A depressão não tratada pode matar!

          A depressão já entrou na psicologia popular. Há tempos é parte das conversas da classe média, mas recentemente se ouve falar da depressão nas camadas populares. Fala-se, mas se faz pouco. A diferença aparece quando há necessidade de buscar tratamento: poucos o fazem. Ironicamente, a combinação entre tipos diferentes de antidepressivos e terapia é eficiente – os pacientes superam a depressão.

          Porém, a depressão é muito mais do que a pessoa se sentir triste e infeliz, com o astral baixo. A depressão mata. As pessoas deprimidas têm um risco muito mais alto de morrer.  

          Robert Stewart usou dados noruegueses sobre sessenta mil pessoas e as estatísticas de mortalidade e verificou que a depressão aumenta o risco de morte tanto quanto o fumo. Há problemas de diagnóstico porque o risco baixa se a pessoa também sofre de ansiedade que demonstradamente afeta o sistema imune. O próprio pesquisador reconhece que as ligações causais ainda não foram identificadas.

          Não obstante, uma conclusão é obrigatória e importante: a depressão mata e tem que ser tratada!

Publicado em:  on Novembro 20, 2009 at 2:22 pm Deixe um comentário

Alto astral baixa a dor

A pior maneira de sofrer talvez seja concentrar no sofrimento – não nas cuasas etc., mas no sofrimento mesmo. Além disso, o humor, em geral, também conta. Pesquisadores canadenses relacionam o nosso astral à dor que sentimos. Para sentir menos dor é bom pensar em algo mais. Se quem sofre pensar em algo agradável, melhor: sofrerá menos. Usualmente, pensamos essa relação somente na direção oposta: a dor afeta o astral; quando há dor, cresce o mal humor e baixa o astral. Os pesquisadores olharam para a relação a partir do astral e do bom humor.

A maneira pela qual fizeram isso foi cruel.  Mathieu Roy, um pós-doc na Columbia University em Nova Iorque parte do princípio de que a dor tem que ser percebida pelo cérebro, que pode amplificá-la ou reduzí-la. Emoções negativas aumentam a sensação de dor. Roy usou, com consentimento dos pacientes, choques elétricos nos pacientes que, em resposta, moviam bruscamente as pernas – movimento que pode ser medido (deve ter sido filmado). Enquanto rolava o experimento, os pacientes viam imagens – positivas, neutras e negativas. Os pesquisadores faziam um MRI do cérebro para acompanhar tanto o efeito das imagens quanto o dos choques, cuja intensidade era medida.

Os resultados? As imagens negativas aumentam a sensação de dor e as positivas a diminuem. Anteriormente, Roy tinha verificado que música agradável também reduzia a sensação de dor.

Talvez esse experimento indique que as orações, concentradas em aspectos positivos da religião, parecem ter feito muitos fiéis aguentar dores que normalmente ninguém suportaria.

Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences.

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Publicado em:  on Novembro 18, 2009 at 11:02 am Deixe um comentário

A Meditação Transcendental reduz os ataques cardíacos e as mortes

Pacientes com doenças cardíacas coronárias, que praticam regularmente a Meditação Transcendental (que reduz o estresse), tem uma taxa mais baixa de ataques cardíacos – muito mais baixa, a metade. Esse não é um chute de gurus, mas o resultado de uma pesquisa patrocinada pelos National Institutes of Health-National Heart, Lung, and Blood Institute, realizada numa universidade em Wisconsin a um custo de quase quatro milhões de dólares. É um estudo que durou quase dez anos. Duzentos negros e negras americanas foram incluídos aleatoriamente em dois grupos, um dos quais praticava MT e o outro era um grupo controle, que só recebia educação e informação a respeito dos fatores que afetam o risco de ataque cardíaco, como a dieta e o exercício.
Os resultados mostram:

  • uma redução de 47% num índice composto por morte, ataques cardíacos e derrames;
  • uma redução significativa, de 5 mm Hg na média, na pressão sanguínea;
  • uma redução substancial no nível de estresse no grupo mais estressado.

Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention, afirmou que várias pesquisas mostraram o efeito benéfico de técnicas de redução do estresse sobre a pressão sanguínea, ataques do coração, derrames e mortalidade. As pessoas vivem mais e melhor.

Porém, como todas as técnicas de redução do estresse, MT tem que ser praticada com regularidade. Não adianta fazer de vez em quando. É um priincípio válido para MT, relaxamento, concentração, oração e muitas outras atividades mentais e espirituais que podem ser usadas para combater o estresse. 

É bom lembrar que problemas sérios no sistema cardio-vascular, juntos, são a principal causa de morte na maioria dos países.

Publicado em:  on Novembro 17, 2009 at 10:22 am Deixe um comentário

Apatia e desesperança levam ao derrame

Descobriram, segundo um blog, que há relações entre a desesperança e o crescimento e endurecimento das paredes das artérias em mulheres de meia idade que, fora disso, são saudáveis. Outra função importante de dimensões psicológicas aparece entre as pessoas que tiveram derrames. A apatia, não sentir emoções e não ter vontade de fazer coisas, de realizar projetos, também dificulta a recuperação depois de um derrame. As duas pesquisas foram publicadas na revista Stroke: Journal of the American Heart Association.

O pensamento negativo e a sensação de inutilidade prejudicam as artérias, independentemente da depressão e de outros fatores psicológicos associados à depressão. Freqüentemente, essas sensações estão presentes antes das mulheres apresentarem os primeiros sintomas de doenças cardiovasculares. A associação é linear: tanto maior a desesperança, maior a grossura da carótida. A grossura nas desesperançadas era de. Aproximadamente, 0,02 milímetros a mais. As artérias das mulheres mais desesperançadas eram nada menos do que 0,06 mm mais grossas. A grossura das artérias é um importante fator de risco para os derrames. Note-se que essas diferenças permaneciam depois de controlados fatores conhecidos que influenciam o risco cardiovascular: idade, raça, renda (classe social). E a depressão também.

Pesquisas anteriores demonstraram o impacto da desesperança sobre a resposta cardiovascular em homens que já tinham doenças cardiovasculares. Essa pesquisa mostra que a associação está presente antes da doença aparecer, antes de apresentar sintomas clínicos.

Por sua vez, a apatia dificulta a recuperação após o derrame. As relações são claras: os mais apáticos tinham menor funcionalidade física, participavam menos de tudo o que tem que ver com as atividades da vida (que ajudam a recuperar o paciente) e saúde geralmente muito pior.

Esses estudos mostram que parte importante do tratamento e da prevenção de derrames e outras doenças cardiovasculares deve incluir projetos, participação, esperança de fazer alguma coisa. Não basta dar remédio e deixar num depósito…mesmo que seja sua própria casa.


A escolha do hospital pode ser a escolha entre a vida e a morte

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Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:

Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.

Essa é uma das diferenças pequenas.  

Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!

Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?

Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.

Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui  dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.

Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.

Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.

A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago  que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.

        É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.

Publicado em:  on at 8:14 am Deixe um comentário

A escolha do hospital pode ser a escolha entre a vida e a morte

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Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:

Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.

Essa é uma das diferenças pequenas.  

Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!

Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?

Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.

Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui  dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.

Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.

Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.

A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago  que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.

        É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.

Publicado em:  on Outubro 18, 2009 at 2:40 pm Deixe um comentário

O Efeito da Qualidade da Vida sobre a sobrevivência

Um novo conceito entrou na análise da sobrevivência do câncer da próstata, o Health-related quality of life (HRQOL). Inicialmente, foi usado apenas para avaliar os tratamentos e seus efeitos colaterais. Posteriormente, surgiu a pergunta: a qualidade da vida relacionada ao tratamento, a HRQOL, afeta a sobrevivência? Com a ênfase crescente, ainda que minoritária, em fatores psicológicos e espirituais (ainda que minoritária) cresceu a pergunta: a qualidade da vida durante e depois do tratamento afeta a sobrevivência? Os pesquisadores usaram a base de dados do CaPSURE (Cancer of the Prostate Strategic Urologic Research Endeavor), usando os pacientes quer proporcionaram informação sobre o HRQOL. Dividiram os pacientes de acordo com o HRQOL: os dez por cento piores e os demais.

