A escolha do hospital pode ser a escolha entre a vida e a morte

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Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:

Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.

Essa é uma das diferenças pequenas.  

Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!

Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?

Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.

Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui  dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.

Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.

Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.

A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago  que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.

        É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.

Publicado em: on Outubro 23, 2009 at 8:14 am Deixe um comentário

A escolha do hospital pode ser a escolha entre a vida e a morte

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Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:

Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.

Essa é uma das diferenças pequenas.  

Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!

Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?

Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.

Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui  dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.

Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.

Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.

A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago  que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.

        É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.

Publicado em: on Outubro 18, 2009 at 2:40 pm Deixe um comentário

O Efeito da Qualidade da Vida sobre a sobrevivência

Um novo conceito entrou na análise da sobrevivência do câncer da próstata, o Health-related quality of life (HRQOL). Inicialmente, foi usado apenas para avaliar os tratamentos e seus efeitos colaterais. Posteriormente, surgiu a pergunta: a qualidade da vida relacionada ao tratamento, a HRQOL, afeta a sobrevivência? Com a ênfase crescente, ainda que minoritária, em fatores psicológicos e espirituais (ainda que minoritária) cresceu a pergunta: a qualidade da vida durante e depois do tratamento afeta a sobrevivência? Os pesquisadores usaram a base de dados do CaPSURE (Cancer of the Prostate Strategic Urologic Research Endeavor), usando os pacientes quer proporcionaram informação sobre o HRQOL. Dividiram os pacientes de acordo com o HRQOL: os dez por cento piores e os demais.

O objetivo era ver se havia uma associação entre uma qualidade de vida relacionada ao câncer e ao tratamento e a sobrevivência geral, de todas as causas. Controlaram a idade dos pacientes no momento do diagnóstico, o tratamento recebido, a classificação clínica da doença e o número de co-morbidades – de outras doenças. Para entender essa varuável: alguém com hipertensão receberia um valor de 1, alguém que, além da hipertensão, tivesse diabete, receberia 2 e assim por diante. Medida elementar, que poderá ser muito melhorada, mas válida. Níveis mais elevados de funções físicas e a saúde em geral tinham uma sobrevivência melhor (HR 0,49 e 0,51, respectivamente). Levando o tempo transcorrido em consideração (depois do tratamento)os integrantes da qualidade da vida tinham um risco de morte consideravelmente menor. Dependendo do tipo de função, o HR variava entre 0,57 e 0,65). Olhando para as mudanças no HRQOL, manter ou aumentar as funções físicas e seus papéis e atividades, a vitalidade e as funções sociais (quem se fecha no quarto dura muito menos) e a saúde em geral, em outras áreas, reduzia o risco relativo de morte, o HR variando de 0,56 a 0,63. A lição é clara: não basta tratar o câncer – é preciso tratar o paciente (o que inclui outras doenças e a qualidade da vida). Assim tratados, os pacientes vivem mais e melhor.

Publicado em: on Setembro 26, 2009 at 6:29 pm Deixe um comentário

Cuidado com remédios que e prazeres que podem aumentar muito a pressão

 

Há hábitos e coisas que fazemos com alguma freqüência que podem agravar nossa pressão, elevando-a ainda mais.  Alguns remédios podem ter esse efeito, como

 

  • Antihistamínicos;
  • Alguns tipos de gotas que colocamos nos olhos;
  • Remédios contra a gripe, contra resfriados e contra a tosse – particularmente se forem descongestionantes.

São remédios comuns, usados com freqüência. Se você sofre de pressão alta, cuidado com eles. Quando eles forem receitados para você, avise o médico de que você tem pressão alta.

Há outros hábitos que são perigosos e têm a ver com o calor:

  • Tomar banhos muito quentes de banheira;
  • As saunas e banhos turcos;
  • Piscinas muito aquecidas;
  • Um tradicional banho japonês, super-quente, chamado ofuro.

 

Se quiser tomar esses banhos e saunas não ultrapasse dez minutos. Ao sair, busque um lugar fresco e fique sentado(a) durante alguns minutos, levantando devagar. Se não o fizer pode ficar tonto e cair.

