Doenças e tentativas de suicídio

As tentativas de suicídio tem sido pesquisadas mundo afora. Nos artigos técnicos as tentativas são chamadas de parasuicídios. Para pesquisar bem esse fenômeno, usando instrumentos comparáveis, os europeus desenvolveram um questionário chamado de European Parasuicide Study Interview Schedule – EPSIS. Uma pesquisa aplicou o questionário a 1.269 pessoas que tentaram o suicídio, com 15 anos ou mais de idade, logo depois da tentativa (até uma semana depois). O questionário é longo e inclui perguntas sobre a saúde física e mental. Os resultados mostram que muitas pessoas que tentam o suicídio têm problemas de saúde. Uma em cada duas sofria de algum tipo de doença aguda ou crônica, que reaparecia logo antes da tentativa de suicídio, sugerindo que há uma relação causal. As pessoas com doenças físicas tinham depressões sérias com mais freqüência do que as demais, particularmente entre as maduras, ainda mais do que as idosas. Um momento particularmente negativo era quando uma doença crônica reaparecia, a “volta” da doença que muitos julgavam curada. Dos doentes, 42% afirmaram que a doença precipitou a tentativa e 22% que era uma das principais causas. Os fisicamente doentes que os fatores mentais – sintomas e desordens – haviam sido importantes estímulos para a tentativa. As doenças físicas, incluindo cânceres, problemas cardíacos e derrames, são condições importantes na determinação da tentativa de morrer.
Esses resultados mostram que médicos e enfermeiras devem ter um cuidado especial com os seus pacientes porque são muitos suscetíveis à sedução suicida.
O estudo foi feito por pesquisadores da Universita Degli Studi di Padova. Physical illness and parasuicide: Evidence from the European parasuicide study interview schedule (EPSIS/WHO-EURO)

Dormir mal é viver pouco

A Universidade de Minnesota acompanhou perto de três mil homens com mais de 67 anos. Usaram uma pulseira, chamada actigraph, que registrava seus ritmos biológicos 24 horas por dia. Fizeram isso durante uma semana (é uma deficiência da pesquisa por ser um período curto). Até janeiro de 2008, 180 idosos desse grupo tinham morrido.

Um conceito fundamental nessa pesquisa é o da hora de máxima atividade,  quando nossa atividade está no auge e o outro o de ritmos sarcadianos, que são ritmos de nossos corpos - variam com a hora do dia e com a estação.  Pois bem, os que tinham picos (auges) muito cedo ou muito tarde tinham morrido mais. Em verdade, a taxa de mortalidade deles foi muito mais alta.

Misti Paudel, responsável pela pesquisa, enfatiza a necessidade de rotinas diárias e que acordar cedo demais ou dormir muito tarde afetam a saúde. Resultados semelhantes foram obtidos com pacientes de câncer e de Alzheimer’s, mas o grupo estudado era de idosos em boa saúde. Uma boa noite de sono é um dos preditores mais importantes da saúde das pessoas. É preciso levar o sono em sério. A falta de um bom padrão no sono se associa com a depressão, com problemas de memória, problemas com a concentração durante o dia e aumenta o risco de obesidade, problemas cardiovasculares, inclusive derrames, e diabete.

Isso implica em tomar medidas com eficiência demonstrada na determinação de um bom sono e evitar as que perturbam o sono. Não se trata de falar a respeito, de ficar neurótico com o sono, mas de consultar um especialista em problemas de sono (eles existem) e não um clínico geral e tomar as medidas adequadas para garantir um bom padrão de sono.

Mais importante ainda é ter ritmos diários robustos: muita atividade durante o dia e nenhuma durante a noite. À noite, só sono. A presença de ritmos robustos reduz muito o risco de morte.

Esses resultados foram apresentados ontem à Associated Professional Sleep Societies Conference. Buscar em http://www.umn.edu/

A hora e a vez do Sagopilone?