O objetivo era ver se havia uma associação entre uma qualidade de vida relacionada ao câncer e ao tratamento e a sobrevivência geral, de todas as causas. Controlaram a idade dos pacientes no momento do diagnóstico, o tratamento recebido, a classificação clínica da doença e o número de co-morbidades – de outras doenças. Para entender essa varuável: alguém com hipertensão receberia um valor de 1, alguém que, além da hipertensão, tivesse diabete, receberia 2 e assim por diante. Medida elementar, que poderá ser muito melhorada, mas válida. Níveis mais elevados de funções físicas e a saúde em geral tinham uma sobrevivência melhor (HR 0,49 e 0,51, respectivamente). Levando o tempo transcorrido em consideração (depois do tratamento)os integrantes da qualidade da vida tinham um risco de morte consideravelmente menor. Dependendo do tipo de função, o HR variava entre 0,57 e 0,65). Olhando para as mudanças no HRQOL, manter ou aumentar as funções físicas e seus papéis e atividades, a vitalidade e as funções sociais (quem se fecha no quarto dura muito menos) e a saúde em geral, em outras áreas, reduzia o risco relativo de morte, o HR variando de 0,56 a 0,63. A lição é clara: não basta tratar o câncer – é preciso tratar o paciente (o que inclui outras doenças e a qualidade da vida). Assim tratados, os pacientes vivem mais e melhor.

Publicado em:  on Setembro 26, 2009 at 6:29 pm Deixe um comentário

Cuidado com remédios que e prazeres que podem aumentar muito a pressão

 

Há hábitos e coisas que fazemos com alguma freqüência que podem agravar nossa pressão, elevando-a ainda mais.  Alguns remédios podem ter esse efeito, como

 

  • Antihistamínicos;
  • Alguns tipos de gotas que colocamos nos olhos;
  • Remédios contra a gripe, contra resfriados e contra a tosse – particularmente se forem descongestionantes.

São remédios comuns, usados com freqüência. Se você sofre de pressão alta, cuidado com eles. Quando eles forem receitados para você, avise o médico de que você tem pressão alta.

Há outros hábitos que são perigosos e têm a ver com o calor:

  • Tomar banhos muito quentes de banheira;
  • As saunas e banhos turcos;
  • Piscinas muito aquecidas;
  • Um tradicional banho japonês, super-quente, chamado ofuro.

 

Se quiser tomar esses banhos e saunas não ultrapasse dez minutos. Ao sair, busque um lugar fresco e fique sentado(a) durante alguns minutos, levantando devagar. Se não o fizer pode ficar tonto e cair.

Publicado em:  on Setembro 25, 2009 at 12:01 pm Deixe um comentário

A depressão piora o câncer

Uma pesquisa recente da University of British Columbia, demonstra que a depressão aumenta algo o risco de morte dos cancerosos. Entre os que apresentam sintomas, as taxas são 25% mais altas e entre pacientes clinicamente diagnosticados com depressão as taxas são 40% mais altas. Parece muito, mas há outros fatores que também contribuem para prejudicar os pacientes. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista Cancer.

Admito que tive um pequeno sobressalto ao decidir publicar esses resultados. Há quem possa ficar preocupado com estar deprimido e entrar em depressão. Porém, ter sintomas de depressão é comum, até esperado entre pacientes de câncer. O que não é comum é a conscientização de que a depressão é uma doença em si, de direito próprio, que precisar ser tratada. Uma das autoras da pesquisa, Jillian Satin, se preocupou especificamente com esse conhecimento, com a possibilidade de que alguns pacientes entrassem em órbita ao ver que tinham sintomas de depressão. Mas não há necessidade disso: a depressão é tratável e curável. Os pacientes devem conversar com seus médicos ou diretamente com um psiquiatra. Há médicos pré-diluvianos que não “acreditam” em depressão, estresse, “essas coisas”.

