MELHORA O TRATAMENTO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

 

Fibrilação atrial, AFib. Já ouvimos falar de AFib, mas talvez não saibamos quão séria e quão generalizada ela é: em 2050 perto de 16 milhões de americanos terão que enfrentar esse problema médico. No Brasil, o meu chute, arredondando, é que dez milhões de pessoas sofrerão com a AFib. É a disritmia cardíaca mais comum. O risco cresce com a idade, de maneira que o envelhecimento da população aumentará o número de pacientes. AFib não é brincadeira: ela triplica o risco de hospitalização por problemas cardiovasculares, multiplica por de duas a até sete vezes o risco de acontecimentos tromboembólicos, como um derrame, e dobra o risco de mortalidade.

Um dos tratamentos atuais é a ablação, queimar uma área do coração para conter os impulsos elétricos descontrolados. Eu fiz esse procedimento há alguns anos, no local onde trabalhei três décadas, a Universidade da Florida. Fora a ablação, há vários medicamentos, como amiodarona, que também uso.

A ablação funcionou bem comigo, mas ela é invasiva e acarreta riscos. Infecções etc. e erros durante o procedimento que inclui enfiar um tubo desde a virilha até o coração, dando uma pequena queimada na área suspeita.

Agora é possível mapear a localização do tecido cardíaco responsável por deslanchar a AFib. Esse mapeamento aumentará a exatidão e reduzirá a margem de incerteza.

Um grande benefício para milhões e milhões de pessoas mundo afora.

 

 

GLAUCIO SOARES IESP-UERJ

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