Uma nova quimioterapia que talvez compita e talvez complete o docetaxel.
Houve um teste clinico capitaneado pelo Oregon Health & Science University Cancer Institute. Todos os pacientes tinham cânceres avançados que não respondiam ao tratamento hormonal e que tinham metástases. É um dos estágios mais avançados da doença. Os resultados serão formalmente apresentados hoje, dia 31 de maio de 2008.
Trinta e sete pacientes receberam Sagopilone juntamente com a prednisona e acompanhados durante apenas três meses. Treze dos trinta e sete tiveram uma redução do PSA de mais de 50% - um indicador de que estão respondendo bem ao tratamento; outros 23 tiveram uma redução de, pelo menos, 30%. Um, no qual o câncer aparecia nas radiografias, teve uma excelente resposta completa - o câncer sumiu da radiografia.
Sagopilone é um medicamento inteiramente sintético, cujo efeito é evitar o crescimento do câncer, o mesmo que o docetaxel, que em quatro anos passou a ser uma terapia padrão. Porém, nem todos os pacientes respondem ao Docetaxel,que não tem a pretensão de ser uma cura. O Dr. Beer, pesquisador responsável, busca aumentar a sobrevivência dos pacientes e tem esperança de encontrar uma cura. Afinal de contas, a químioterapia cura alguns tipos de câncer. A equipe vai continuar testando diferentes medicamentos.
Para que tenham em mente qual é a velocidade com que as pesquisas são feitas e se incorporam aos tratamentos padronizados, foi em 13 de outubro de 2004 que foram divulgados os resultados com o Docetaxel.

O teste foi feito com pacientes do Prostate Cancer Clinical Trials Consortium, e de algumas instituições nos Estados Unidos e na Argentina. Olhem a lista:

Blair Medical Associates, Altoona, Penn.; Portland Veterans Affairs Medical Center Billings Clinic, Billings, Mont.; Gabrail Cancer Center, Canton, Ohio; University of Nebraska Medical Center; University of Maryland Medical Center, Baltimore, Md.; Pacific Coast Hematology/Oncology Medical group, Fountain Valley, Calif.; Madigan Army Medical Center, Tacoma, Wash.; Veterans Affairs Puget Sound, Seattle, Wash.; John Peter Smith Center for Cancer care, Farmington, N.M.; Eastchester Center for Cancer Care., Bronx, N.Y.; University of Michigan Health System, An Arbor, Mich.; Florida Urology Specialists, Sarasota, Fla.; e também o Hospital Privado Cordoba, Sanatorio Allende, em Cordoba, na Argentina; e a Policlinica Bancaria, o Hospital Alvarez, o Hospital Durand e o Hospital Britanico, em Buenos Aires.

Esses testes, chamados de clinical trials, são a última esperança de pacientes muito graves. Precisamos adicionar institituições brasileiras à lista de instituições que participam nesses e em outros testes, dando aos cancerosos brasileiros uma esperança a mais, aumentando a sobrevivência deles.

Por que não participam???????

Sagopilone é feita pela Bayer Healthcare Pharmaceuticals,que financiou a pesquisa. Os resultados foram baseados na publicação eletrônica Oregon Health & Science University (2008, May 30). Novel Chemo Drug Helps Treat Prostate Cancer. ScienceDaily. Por sua vez, foi baseada em http://www.sciencedaily.com­ /releases/2008/05/080530172628.htm

É sério, não é golpe

Meu irmão, minha
irmã,

As noites, nestas
terras, têm sido de 16 graus.

Somente quando
setembro vier, este frio passará.

Muitos não têm
cobertor ou roupa adequada.

Parca é a
comida.

Na Rua do Lixo ou nas
ruas da Cidade, onde vou,

Grande é a
necessidade.

Se tu conseguires
algo para diminuir este sofrimento,

Envia-nos e, de
antemão, eu te agradeço.

Ou deposita a ajuda
na conta

Associação do Servos
de Deus.

CNPJ
047388650001/00

Banco do Brasil

ag
0068-x

c/c 10
346-2

E de coração,
novamente, eu te agradeço.

Com atenção e
preces,

In
Christo,

Pe
Airton

servo

Doações de agasalhos para

Fundação Terra

Rua do Lixo, s/n

Arcoverde, Pe.

