NOVO AGENTE CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA: IPILUMUMAB

Estimados Amigos:

Como um de nossos colegas foi convidado para participar de um clinical trial com ipilimumab, apressei-me a fazer uma busca para saber a quantas anda a evolução e a avaliação deste medicamento. Há dados de um experimento sediado em San Francisco, mas a informação é de março de 2010.

Em notícias anteriores, havia a esperança de que ipilimumab poderia reduzir o grau e a virulência de cânceres avançados, “de tal maneira que os pacientes poderiam voltar a ser elegíveis para terapias com intenção curativa”. Uma delas seria a radiação.

Foram apresentados dois trabalhos naquele período: um comparou ipilimumab com terapia (anti)hormonal com um segundo grupo, igual, mas sem ipilimumab. O que era a terapia (anti)hormonal? Lupron+bicalutamida.

Quem eram os pacientes? Os que sofriam de câncer avançado, amplamente definido (desde os que tiveram crescimento do PSA depois do primeiro tratamento até os que já apresentam metástase. O experimento começou em junho de 2005 terminando em abril de 2009.

O caráter avançado do câncer se reflete no fato de que 67% tinham Gleason igual ou maior do que 8.

O declínio da testosterona foi de 97% ou mais nos dois grupos, de tal maneira que não podemos creditar ipilimumab por isso.

As diferenças aparecem em outros indicadores: três meses depois do início do tratamento, 55% do grupo experimental tinham um PSA não detectável, mais do que os 38% do grupo controle.



Os efeitos colaterais pesados foram colite e diarréia (perto de 5% dos membros do grupo experimental). Um número maior (15) teve problemas cutâneos.

Não informaram quanto tempo até que a doença voltasse a avançar.

Os resultados permitem algum otimismo e dois experimentos Fase III estavam sendo planejados, o primeiro para pacientes que já não respondem ao tratamento (anti)hormonal.

Em outro pôster, por Granberg e associados, confirmaram a possibilidade de “downstage” cânceres com a combinação do tratamento (anti)hormonal e ipilimumab. Seis de doze que haviam feito prostatectomia tiveram seu estágio reduzido para T2.

Há respostas importantes aguardando os experimentos Fase III, no que concerne a duração dos efeitos do tratamento combinado e se será possível identificar os pacientes que se beneficiarão com ele.

GLÁUCIO SOARES (IESP-UERJ), com base em pesquisa com resumos.

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