PROGRESSO EM HONG KONG NA LUTA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA?

Uma terapia que combina os hormônios tomados oralmente com esteróides pode aumentar a sobrevivência em pacientes que já não respondem ao tratamento hormonal convencional. Esse experimento está sendo feito há poucos anos sob a supervisão dos doutores Andrew Yip Wai-chun e Angus Leung Kwong-chuen.

A detecção da doença tem aumentado muito em Hong Kong, um aumento de 80% em nove anos. Não sabemos quanto desse aumento se deve à redução da resistência a procurar médicos para tratar a doença. A maioria dos que procuram diagnóstico e tratamento é de idosos.

Quase todos os pacientes eventualmente passam a ser resistentes à terapia hormonal e a doença avança. Em dois a três anos, dizem os dois pesquisadores chineses, metade dos pacientes passam a ser resistentes. A terapia hormonal afeta a sinalização das células cancerosas  em busca de alimento e reprodução. . 

Quando isso acontece, a recomendação médica mais comum ainda é a quimioterapia, cujos efeitos colaterais são pesadíssimos e difíceis de enfrentar. Muitos pacientes idosos abandonam o tratamento. Uma terapia alternativa e controvertida é o uso de esteróides. Porém, mesmo os que defendem o seu uso sabem que os esteróides controlam o câncer por pouco tempo – três a quatro meses.

Surgiu, então, a idéia de combinar a terapia hormonal e os esteróides. Leung defende essa estratégia que afetaria três fontes de hormônios masculinos: os testículos, a adrenalina e o próprio tumor. A sobrevivência mediana passa a ser de 34,7 meses (quase três anos), 4,4 meses a mais do que quando somente esteróides são usados. O período durante o qual a doença permanece estável, sem avançar, dobra e passa a ser de 16,5 meses.

O custo é bem menor em Hong Kong do que terapias de última linha no Brasil: perto de cinco mil dólares e dura nove meses.

É importante advertir que essa terapia é experimental e as informações ao meu alcance não apresentam as estatísticas comuns e o desenho da pesquisa. Porém, como paciente, qualquer notícia que acene com o aumento da sobrevivência e do período de remissão é bemvinda.

 

 

GLÁUCIO SOARES                   IESP-UERJ.

 

 

 

 

 
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