Notícia do Johns Hopkins Health Alert: na grande maioria dos casos, os médicos não conseguem identificar as causas da hipertensão. A percentagem sem explicação adequada talvez supere os 95%. Os casos com explicações identificáveis usualmente se devem a hipertensões secundárias. Uma pesquisa com quase cinco mil pessoas revelou que o número de horas de sono é muito, muito importante. Jovens e adultos que dormiam cinco horas ou menos tinham um risco 60% maior de desenvolver hipertensão nos dez anos seguintes do que os que dormiam as horas recomendadas. Não obstante, a falta de sono não aumentava o risco de hipertensão entre pessoas com 60 ou mais. Como os padrões de sono se relacionam com outros fatores de risco, como depressão e fumo, e como o excesso de peso e a falta de exercícios físicos são fatores de risco de hipertensão, eles foram “controlados” e o efeito do sono insuficiente sobre o risco de hipertensão continuou.
Há outras possibilidades: quem dorme pouco passa maior número de horas ativando o número de batidas cardíacas, a pressão do sangue e a atividade do sistema nervoso central. Outra possibilidade interessante é a de que dormir pouco desregula outros sistemas no cérebro, inclusive os que controlam a pressão arterial.
Sabemos que o número de horas necessário para manter a saúde em bom estado varia de pessoa para pessoa, mas os especialistas parecem estar se convencendo de que 6 horas é o minimo. O estudo do sono é, hoje, uma especialização de direito próprio. Há institutos e centros dedicados ao estudo e cura de problemas com o sono. Se você tem problemas com o sono, busque um médico com conhecimento na área.
Fonte: Hypertension and Stroke de 28 de Agosto de 2007.
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Sono e hipertensão arterial
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