Estamos no mundo como o
fermento está para a massa, como o descanso para os extenuados, como a paz
para quem vive tormentos, como o regresso para os deserdados. Por nossa
comunhão com o Pai, somos o que a liberdade é para os cativos, o que a
água é para os sedentos, o que a luz é para os cegos, chegada para os que
esperam. Compreendemo-nos ser o que a fé é para o descrente, o que a luz é
para as trevas, acerto dos erram e, mesmo na dor, contentes. Nós somos o
que somos: servos da misericórdia, irmãos da Santa Esperança.
( Pe. Airton
)


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“A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor.”
Mahatma Gandhi

“Quando nascemos, nascemos chorando, ainda que os que nos olham estejam sorrindo;
quando morrermos, morramos sorrindo,
ainda que os que nos olham estejam chorando”

Adaptado de autor desconhecido
Gláucio Ary Dillon Soares
soares.glaucio@gmail.com

Publicado em: on Maio 30, 2008 at 9:16 pm Comentários (0)

Você e seu médico. Quando o desconhecimento do seu médico pode lhe matar.

Alguns leitores se perguntarão porque insisto em que seus urólogos e oncólogos usem a internet e saibam Inglês (apenas leitura).
Há uma grande quantidade de pesquisas sendo realizadas e várias inovações são reveladas cada ano; esses resultados são apresentados em reuniões, simpósios, seminários e conferências e através de publicações. As apresentações feitas nessas conferências são disponibilizadas pela internet e, quase sempre, são em Inglês. Muitas revistas apresentam versões online adiantadas.
Veja,por exemplo, as reuniões profissionais dos últimos meses cujos trabalhos são disponibilizados e comentados pela internet:

AUA 2008 - The American Urological Association
2008 Annual Meeting
May 17 - 22, 2008
Orlando, Florida, USA

EAU 2008 - European Association of Urology
23rd Annual EAU Congress
March 26-29, 2008
Milan, Italy

SUFU 2008 - Society for Urodynamics and Female Urology (SUFU)
2008 Winter Meeting - Joint meeting with ISPiN, GURS and GUS
February 28- March 2, 2008
Hyatt Regency - Miami, Florida, USA

ASCO GU 2008 - American Society of Clinical Oncology (ASCO)
The Genitourinary Cancers Symposium
2008 Genitourinary Cancers Symposium - A Multidisciplinary Approach
February 14-16, 2008
San Francisco, California, USA

WUF 2008 - Winter Urologic Forum
Thirty Second Winter Urological Forum - State-of-the-Art in Urology
January 25-29, 2008
Vail Marriott Mountain Resort and Spa
Vail, Colorado, USA

SUO 2007 - Society of Urologic Oncology
2007 Winter Meeting
November 29 - December 1, 2007
Natcher Conference Center, National Institutes of Health - Bethesda, Maryland

AUA NY 2007 - American Urological Association
New York Section
105th Annual Meeting
Buenos Aires, Argentina
November 10th - 16th, 2007

WCE 2007 - World Congress of Endourology (WCE)
25th World Congress of Endourology and SWL
October 30th - November 3rd, 2007
Cancun, Mexico

URS 2007 - Urological Research Society - 2007 Urological Research Society Meeting
October 25th - 28th, 2007
Napa, California, USA

ASRM 2007 - American Society for Reproductive Medicine (ASRM)
63rd Annual Meeting
Capitalizing on Innovations in Reproductive Health Care
October 13-17, 2007
Washington Convention Center - Washington, DC, USA

SIU 2007 - 29th Congress of the Societe International d’Urologie
SIU 2007 - Optimizing Clinical Outcomes in Prostate and Renal Cell Carcinomas
The Second Annual Symposium on Advanced GU Malignancy
September 2-6, 2007 Palais des Congres de Paris, France

Evidentemente, há muitas reuniões de associações profissionais somente nessa especialidade médica. É impossível comparecer a todas. Os médicos não fariam outra coisa, indo de um congresso para outro. A solução é se manter ao dia lendo os trabalhos e resumos pela internet - que estão em Inglês.
E quem não participa, não lê Inglês e não usa a internet? Passa a ser um usuário secundário, terciário ou pior das informações. Vai a reuniões no país, onde esses resultados e conhecimentos são retransmitidos. Esses são os secundários. Ou fica dependendo de uma conversa casual com alguém que foi. Esses são os terciários. Ou não faz nada disso e fica parado no tempo. Podem passar cinco, dez, vinte anos até que incorporem o conhecimento à sua prática clínica. Seus pacientes são tratados com a medicina de cinco, dez, vinte anos atrás.
É um quadro que vale para qualquer área do conhecimento. Câncer, derrames, AVC’s, TIA’s, criminologia, prevenção dos suicídios, psicoterapia e assim por diante.

