Uma paciente que o câncer não venceu

Queridísimo amigo:

Olga se mostró complacida de que uses sus fotos para apoyar a otras mujeres a tratarse y salir adelante en los diagnósticos de cancer. 

Me dice que no sabría que debe escribir, pero le dije que eso te lo dejamos a ti. Eres muy bueno inspirando a las personas. 

Pero te cuento algo que te podría ayudar a escribir sobre como Olga ha asumido su vida luego del diagnóstico, que se dio en septiembre del año pasado. Ha pasado casi un año. 

En primer lugar, estuvo muy triste. Buscaba información en Internet sobre casos parecidos.  Lloraba mucho. 

Después, dos meses después asumió el reto de hacerse quimio y radioterapia. La radioterapia fue muy dura. 30 sesiones, entre ellas 5 de campo directo. Quemaron una parte del pulmón. La quimioterapia continúa. Aprendió a lidiar con sus múltiples efectos adversos, principalmente las internaciones en clínicas luego de las sesiones, por baja de defensas, neumonía y gripas. Esta cerca de terminar el tratamiento. 

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Varias circunstancias han incidido en su progreso:

Uno, que compró con sus ahorros un hermoso sitio en el campo, en clima cálido.  Cultiva flores y pinta piedritas para hacer caminos. Observa a los pájaros, los escucha trinar. El entorno apacible, el silencio y el contacto con la naturaleza le han ayudado mucho a sustituir sus pensamientos de tristeza y negatividad por sentimientos de conexión con la vida y con las personas. 

Pero en primer lugar, están los afectos. Su esposo y mi madre no la han dejado sola en ningún momento. La apoyan, la acompañan, la cuidan con alimentación saludable y anti cáncer. Ellos han sido el principal factor de recuperación física. Mis sobrinos, han comprendido muy bien su situación y son muy tiernos con ella. La hacen reír. Reír es muy importante para ella. 

Sus red de amigos, que se compone principalmente de profesoras/es y sus estudiantes de Terapia Ocupacional de la Universidad Nacional, han sido también definitivos. Los profesores de la Facultad de Medicina y los administradores de la empresa de salud de la Universidad, sus colegas, la han ayudado mucho a poner a su servicio la atención médica pronta y de alta calidad. 

En los momentos de crisis, principalmente en las internaciones hospitalarias, los estudiantes y sus amigas profesoras le mandan bellísimos y conmovedores mensajes, con fotos de ellos mostrando enormes carteles sostenidos por todos, en los que le desean una pronta recuperación.   Globos, CDs de música, mensajes de correo electrónico, incluso el ofrecimiento de conseguirle “plantas medicinales” (cannabis), por estudiantes que, aseguran, garantizan sus efectos positivos en el tratamiento del cáncer…. Y que le arrancan sonrisas y carcajadas de felicidad… son todos gestos de inmensa ternura y ejemplos de amor a las personas que pasan por tratamientos oncológicos. 

Este conjunto de actitudes humanas y recursos médicos le han cambiado la perspectiva de la enfermedad, y de la vida.

…..

Además, te cuento que la visita de nuestra amada Dayse ha sido memorable para todos! Mis padres, mis hermanas, y los padres de mi esposo siempre la recuerdan con afecto. 

Yo he estado apoyando a mi padre, cuya visión se ha reducido mucho en los últimos meses, a causa de la diabetes. Ya no puede leer, y ha estado triste por eso.  Se esta tratando con inyecciones en los ojos, y en dos semanas, le operarán con láser sus ojitos. En el nombre de Dios, va a poder recuperar algo de su visión.  

Besos, amigo. Te queremos mucho. 

Aura

A depressão pode piorar o câncer

Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que pode ser traumática. Da mesma maneira, é duro receber a notícia de que o câncer está avançando a despeito do tratamento. A depressão é uma resposta comum. Porém, pesquisas feitas com pacientes de canceres da mama e do fígado mostram que os que mantiveram uma postura otimista viveram mais tempo do que os que se entregaram à depressão.

Um grupo associado à UCLA pesquisou a relação entre depressão e o que acontecia com os pacientes de câncer da próstata. Alguns fatores nem sempre considerados contribuíram para que os resultados fossem piores e a sobrevivência fosse menor. Os deprimidos receberam tratamentos menos eficientes e os canceres avançaram mais rapidamente do que os que mantiveram um astral elevado. Muito importante, os deprimidos tiveram uma sobrevivência menor.

Quem ficou e quem não ficou deprimido? Os deprimidos eram mais velhos, mais pobres e tinham outras doenças. Ou seja, as condições que pensávamos que afetava a saúde mental, de fato, afetam.

Alguns caminhos através dos quais a depressão piora o prognóstico foram identificados: há preconceito contra doenças mentais, inclusive da parte do pessoal da saúde. Os deprimidos enveredavam por estilos de vida que conspiram contra a sobrevivência: se exercitavam menos (ou nada), cuidavam menos da dieta, não seguiam o tratamento à risca (uma percentagem maior abandonava todo e qualquer tratamento e se entregava) e assim por diante.

