A Johns Hopkins, no seu boletim Health Alert detalha as circunstâncias em que o acompanhamento – atento e constante é a melhor estratégia.
Responde à pergunta: dada a idade do paciente, sua esperança de vida e o tipo de câncer, vale a pena fazer algum tratamento com intenção de curá-lo? Cirurgia, radiação, braquiterapia, terapia hormonal? elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Todas elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Há dois pontos de referência: a metástase dolorosa e a morte causada por esse câncer.
Muitos homens, devido à idade avançada e ao tipo menos agressivo de câncer sofreriam os efeitos colaterais dos tratamentos, mas suas vidas não seriam ampliadas por êles. O objetivo dessa estratégia – o acompanhamento – é evitar os efeitos colaterais e os custos das intervenções. Segundo esse artigo, menos de dez por cento dos homens que poderiam/deveriam usar essa estratégia o fazem. Os analistas entendem que, para muitos homens (e mulheres também) é difícil aceitar viver com um câncer no corpo. Querem tirá-lo, torrá-lo, secá-lo etc. O câncer provoca muitas ansiedades.
Acompanhar significa exames periódicos, de PSA (e, recentemente, de outros marcadores), toque retal e, em alguns casos, biópsias. Mas dadas as condições detalhadas acima, é a postura mais inteligente. Uma pesquisa acompanhou pacientes que fizeram tratamentos pesados e os que somente acompanharam o câncer durante doze (12) anos. A diferença entre as taxas de mortalidade dos dois grupos foi de 0.5%.
Essa é uma idéia rejeitada por muitos médicos, por pacientes e seus familiares. Querem tratamento. Em situações extremas, a idéia de equilíbro e escolhas bem-pensadas pode ser impensável.
Câncer da próstata: quando não fazer nada?
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