A legalização das drogas e o aumento dos suicídios em Portugal

Na Quinta-feira, Dezembro 28, 2006, eu postei

As taxas de suicídio em Portugal aumentaram muito. Por quê?


que segue abaixo. A atualização vem depois.

A taxa de suicídio em Portugal dobrou em dois anos – 2002 e 2003 – e o número atingiu 1100 suicídios por ano. Em Portugal eram registrados perto de 500 suicídios por ano.

Portugal tem sérios problemas no que concerne as estatísticas do suicídio, que são deficientes. Porém, uma explicação com muitas implicações seria a legalização radical das drogas, levada a cabo em julho de 2001. Os dados de 2004 e 2005 poderão dar os parâmetros do aumento observado.

Portugal dispõe de um centro sério de estudos sobre suicídios e realiza as Jornadas sobre Comportamentos Suicidários, embora o número de pesquisadores seja pequeno.

Como em outros países, as taxas variam muito dentro de Portugal, colocando Alentejo, Algarve e a Grande Lisboa entre as áreas com taxas mais altas.

Maio de 2007

A política portuguesa tem sido chamada de audaciosa, progressista e outros qualificativos positivos. Porém, os dados atá agora mostram, apenas, que ela foi irresponsável e, literalmente, suicida.

As estatísticas portuguesas deixam muito a desejar, mas as que conseguimos são suficientes para demonstrar o rápido crescimento dos suicídios logo após a aprovação da lei. O número absoluto de suicídios dobrou nos dois anos após a aprovação da lei, 2002 e 2003. Um salto de 500 para mil não se deve ao acaso. Mas há quem argumente que o tempo de observação é curto.

Há dados sobre 2004.

Em 2000, o número de anos perdidos pelos suicídios por 100 mil hbs (até 70 anos) era de 115 para homens e de 27 para mulheres. 2000 foi o último ano integralmente vivido antes da lei. Em 2003, a mesma taxa – número de anos de vida perdidos por 100 mil hbs – saltou para 290 entre homens e 79 entre mulheres. Atingiu o teto? Não. Em 2004 a taxa continuou aumentando – 313 para homens e 88 para mulheres.

É comum vermos zangões com cérebros minúsculos propondo soluções milagrosas para a violência no Brasil; entre elas, a legalização das drogas.  Não há soluções milagrosas: há propostas irresponsáveis. O cálculo das perdas e ganhos estimados com a legalização das drogas não foi feito; Qualquer cálculo deve incluir vidas salvas e vidas perdidas, além de várias outras informações relativas a custo, a dias de trabalho perdidos e mais.


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