humanas também.

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

Tratamento hormonal: se e quando fazer?


Há nova pesquisa sobre o tratamento hormonal. Vai ser difícil checar esses resultados com outros, de centenas de pesquisas sobre o mesmo tema.

O que diz essa pesquisa? Lembra que é prática frequente dar (anti)hormônios aos pacientes durante quatro meses logo após o diagnóstico, com pesados efeitos sobre a qualidade da sua vida. A pergunta é se o efeito é o mesmo, ou parecido, esteja o paciente nos estágios iniciais, intermediários ou adiantados? A Conclusão, é supreendente: sim e não… Tratamentos com Lupron, Eligard (leuprolide) e goserelina (Zoladex) beneficiam pouco os que têm cânceres pequenos e não agressivos, sem metástase, mas aumentam a esperança de vida dos que têm tumores maiores e mais agressivos.

É uma escolha importante e dificil: não tratar os cânceres mais avançados impede que as pessoas aumentem sua sobrevivência; tratar os cânceres indolentes com a terapia (anti)hormonal impõe sofrimentos desnecessários aos pacientes que continuarão sem sintomas e morrerão de outras causas.

Nem todas as pesquisas dizem exatamente o mesmo. Mais do que nunca, necessitamos de critérios confiáveis para separar os tipos de câncer.

GLÁUCIO SOARES



Se quiser saber mais sobre o câncer da próstata, visite os seguintes blogs:

ou
Se puder ler em Inglês, veja

 

Tratamento hormonal: se e quando fazer?


Há nova pesquisa sobre o tratamento hormonal. Vai ser difícil checar esses resultados com outros, de centenas de pesquisas sobre o mesmo tema.

O que diz essa pesquisa? Lembra que é prática frequente dar (anti)hormônios aos pacientes durante quatro meses logo após o diagnóstico, com pesados efeitos sobre a qualidade da sua vida. A pergunta é se o efeito é o mesmo, ou parecido, esteja o paciente nos estágios iniciais, intermediários ou adiantados? A Conclusão, é supreendente: sim e não… Tratamentos com Lupron, Eligard (leuprolide) e goserelina (Zoladex) beneficiam pouco os que têm cânceres pequenos e não agressivos, sem metástase, mas aumentam a esperança de vida dos que têm tumores maiores e mais agressivos.

É uma escolha importante e dificil: não tratar os cânceres mais avançados impede que as pessoas aumentem sua sobrevivência; tratar os cânceres indolentes com a terapia (anti)hormonal impõe sofrimentos desnecessários aos pacientes que continuarão sem sintomas e morrerão de outras causas.

Nem todas as pesquisas dizem exatamente o mesmo. Mais do que nunca, necessitamos de critérios confiáveis para separar os tipos de câncer.

GLÁUCIO SOARES