Não se conhece bem todos os caminhos de como a depressão afeta a biologia do câncer, mas se sabe que ela prejudica o sistema imune. Sabe-se, também, que os deprimidos não se transformam em instrumentos do seu próprio tratamento e possível cura. Infelizmente, essas são avenidas que não são levadas em sério pelos médicos e pelo sistema hospitalar. Ninguém ensina ninguém.

O conselho que emana dessas pesquisas é simples: não cuide apenas do câncer, cuide da depressão também. Saindo da depressão, estará ajudando a tratar o câncer.

 

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

 

O pesquisador principal é o Dr. Jim Hu, da UCLA, Professor de Urologia. Publicado online no dia 10 de Julho de 2014, no Journal of Clinical Oncology.

MAIS ESPERANÇA: estão experimentando com novo medicamento

 

 

    Há uma pesquisa realizada (Fase II: com poucos pacientes) e uma série maior planejadas usando um medicamento que ainda está send aperfeiçoado, chamado orteronel.

    Em quem estão experimentando? Em pacientes que não respondem mais ao tratamento hormonal, mas que ainda não apresentam metastases diagnosticadas. São pacientes com cânceres avançados, mais não os mais avançados.

    Estão numa fase de pesquisas relativamente baratas, antes de realizarem pesquisas custosas. Foram, apenas, 39 pacientes cujo PSA crescia rapidamente (o tempo mediano para dobrar era 2,4 meses, ou seja, dobrando rapidamente, que ia de menos de um mês até mais de nove meses).

    Todos receberam medicamentos duas vezes por dia (300 mg de cada vez) do orteronel, conhecido tecnicamente como TAK-700, Takeda. Esse medicamento impede que os androgenos sejam sintetizados. Pararam de dar o medicamento em uma ou mais de três condições:

    1. o PSA voltou a crescer

    2. surgiram metastases detectaveis (uma ou mais) ou

    3. a toxicidade era tal que não era tolerada, o que foi infrequente.

        O que queriam saber? Quais os resultados?

        Queriam saber quantos atingiram um PSA ≤0,2 ng/mL em 3 meses.  Essa expressão, ≤0,2 ng/mL, significa igual ou mais baixa do que 0,2. Esse era o primeiro objetivo, mas havia outros: qual a resposta do PSA, de maneira mais ampla, com todos os detalhes, queriam ter certeza de que o medicamento era seguro e quanto tempo levaria até que metástases fossem detectadas.

        Como era administrado o medicamento: em ciclos de 28 dias cada um (na mediana, foi aplicado 14 durante ciclos)

        E o resultado, que é o que mais interessa?

        35 dos 39 pacientes conseguiram uma redução de 30% ou mais no PSA. Ótimo resultado. Três meses depois de iniciado o tratamento; seis pacientes conseguiram baixar o PSA a 0,2 ng/mL, um excelente resultado para pacientes avançados. São 15% do total.

        Quanto tempo durou a melhoria? Na mediana, o PSA voltou a crescer depois de 13,8 meses. Mais de um ano. Lembrem do que significa mediana: em metade dos casos, o PSA voltou a crescer em menos do que os 13,8 meses e a outra metade segurou o crescimento do PSA por mais do que 13,8 meses.

        E a temida metástase? Na mediana (mais uma vea, a mediana!) foi de 25,4 meses, mais de dois anos.

        Acho que esse medicamento pode ser pensado como um que “estica” o efeito do tratamento hormonal por mais de um ano até que o PSA volte a crescer (mas lembrem que não sabemos quanto tempo levaria sem esse medicamento) e o tempo até a metástase em mais de dois anos (mas lembrem, outra vez, que não sabemos quanto tempo levaria sem esse medicamento).

        As estimativas estatísticas usando o método de Kaplan-Meier nos diz que, depois de um ano, em 57% o PSA não tinha voltado a crescer e depois de dois anos eram 42%.  A metástase (como esperado e desejado) depois de um ano não tinha sido diagnosticada em 94% e em 64% aos dois anos. Um ano para quase todos e dois anos para dois em cada tres pacientes.

        Talvez seja mais um medicamento a se juntar ao crescente arsenal à disposição dos que já não respondem ao tratamento hormonal convencional.

        Os efeitos colaterais são nossos conhecidos: 2/3 tiveram fadiga, um terço teve náusea, 38% tiveram diarréias, 44% tiveram hipertensão etc. e doze dos 49 desistiram.

        GLÁUCIO SOARES       IESP-UERJ

        Saiba mais:

        Hussain M. Clin Cancer Res. 2014;doi:10.1158/1078-0432.CCR-14-0356.

      Uma oração por Irene

       

      Irene, amiga desde 1962, faleceu vítima de dois canceres (diferentes) no pulmão.  Aos que acreditam, peço uma oração; aos que não acreditam, um pensamento positivo.