Publicado em: on Setembro 25, 2009 at 12:01 pm Deixe um comentário

A depressão piora o câncer

Uma pesquisa recente da University of British Columbia, demonstra que a depressão aumenta algo o risco de morte dos cancerosos. Entre os que apresentam sintomas, as taxas são 25% mais altas e entre pacientes clinicamente diagnosticados com depressão as taxas são 40% mais altas. Parece muito, mas há outros fatores que também contribuem para prejudicar os pacientes. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Cancer.

Admito que tive um pequeno sobressalto ao decidir publicar esses resultados. Há quem possa ficar preocupado com estar deprimido e entrar em depressão. Porém, ter sintomas de depressão é comum, até esperado entre pacientes de câncer. O que não é comum é a conscientização de que a depressão é uma doença em si, de direito próprio, que precisar ser tratada. Uma das autoras da pesquisa, Jillian Satin, se preocupou especificamente com esse conhecimento, com a possibilidade de que alguns pacientes entrassem em órbita ao ver que tinham sintomas de depressão. Mas não há necessidade disso: a depressão é tratável e curável. Os pacientes devem conversar com seus médicos ou diretamente com um psiquiatra. Há médicos pré-diluvianos que não “acreditam” em depressão, estresse, “essas coisas”.

Por onde passa essa relação entre depressão e qualidade da resposta ao câncer? Há muita pesquisa que liga o estresse ao aparecimento e ao crescimento de tumores e de cânceres. O estresse mexe com o sistema hormonal e prejudica o sistema imune. Há possibilidade de endogenia, de que as pessoas deprimidas ano se tratem bem, não tomem os remédios etc. Não seria uma resposta à depressão, mas ao descuido causado por ela, inclusive abandonando todo e qualquer tratamento.

É preciso pesquisar mais. Que tipos de câncer são mais afetados pela depressão? Não sabemos.

Câncer e depressão podem interferir com a vida do paciente, fazendo-o perder ou ser prejudicado no trabalho, afastando amigos e familiares, criando dificuldades adicionais no dia a dia.

Sabemos que uma atitude positiva ajuda – aumenta as células T, os macrófagos e as defesas em geral. Se ficar deprimido com o câncer (eu fiquei) vá se tratar da depressão também. Funciona.

Publicado em: on Setembro 21, 2009 at 11:20 pm Deixe um comentário

Depressão e suicídio entre idosos

Sabemos que a depressão e o suicídio aumentam com a idade. Essa é uma relação que se aplica à grande maioria dos países. Nos Estados Unidos, esses dois males estão crescendo. Reduções na ajuda e a recessão não ajudam – descem os rendimentos e sobem, com a idade, os gastos, sobretudo os gastos com a saúde. A taxa de suicídios de idosos (>=65) em 2006 foi 14,2. Ela é maior entre brancos e cresce com a idade. Entre brancos com >=85 anos a taxa atinge 48 suicídios por 100 mil pessoas – nível das taxas de homicídio nos piores estados brasileiros. A depressão acompanha. A depressão clínica em idosos comuns varia entre 1% e 5%, mas é muito maior entre os que estão tão doentes que necessitam hospitalização.

Os medicamentos reduzem os sintomas da depressão e, através deles, os suicídios. Reduzem, mas não acabam. Pior: os médicos não foram treinados para diagnosticar a depressão entre idosos ou acham que “é normal”. Esse lapso, freqüente, contribui para a taxa de suicídios. Pior ainda: muitos idosos “escondem” a depressão: dizem que estão bem quando não estão. Esses comportamentos reduzem a percentagem que se trata com remédios e/ou terapias verbais. Conseqüentemente, continuam deprimidos e muitos se suicidam.

Alguns idosos dificultam o trabalho de quem busca ajudar-los: não tomam os remédios, ou se esquecem de tomá-los. Rejeitam ajuda com o horário de tomar remédios. Comprovadamente, medicamentos e terapia ajudam idosos a controlar e reduzir a depressão. Uma pesquisa recente mostra que o uso dos reuptakers de serotonina ajudam e muito.

