Progressos na detecção do câncer de mama

Mamogramas anuais salvam muitas vidas, mas dados mais recentes confirmam que um mamograma nem sempre basta e que outro teste de triagem pode ser necessário no caso de pessoas com alto risco.
Um mamograma é um raio-x da mama. Homens podem ter que fazê-lo. Eu tive porque tinha nódulos no peito.
Para a maioria das mulheres, um mamograma ao ano após os 40 é suficiente para garantir que, se um câncer aparece, ele será detectado num estágio em que pode ser tratado, no qual a sobrevivência é muito alta.
Porém, o mamograma não detecta perto de 20% dos cânceres – sobretudo se os seios da mulher forem densos. O câncer está lá, mas o mamograma não o detecta. Nesses casos, o MRI, mais sensível (e mais caro) pode ser recomendável. O MRI retrata, também, a malha sanguínea dos seios, podendo detectar cânceres não detectados pelo mamograma.
O mamograma produz falsos negativos – em 20% dos casos não mostra câncer, mas o câncer está lá. O MRI faz o contrário: levanta um excesso de suspeitas, onde não há câncer. gerando ansiedades e gastos desnecessários, inclusive com biópsias. São os chamados falsos positivos – indicam câncer onde não existe nenhum. O ultra-som é mais útil no caso de mulheres com seios com tecidos densos.
Há os CADs, Computer-aided detections, que são, apenas o uso de computadores para integrar informações e apresentar imagens melhoradas, assim como assinalar áreas suspeitas
Os mamogramas digitais são pouco usados, mas reduzem erros. Permite criar uma imagem eletrônica da mama. Essa imagem pode ser manipulada – colocados contrastes e ampliada – podendo revelar tumores que estavam escondidos.

O que é que a American Cancer Society (ACS) recomenda? As recomendações são importantes porque a ACS é o portal mais usado para o conhecimento do câncer.

Um mamograma anual a partir dos 40 para todas, ou antes em alguns casos;.
Uma Magnetic Resonance Imaging (MRI) para aquelas mulheres com um risco de desenvolverem câncer de mama (durante toda a vida, em qualquer momento da vida) de 20% ou mais.
Como calcular esse risco?
# câncer de mama na família (mais de um parente, em particular mãe e irmãs)
# Mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 em pai, mãe, filho ou filha, irmão ou irmã.
# Histórias pessoais – hormonais, menstruais, e na infância e na juventude, inclusive a necessidade anterior de fazer uma biópsia, que representam um risco mais elevado;
# Radioterapia do tórax, como para a doença de Hodgkin’s, entre os 10 anos e os 30 anos de idade.

Fonte: Johns Hopkins Health Alerts

Publicado em: on Abril 9, 2008 at 9:09 am Deixe um comentário

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