      Obrigado

       

      Gláucio Soares

      Genocídio contra meninos e adolescentes na Nigéria está em curso neste momento (e você nem sabe disso…)

      Estou preocupado com nossa dependência da mídia para informações internacionais, particularmente as cultural e espacialmente mais distantes. Há gigantescas distorções. Acabo de descobrir que Boko Haram pratica o genocídio contra MENINOS. Rapta meninas para a venda e fuzila e queima as crianças do sexo masculino. A imprensa internacional saltou, justificadamente, a favor da libertação das meninas sequestradas e Michelle Obama se mantém ativíssima na importante tentativa de libertar as meninas. Em todas as partes as palavras de ordem: “bring back our girls”. Não obstante, não chegou a mim uma só notícia a respeito do genocídio masculino praticado por aquele grupo. – até agora, ao encontrar o clamor de um homem negro. Ele nos fala de um genocídio masculino que não chegou aos jornais, à televisão, à mídia eletrônica.  Em Julho de 2013 42 meninos foram amarrados com explosivos e detonados. Os sobreviventes foram queimados, alguns vivos. Você leu alguma coisa a respeito? Não! A notícia não é interessante. Em fevereiro deste ano, 59 meninos negros foram trucidados. Você leu alguma coisa a respeito? Não! A notícia não é interessante. No mesmo mês, 105 homens e meninos perderam a vida, não em tortura prévia. Uma mulher também morreu. Você leu alguma coisa a respeito? Não! A notícia não é interessante.

      É difícil entender porque o assassinato sistemático de meninos e crianças negras não receba um minuto no noticiário. É porque são negros? É porque são meninos? É porque são meninos e negros? Lidamos com uma forma especialmente perversa de machismo e sexismo, que preconiza que a violência é feita por homens e contra homens e por isso merece ser ignorada. A degola e a queima de meninos negros é prática corrente do Boko Haram, mas a mídia do mundo ocidental prefere desconhecer. Porque a tortura e morte de meninos negros “não é notícia”.  O contraste entre o noticiário indignado e justificado contra o sequestro de meninas e o silêncio total a respeito dos desmembramentos, da tortura e da execução de meninos negros requer explicação. A combinação entre ser homem e ser negro abre a porta de um preconceito tão insensível que nos obriga a questionar nossa própria humanidade.

      Abaixo a URL de um homem negro que protesta contra o silêncio sexista da mídia:

      https://www.youtube.com/watch?v=IzafBLi1lNU

      DIA DOS SOBREVIVENTES DE CANCERES

      Domingo, dia 1o, foi celebrado o Dia dos Sobreviventes de Câncer. Junho, em diferentes países, é um mês dedicado a nós.

      Quem é um sobrevivente do câncer? É quem foi diagnosticado com câncer e está vivo, não importa se o diagnóstico foi feito ontem ou há trinta anos. Se você é considerado curado, e, ao contrário, se a barra está pesada, você é um sobrevivente. Somos sobreviventes do diagnóstico até a hora da morte, seja por que causa for.

      O que há para celebrar? – perguntarão muitos.

      Simples: o diagnóstico de um número cada vez maior de canceres deixou de ser uma sentença de morte. Tome o câncer da próstata: em meados da década de 90, metade dos diagnosticados emplacavam dez anos; se espera que 97% dos diagnosticados agora estejam vivos, ainda que não necessariamente curados, dez anos depois.

      Isso nos Estados Unidos. Aqui, talvez ainda estejamos lutando para chegar ao nível que aquele país atingiu há décadas. O aumento da sobrevivência não foi uniforme: o prognóstico em alguns canceres melhorou muito, mas em outros o avanço foi mínimo.

      Há muito que celebrar! Não obstante, ainda temos muito trabalho pela frente.

       

      GLÁUCIO SOARES            IESP-UERJ

      Câncer da Próstata: mais uma esperança no horizonte

       

      A empresa Tokai Pharmaceuticals apresentou há horas dados sobre o uso de Galeterona em pacientes com canceres avançados. O marcador usado, que decide se o medicamento funciona ou não, é o PSA.

      Trabalharam com três grupos: no primeiro, os pacientes não respondem mais ao tratamento hormonal; no segundo, além de não responderem, já apresentam metástases detectáveis e no terceiro e último, já não respondem à abiraterona.

      Os resultados se referem a 87 pacientes que receberam doses diárias de 2.550 mg.

      O que aconteceu com eles?

      Entre os 51 que não respondem ao tratamento hormonal, mas não apresentam metástases, 82% tiveram uma redução de trinta por cento ou mais no PSA. Usando um critério mais exigente, uma redução de 50%, a percentagem não cai muito – 75%. Sem dúvida, um excelente resultado. Não sabemos quanto tempo essa redução se manterá.

      No segundo grupo, que apresenta metástases, com 39 pacientes, 85% tiveram uma redução de, pelo menos, 30% e 77% uma redução de 50% ou mais. Resultados semelhantes aos do primeiro grupo.

      A abiraterona tem sido usada depois dos tratamentos hormonais. Em quinze desses pacientes, 27% tiveram um declínio no PSA, sugerindo que a Galeterona beneficiará poucos pacientes nesse nível.

      E os efeitos colaterais? Não foram grandes: os mais comuns são náusea, diarreia, fadiga, falta de apetite etc.

      Mais uma esperança.

       

      GLÁUCIO SOARES     IESP/UERJ