MEDICAMENTO CONTRA A METÁSTASE ÓSSEA

A empresa norueguesa chamada Algeta abriu uma filial na cidade de Cambridge, one estão importantes universidades, como Harvard e MIT. Essa medida nos diz que a empresa quer entrar pesado no mercado norte-americano com a droga que está sendo testada, radium-223 dichloride. Nos diz, também, que esse produto está prestes a ser submetido aos testes oficiais americanos determinados pela U.S. Food and Drug Administration. Os testes começaram há mais de dez anos: o medicamento é injetado na veia do paciente cada seis meses. Os primeiros testes mostram um aumento de 44% na sobrevivência (total, não específica) em relação ao grupo controle. O grupo controle, por sua vez, recebia o tratamento padrão dado aos pacientes com metástase óssea. A metástase óssea é uma das principais vias pelas quais o câncer da próstata mata os seus pacientes, além de causar muita dor. Os analistas acreditam que o remédio esteja nas farmácias no fim de 2013.

 

Boa notícia para nós, pacientes.

GLÁUCIO SOARES                IESP/UERJ      

 

     

Sobre a tua saúde a partir de Picasso

Quanta vitamina D devemos consumir?


A vitamina D entrou nas preocupações da saúde pública. Quanta vitamina D devemos consumir? Ainda estamos tateando para responder a perguntas tão simples e básicas como essa. A vitamina D é medida no sangue e se expressa em ng/mL. E o que indica a presença da vitamina é a quantidade de 25(OH)D no sangue. Já há dados que demonstram que menos de 20 ng/mL a situação é séria; 30 ng/mL seria o mínimo aceitável. O dr. Charles “Snuffy” Myers, oncólogo que consultei a respeito do câncer da próstata que enfrento há 16 anos, recomenda muito mais, assim como Michael F. Holick, que dirige o laboratório que pesquisa o tema na Universidade de Boston. Quem precisa se cuidar? Crianças. Mulheres grávidas ou que estão amamentando. Pessoas obesas. Negros (a pele negra filtra o sol necessário para a produção interna de vitamina D). Idosos. Pessoas com osteoporose. E muitos outros.

Alguns peixes, como o salmão, contem boas quantidades de vitamina D, mas vitamina D não se come, se obtém com meia hora diária de exposição de boa parte do corpo ao sol. Mas há problemas: muito sol maximiza o risco de melanoma e o filtro solar corta a produção de vitamina D através da pele em 95%. Com isso, cresce a importância dos suplementos.

Sabemos pouco, mas já sabemos que um terço do genoma humano é afetado pela vitamina D. E já sabemos que a deficiência na vitamina D aumenta o risco de câncer: da próstata, da mama, do cólon, para não mencionar o letal câncer do pâncreas. Crescem, também, as doenças auto-imunes, artrite, esclerose múltipla e muito mais. Até doenças do sistema cardiovascular.

Concluindo: a deficiência de vitamina D é algo sério e facilita muitas doenças.

Porém, não há dados que concluam que a mesma vitamina D dê resultado quando usada como tratamento dessas doenças. Corrigida a deficiência, doses adicionais de vitamina D ajudam a combater as doenças que sua deficiência provoca?

Não sabemos com certeza.

Há algumas pesquisas que sugerem que sim. Pessoas com níveis razoáveis de vitamina D (33 ng/mL ou mais) se beneficiam se tomam medicamentos para fortalecer os ossos, inclusive nosso conhecido Zometa.

Faltam pesquisas sobre os benefícios e os malefícios de níveis consideravelmente mais altos porque durante décadas os níveis recomendados eram tão baixos que os então considerados muito altos não eram pesquisados. Podemos ter efeitos colaterais? Podemos: pessoas com doenças que formam granulomas ou linfomas são prejudicadas por altos níveis de vitamina D.

Felizmente, acordamos para a vitamina D. E é questão de pouco tempo até que os resultados de pesquisas em cursos proporcionem dados seguros sobre quais seriam os níveis recomendados e em que condições. Dadas as possíveis implicações para o câncer da próstata, nós pacientes, aguardamos atentamente.


 

GLÁUCIO SOARES

Quanta vitamina D devemos consumir?