Por onde passa essa relação entre depressão e qualidade da resposta ao câncer? Há muita pesquisa que liga o estresse ao aparecimento e ao crescimento de tumores e de cânceres. O estresse mexe com o sistema hormonal e prejudica o sistema imune. Há possibilidade de endogenia, de que as pessoas deprimidas ano se tratem bem, não tomem os remédios etc. Não seria uma resposta à depressão, mas ao descuido causado por ela, inclusive abandonando todo e qualquer tratamento.

É preciso pesquisar mais. Que tipos de câncer são mais afetados pela depressão? Não sabemos.

Câncer e depressão podem interferir com a vida do paciente, fazendo-o perder ou ser prejudicado no trabalho, afastando amigos e familiares, criando dificuldades adicionais no dia a dia.

Sabemos que uma atitude positiva ajuda – aumenta as células T, os macrófagos e as defesas em geral. Se ficar deprimido com o câncer (eu fiquei) vá se tratar da depressão também. Funciona.

Publicado em:  on Setembro 21, 2009 at 11:20 pm Deixe um comentário

Depressão e suicídio entre idosos

Sabemos que a depressão e o suicídio aumentam com a idade. Essa é uma relação que se aplica à grande maioria dos países. Nos Estados Unidos, esses dois males estão crescendo. Reduções na ajuda e a recessão não ajudam – descem os rendimentos e sobem, com a idade, os gastos, sobretudo os gastos com a saúde. A taxa de suicídios de idosos (>=65) em 2006 foi 14,2. Ela é maior entre brancos e cresce com a idade. Entre brancos com >=85 anos a taxa atinge 48 suicídios por 100 mil pessoas – nível das taxas de homicídio nos piores estados brasileiros. A depressão acompanha. A depressão clínica em idosos comuns varia entre 1% e 5%, mas é muito maior entre os que estão tão doentes que necessitam hospitalização.

Os medicamentos reduzem os sintomas da depressão e, através deles, os suicídios. Reduzem, mas não acabam. Pior: os médicos não foram treinados para diagnosticar a depressão entre idosos ou acham que “é normal”. Esse lapso, freqüente, contribui para a taxa de suicídios. Pior ainda: muitos idosos “escondem” a depressão: dizem que estão bem quando não estão. Esses comportamentos reduzem a percentagem que se trata com remédios e/ou terapias verbais. Conseqüentemente, continuam deprimidos e muitos se suicidam.

Alguns idosos dificultam o trabalho de quem busca ajudar-los: não tomam os remédios, ou se esquecem de tomá-los. Rejeitam ajuda com o horário de tomar remédios. Comprovadamente, medicamentos e terapia ajudam idosos a controlar e reduzir a depressão. Uma pesquisa recente mostra que o uso dos reuptakers de serotonina ajudam e muito.

Não obstante, há remédios que aumentam o risco de suicídios entre idosos. O uso de sedativos aumenta o risco e um sedativo em particular aumentava esse risco em 14 vezes. Tratamento com remédios de tipo hipnótico multiplica por quatro o risco de suicídio.

Há quem defenda o suicídio de idosos, que o considere como uma opção legítima. Definem que vários fatores aumentaram tanto o peso e as dificuldades da vida que ela perdeu o sentido. Um sério problema com esse argumento é que muitos recuperam o sentido e a alegria de viver. Evidentemente, os que se suicidaram não podem dar essa volta por cima.

Há, no Brasil, pouca informação sobre os sinais de depressão e os avisos de suicídio. Precisamos treinar mais pessoas a percebê-los e a conscientizar os idosos a respeito das alegrias que muitos deles encontram na vida.