Não obstante, há remédios que aumentam o risco de suicídios entre idosos. O uso de sedativos aumenta o risco e um sedativo em particular aumentava esse risco em 14 vezes. Tratamento com remédios de tipo hipnótico multiplica por quatro o risco de suicídio.

Há quem defenda o suicídio de idosos, que o considere como uma opção legítima. Definem que vários fatores aumentaram tanto o peso e as dificuldades da vida que ela perdeu o sentido. Um sério problema com esse argumento é que muitos recuperam o sentido e a alegria de viver. Evidentemente, os que se suicidaram não podem dar essa volta por cima.

Há, no Brasil, pouca informação sobre os sinais de depressão e os avisos de suicídio. Precisamos treinar mais pessoas a percebê-los e a conscientizar os idosos a respeito das alegrias que muitos deles encontram na vida.

Publicado em: on Setembro 18, 2009 at 6:02 pm Deixe um comentário

Primeiro, o câncer da esposa; agora, o do marido

Esta é a estória de um americano que passou muito tempo cuidado da esposa que sofria de mielomas múltiplos. Os avanços nos cânceres significam tanto uma taxa de cura mais elevada quanto uma sobrevivência bem maior do que há algumas décadas. A sobrevivência raramente é sem efeitos, ou com efeitos toleráveis, como a minha até agora. O mieloma e seu tratamento causam muita dor e outros sintomas.

Finalmente, depois de muitos anos de luta, ela faleceu. Durante todo esse tempo ele ficou, fielmente, como o principal careaker, a pessoa que cuida do doente (e que também tem que ser cuidada). Cinco anos depois, fez seus exames de rotina e descobriu que tinha uma forma agressiva de câncer da próstata. Depois de ver o que a esposa tinha sofrido, nosso amigo entrou em depressão. Sabia pouco e, como bom americano com instrução pelo menos secundária, foi se informar. Leu muito em pouco tempo, analisou os tratamentos e seus efeitos colaterais, chegando à conclusão de que era uma escolha difícil. O tratamento que parecia oferecer melhores resultados, a prostatectomia, tinha pesados efeitos colaterais. Um amigo ficou usando fraldas muitos anos, vários ficaram impotentes. Além disso, como tinha feito várias cirurgias cardíacas e tinha um aneurisma na aorta, a prostatectomia não era aconselhável. Por contraste, se deu conta de que o câncer da próstata era muito menos doloroso do que o mieloma (e do que muitos outros cânceres). Escolher o tratamento deu problemas inesperados. Chegou à conclusão de que o tratamento adequado tinha um nome complicado, CyberKnife Radiosurgery, disponível no WellStar Kennestone Cancer Center, em Marietta, na Geórgia. CyberKnife é um nome inadequado: não é cirurgia e tem poucos efeitos colaterais. Foram os brandos efeitos colaterais que o atraíram. Na idade dele, as diferenças entre as taxas de cura eram menos importantes.

Decisão fácil, não é? Não. Os problemas começaram depois: o seguro não queria pagar. O procedimento era novo, insuficientemente testado, e era caro. A opção era fazer um apelo legal em um mês ou outro tratamento. Como o câncer era agressivo, não poderia esperar muito tempo. Apelou, mas fez o tratamento desejado antes do resultado. O processo ainda está rolado, ainda que lá dure muito, muito menos tempo do que aqui.

O tratamento durou cinco dias, uma hora cada. Enquanto fazia o tratamento, emplacou 67 anos, com direito a festinha e bolinho. O PSA caiu dramaticamente, de 6,8 para 0,6 em 4 meses. Como não foi prostatectomia, pode estar curado. Afinal, ainda tem a próstata e a próstata normalmente produz PSA.

Nosso sobrevivente se sente bem. É doidinho da silva. Seu maior passatempo é ser piloto de automóveis de corrida… Voltou a competir, aos 68. Num fecho romântico, acha que sua esposa, hoje transformada em anjo, está cuidando dele.’

