UM TESTE MAIS EXATO PARA O CÂNCER DA PRÓSTATA

 

O câncer da próstata, segundo dados americanos, afeta ou afetará um em cada seis ou sete homens. Alguns desses canceres progridem lentamente e devem, apenas, ser acompanhados caso haja mutações que os faça mais agressivos

Há canceres que, inicialmente, parecem lentos, quase inócuos, mas que, posteriormente mostram agressividade.

Por isso, é importante ter um diagnóstico precoce, o que já sabemos, mas também é importante saber com que tipo de câncer estamos tratando.

Pesquisadores no Cedars-Sinai desenvolveram um método para identificar se o câncer é agressivo ou não. Essa identificação permite que o médico prescreva o tratamento mais adequado, com menos efeitos colaterais, menos oneroso, que a segurança permitir.

Tem a ver com como os genes são ativados no tumor. O perfil genético pode aperfeiçoar muito o diagnóstico.

Com base nesse perfil, os pesquisadores reclassificaram os tumores em três subtipos.

Estudaram os dados relativos a 4.600 pacientes que estavam disponíveis nos arquivos e laboratórios. Classificaram esses casos em três subtipos, com base no perfil genético.

O resultado, esperado: cada subtipo tinha uma faixa de periculosidade própria. Um era pouco agressivo; do outro lado havia o tipo mais agressivo e, claro, havia um tipo intermediário.

Porém, essa não é uma brincadeira classificatória. O risco de avanço do câncer e o risco de morrer do câncer variam muito entre os subtipos.

Michael Freeman, diretor do Cancer Biology and Therapeutics Research no Cedars-Sinai afirmou que perto de sessenta por cento dos pacientes que eles tratam nos hospitais não necessitam de tratamento. O problema é que ninguém sabe, de antemão, quais são os casos que caem nesses 60%.

O PCS1 é o tipo agressivo. Na média apresentam um escore Gleason mais alto, mas alguns apresentam um escore médio e outros até um escore baixo.

Todos esperamos o aperfeiçoamento desse teste. Permitirá diagnósticos mais seguros e testes também mais exatos para ver se o câncer se tornou mais agressivo.

Quanto mais cedo estiver à disposição de nossos médicos, melhor.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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