A vitamina D entrou nas preocupações da saúde pública. Quanta vitamina D devemos consumir? Ainda estamos tateando para responder a perguntas tão simples e básicas como essa. A vitamina D é medida no sangue e se expressa em ng/mL. E o que indica a presença da vitamina é a quantidade de 25(OH)D no sangue. Já há dados que demonstram que menos de 20 ng/mL a situação é séria; 30 ng/mL seria o mínimo aceitável. O dr. Charles “Snuffy” Myers, oncólogo que consultei a respeito do câncer da próstata que enfrento há 16 anos, recomenda muito mais, assim como Michael F. Holick, que dirige o laboratório que pesquisa o tema na Universidade de Boston. Quem precisa se cuidar? Crianças. Mulheres grávidas ou que estão amamentando. Pessoas obesas. Negros (a pele negra filtra o sol necessário para a produção interna de vitamina D). Idosos. Pessoas com osteoporose. E muitos outros.

Alguns peixes, como o salmão, contem boas quantidades de vitamina D, mas vitamina D não se come, se obtém com meia hora diária de exposição de boa parte do corpo ao sol. Mas há problemas: muito sol maximiza o risco de melanoma e o filtro solar corta a produção de vitamina D através da pele em 95%. Com isso, cresce a importância dos suplementos.

Sabemos pouco, mas já sabemos que um terço do genoma humano é afetado pela vitamina D. E já sabemos que a deficiência na vitamina D aumenta o risco de câncer: da próstata, da mama, do cólon, para não mencionar o letal câncer do pâncreas. Crescem, também, as doenças auto-imunes, artrite, esclerose múltipla e muito mais. Até doenças do sistema cardiovascular.

Concluindo: a deficiência de vitamina D é algo sério e facilita muitas doenças.

Porém, não há dados que concluam que a mesma vitamina D dê resultado quando usada como tratamento dessas doenças. Corrigida a deficiência, doses adicionais de vitamina D ajudam a combater as doenças que sua deficiência provoca?

Não sabemos com certeza.

Há algumas pesquisas que sugerem que sim. Pessoas com níveis razoáveis de vitamina D (33 ng/mL ou mais) se beneficiam se tomam medicamentos para fortalecer os ossos, inclusive nosso conhecido Zometa.

Faltam pesquisas sobre os benefícios e os malefícios de níveis consideravelmente mais altos porque durante décadas os níveis recomendados eram tão baixos que os então considerados muito altos não eram pesquisados. Podemos ter efeitos colaterais? Podemos: pessoas com doenças que formam granulomas ou linfomas são prejudicadas por altos níveis de vitamina D.

Felizmente, acordamos para a vitamina D. E é questão de pouco tempo até que os resultados de pesquisas em cursos proporcionem dados seguros sobre quais seriam os níveis recomendados e em que condições. Dadas as possíveis implicações para o câncer da próstata, nós pacientes, aguardamos atentamente.


 

GLÁUCIO SOARES

A Vitamina D

A prevenção dos cânceres é possível, mas o conjunto de medidas preventivas varia de câncer para câncer. Não obstante, algumas reduzem o risco de um conjunto de cânceres e de outros tipos de doença também. Manter níveis adequados de vitamina D é uma delas. Mantê-los reduz o risco de câncer da mama. A que nível? 400 IU apenas reduzem o risco em 26%. Por ser epidemiológico, não é possível concluir taxativamente que níveis adequados de vitamina D (tal qual definidos) reduzem o risco de câncer da mama.
Porém, há um conjunto de evidências que confirma essa relação: em 2005, uma meta-análise, que é um procedimento que integra diversas pesquisas, revelou que em 9 de 13 estudos níveis “adequados” de vitamina D reduziam o risco do câncer da mama, tanto da incidência (ter o câncer), quanto da mortalidade (morrer dele). Essa meta-análise também concluiu que manter níveis adequados de vitamina D reduziam o risco de câncer da próstata e do cólon.
Como? A que níveis?
Outra pesquisa, de 2007, conclui que há benefícios em níveis mais elevados: 1.100 IU, em combinação com cálcio (1.400 a 1.500 miligramas diárias). A pesquisa teve dois grupos controle: o placebo de sempre e outro que só recebeu cálcio. A duração da pesquisa foi de 4 anos. Houve um resultado negativo: sozinho, o suplemento de cálcio não produziu melhores resultados do que o placebo. Contudo, em interação com a vitamina D, produzia excelentes resultados: uma redução no risco de câncer de 77%!!! Sabemos que o cálcio, isoladamente, não basta, mas não sabemos se a vitamina D, isoladamente, basta…
Essas pesquisas foram limitadas e acadêmicas, porque os ganhos financeiros da indústria farmacêutica com dois ingredientes baratos como cálcio e vitamina D são pequenos.
Essa é uma contradição a que temos voltado: muitas vezes, os interesses da “Big Pharma” excluem pesquisas com produtos baratos, inclusive os abundantes na natureza. Meia hora a uma hora de sol por dia em boa parte do corpo proporcionam a necessária vitamina D e é de graça…
Este artigo foi inspirado por idéias de um médico inglês, John Briffa, que mantém um website – Drbriffa.com. Não é um site oncológico.