Publicado em: on at 9:04 am Deixe um comentário

Como evitar gripes e resfriados, inclusive a gripe suína?

Para participar da campanha cívica contra a gripe suína (sobredimensionada, sim, mas já matou perto de mil brasileiros), aqui vão umas recomendações retiradas da literatura genérica para evitar gripes comuns e também da mais específica para evitar a gripe suína.

·       Treinar crianças e adultos para que lavem as mãos não é fácil. O ato é tão banal que poucos o julgam relevante. E não é, apenas, “passar uma água”. É preciso esfregar para valer com sabão ou sabonete – decidindo se quer usar ou não um bactericida.

·       Quando? Quantas vezes? Antes de comer ou de preparar a comida, antes de tocar ou carregar um bebê, depois de ir ao banheiro, depois de brincar com um animal (inclusive seu gato ou cachorro de estimação), depois de tossir ou espirrar, de pegar em dinheiro, lavar inclusive em baixo das unhas e não esquecer os pulsos.

·       E se não houver pia ou água? Use álcool gel, Lembre: gel porque o álcool liquido causa muitos acidentes e queimaduras graves, às vezes desfigurantes.

·       A vacina contra a gripe comum funciona. Reduz, e muito, o risco. Temos que revacinar cada ano porque os bichos são mutáveis e a vacina do ano passado não protege contra as novas formas. A vacina contra a gripe suína está sendo testada e parece dar bons resultados.

·       E se nós estivermos doentes (com ou sem certeza)?  Não passe para outros. Quando tossir ou espirrar cubra a boca e o nariz com um lenço, de papel preferivelmente e o jogue no lixo depois. E se não houver  lenço? Dobre o braço e tussa/espirre no próprio braço ou ombro. O importante é evitar disseminar os bichos no ar. É o que sugere a American Academy of Pediatrics. E não fique muito perto de gente doente, mesmo amigos e parentes, que estejam tossindo e espirrando.

·       Se seus filhos estiverem gripados, não os mande à escola. Evite que seu filho passe a gripe para outras crianças.\

·       Há hábitos que facilitam a contaminação: meter os dedos na boca ou nos olhos. Roer as unhas. Meter o dedo no nariz (já sabemos para quê!).

·       Há coisas que não foram feitas para compartir: escovas de dentes, lenços, guardanapos, nem mesmo toalhas,, copos, garfos, facas etc.

·       Sabe que é importante manter os pés quentes e secos? É sim. Um experimento mostrou que deixá-los frios e molhados contribui para gripar 10% das pessoas saudáveis.

·       Comer e dormir bem, em horários regulares, e fazer exercícios elevam as defesas do nosso corpo. Ajudam contra a gripe, os resfriados, e muitas outras doenças.

Publicado em: on Setembro 17, 2009 at 10:58 am Deixe um comentário

O combate ao câncer passa pela redução de uma proteína

Os diferentes cânceres têm algo em comum: crescimento desordenado do número de células e redução da apoptose. O que é apoptose? É a morte das células que é geneticamente programada. Todas as células estão programadas para morrer – umas mais cedo, outras mais tarde.

Muitas terapias funcional pior do que o esperado ou não funcionam para nada. Não dão certo. Há substâncias chamadas chemokines (químioquinas?) e citokinas que são as suspeitas. Huummmm. Os pesquisadores notaram que as células cancerosas que não respondem mais à terapia hormonal estão cheias de uma chemokine chamada Interleukine-8 (IL-8). As células normais e as que ainda respondem ao tratamento (ou seja, casos nos quais o tratamento ainda funciona) têm menos IL-8. Huummmm. Os pesquisadores verificaram que a IL-8 tem um papel importante no crescimento dos cânceres que não respondem mais ao tratamento hormonal, abrindo nova possibilidade de combate.