A Vitamina D

A prevenção dos cânceres é possível, mas o conjunto de medidas preventivas varia de câncer para câncer. Não obstante, algumas reduzem o risco de um conjunto de cânceres e de outros tipos de doença também. Manter níveis adequados de vitamina D é uma delas. Mantê-los reduz o risco de câncer da mama. A que nível? 400 IU apenas reduzem o risco em 26%. Por ser epidemiológico, não é possível concluir taxativamente que níveis adequados de vitamina D (tal qual definidos) reduzem o risco de câncer da mama.
Porém, há um conjunto de evidências que confirma essa relação: em 2005, uma meta-análise, que é um procedimento que integra diversas pesquisas, revelou que em 9 de 13 estudos níveis “adequados” de vitamina D reduziam o risco do câncer da mama, tanto da incidência (ter o câncer), quanto da mortalidade (morrer dele). Essa meta-análise também concluiu que manter níveis adequados de vitamina D reduziam o risco de câncer da próstata e do cólon.
Como? A que níveis?
Outra pesquisa, de 2007, conclui que há benefícios em níveis mais elevados: 1.100 IU, em combinação com cálcio (1.400 a 1.500 miligramas diárias). A pesquisa teve dois grupos controle: o placebo de sempre e outro que só recebeu cálcio. A duração da pesquisa foi de 4 anos. Houve um resultado negativo: sozinho, o suplemento de cálcio não produziu melhores resultados do que o placebo. Contudo, em interação com a vitamina D, produzia excelentes resultados: uma redução no risco de câncer de 77%!!! Sabemos que o cálcio, isoladamente, não basta, mas não sabemos se a vitamina D, isoladamente, basta…
Essas pesquisas foram limitadas e acadêmicas, porque os ganhos financeiros da indústria farmacêutica com dois ingredientes baratos como cálcio e vitamina D são pequenos.
Essa é uma contradição a que temos voltado: muitas vezes, os interesses da “Big Pharma” excluem pesquisas com produtos baratos, inclusive os abundantes na natureza. Meia hora a uma hora de sol por dia em boa parte do corpo proporcionam a necessária vitamina D e é de graça…
Este artigo foi inspirado por idéias de um médico inglês, John Briffa, que mantém um website – Drbriffa.com. Não é um site oncológico.

Mais uma a favor da vitamina D

A deficiência de Vitamina D parece ter muitas conseqüências. Ultimamente, várias tem sido descobertas. Uma pesquisa feita com 616 crianças da Costa Rica demonstrou que as que tinham piores sintomas de asma eram mais deficientes em Vitamina D. Os pesquisadores Juan Celedón e Augusto Litonjua testaram essas crianças no que concerne a prevalência de asma, as funções pulmonares, testes cutâneos de sensibilidade e testes de sensibilidade feitos com sangue.
O resultado? As crianças com mais deficiência de Vitamina D tinham piores sintomas, sofriam mais com a asma.
• Inalavam mais corticosteróides;
• Eram hospitalizados com maior freqüência e
• Tinham outros indicadores de alergia severa.
Surge, portanto, a idéia de suplementar a dieta das crianças deficientes em Vitamina D. No que me interessa pessoalmente, a Vitamina D parece frear o crescimento do câncer da próstata.
Qual o problema? Não sabemos qual a quantidade recomendada de Vitamina D.
Há várias maneiras de obter Vitamina D: comer mais peixe (sem mercúrio, por favor) e ficar no sol (nas horas em que não faz mal…) entre meia hora e uma hora. Se estiver de short, calção ou biquíni, meia hora deve bastar.
Fonte: http://ajrccm.atsjournals.org/cgi/content/abstract/179/9/765