Foi isso que fizeram. Interferiram no RNA e olhem o que aconteceu. O objetivo era acabar com a IL-8 e ver o que acontecia com as células. Fizeram isso nas culturas de duas células cancerosas chamadas de PC-3 e de DU145.
A seguir descrevem os métodos, mas entendemos pouco deles e o eu nos interessa agora são os resultados. Um tipo de interferência reduziu o IL-8 em mais de 95% e outro baixou essa maldita proteína em mais de 92%.

E aí?

A apoptose das células cancerosas aumentou em 43%. Lembrem que apoptose é a morte regulada dessas células. Viva!!!!.

Tem mais: reduzir a IL-8 aumentou o efeito da quimioterapia, incluindo três agentes usados no combate aos cânceres, incluindo o Docetaxel, a Staurosporina e a Rapamycina. O efeito foi quarenta por cento maior nas células sem IL-8. Isso confirma que a IL-8 aumenta a defesa das células cancerosas contra a quimioterapia.

Agora vem pesquisa e desenvolvimento de tratamentos que reduzam a IL-8 nas células cancerosas.

Fonte: Molecular Câncer de 2009, 8:57

Novo teste para saber qual a gravidade do câncer da próstata

Há muitos testes de câncer da próstata sendo desenvolvidos. Nos últimos anos, mais de cem foram ou estão sendo testados. Há muitos objetivos que queremos alcançar, como reduzir os falsos positivos (os testes sugerem cânceres que não existem) e os falsos negativos (os testes sugerem que não há câncer, mas há). Até as biópsias podem errar, usualmente na direção de falsos negativos: não encontram células cancerosas porque elas estão em outro lugar. Mas há outros objetivos, como saber qual o risco de metástases e qual o risco de morte.

Pesquisadores da UCSF desenvolveram um teste chamado CAPRA que ajuda a reduzir os erros nas previsões de metástases ósseas, mortalidade específica e mortalidade geral desde o momento em que o câncer foi diagnosticado. Do ponto de vista da escolha do tratamento esses são conhecimentos fundamentais.

A pesquisa foi com um número grande de pacientes, mais de dez mil e os resultados acabam de ser publicados no Journal of the National Cancer Institute. Inicialmente os pacientes estão sendo classificados em três categorias: risco alto, médio e baixo, mas essa classificação ainda rude deve ser refinada.

Os números mostram que é importantíssimo saber: afinal, são perto de 200 mil homens que serão diagnosticados com esse câncer somente nos Estados Unidos e mais de 27 mil devem morrer vitimados por ele. Ter informação precisa sobre o prognóstico ajudará muita gente. É importante saber que, nos Estados Unidos, apenas 5% dos pacientes já apresentam metástases no diagnóstico. Os demais enveredam por muitos tipos diferentes de tratamento que se beneficiariam dessas informações.

O que é o teste CAPRA?

Usa cinco fatores: idade no diagnóstico, o escore Gleason, o PSA, a percentagem das biópsias (agulhas) com resultados positivos, que mostram a existência de câncer e o estágio do tumor, elaborado com base no toque retal e/ou no ultrasom.

Usa, afinal das contas, informações que normalmente estão disponíveis. Em três pesquisas diferentes, o CAPRA previu o fracasso bioquímico e, agora, teve sucesso em prever quem morreria da doença e quem morreria em geral (de todas as causas). Acompanharam os dados de pacientes sendo tratados em 40 centros, desde 1995. Três por cento
desenvolveram metástases ósseas, 2,4% morreram do câncer da próstata e 14,9% morreram de outras causas. Olhem bem esses números. Ou seja, aproximadamente
uma de cada seis mortes foi devida ao câncer da próstata. O CAPRA previu com pouco erro esses resultados.

Por cada ponto no escore CAPRA o risco de morte pelo câncer aumenta 39% e dois pontos dobram o risco. Até agora o instrumento foi testado com êxito até dez anos depois do diagnóstico. Porém, apenas três pontos significa muita variância dentro de cada um deles. Os níveis mais altos e mais baixos de cada ponto são muito distantes.

Mesmo com essas limitações, é bom saber, para decidir melhor.

Publicado em: on Julho 30, 2009 at 6:58 pm Deixe um comentário