O gráfico mostra o número de páginas encontráveis na internet por idioma - sobre câncer. São mais de vinte e dois milhões de páginas em Inglês e aproximadamente meio milhão cada em Português, Francês ou Espanhol. Quem não ler em Inglês perde a grande maioria das informações sobre urologia, oncologia, câncer da próstata etc.

Publicado em: on at 7:16 am Comentários (0)

Veja os benefícios das técnicas de relaxamento!

Não é chute de qualquer um!

É documento com a chancela da Clínica Mayo.

Há muita gente que acaba dominada pelas obrigações, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo, como resolvo isso etc. Vai a reboque das demandas e obrigações, dos compromissos, reais ou fictícios. É para enfrentar essas pressões do cotidiano que as técnicas de relaxamento foram aperfeiçôadas.

Será que funcionam mesmo? Ou é perda de tempo, coisa de maluco ou hiponga?

Decida você mesmo. A Clínica Mayo divulgou os benefícios que as pesquisas reveleram:

Quando você pratica com alguma seriadade técnicas de relaxamento, você

  • baixa o número de batidas cardíacas
  • baixa a pressão
  • baixa o número de vezes que você precisa respirar para obter o mesmo resultado
  • Reduz a necessidade de oxigênio
  • Aumenta o fluxo de sangue para os seus músculos (músculo sem sangue, morre!)
  • Reduz a tensão muscular

Tem outras vantagens. Veja quais:

  • Menos sintomas físicos de estresse, como dores de cabeça e dor nas costas;
  • Menos respostas emocionais negativas, como ódio, raiva e frustração;
  • Mais energia, menos fadiga;
  • Maior capacidade de concentração;
  • Mais habilidade e competência para enfrentar (e resolver) problemas;
  • Maior eficiência no dia a dia - fazer mais coisas com menos esforço.

É, vale a pena. Busque instruções simples sobre técnicas de relaxamento neste blog ou mais elaboradas em mecanismos de busca, como o Google, Yahoo etc.
Mas leve em sério! Os resultados aparecem logo e são muito bons!

Publicado em: on Maio 27, 2008 at 7:37 am Comentários (0)

O cérebro dos idosos

Talvez as melhores sejam de que os idosos são mais livres de raivas e ódios do que os jovens. A estabilidade emocional tende a aumentar.

A GUERRA DOS NEURÔNIOS: temos perto de cem bilhões de neurônios… Muitos acham que milhares ou milhões morrem diariamente. Não é verdade, mas eles enconlhem e isso prejudica a rapidez do raciocínio. Além disso, produzimos quantidades menores de neuro-transmissores. Neuro-transmissores são compostos químicos que levam informações de uma célula nervosa a outra. O fluxo de sangue também se reduz - perdemos entre 15% e 20% dos trinta aos setenta.

A estabilidade emocional tende a aumentar. Os velhos irritadiços e mal-humorados não são irritadiços e mal-humorados porque são velhos, mas porque são doentes. Uma pesquisa pequena feita na Austrália (com apenas 142 pessoas) de 12 a 79 mostrou maior estabilidade e emoções mais positivas - mas a amostra era de pessoas com boa saúde física e sem antecedentes de doenças mentais. Fizeram ressonância magnética com eles, para avaliar as reações quando viam rostos com expressões diferentes. O local do cérebro que respondia a esses estímulos mudou com a idade, da amídala cerebral para o córtex prefrontal medial.

A revisão feita pela Johns Hopkins conclui que o negativismo não é parte do envelhecimento e sim de doenças que afetam muitos idosos: curadas as doenças, acaba o negativismo.


Estatinas, colesterol baixo e PSA

O hormônio testosterona controla o câncer de próstata. A principal molécula da testosterona é o colesterol. Mais uma pesquisa: essa, com 1.214 homens, que tomavam estatinas para baixar o colesterol, constatou que o PSA baixava após o início do tratamento com estatinas. A baixa no PSA acompanha a baixa no colesterol. Falta saber se é a estatina em si ou o colesterol que provocam a baixa no PSA e se a baixa é no câncer (que produz o PSA) ou na expressão do PSA.Essas são perguntas que precisam de pesquisas refinadas para serem bem respondidas.
Claro que seria um benefício adicional para os homens que tomam estatinas para baixar o colesterol - reduziriam o risco de câncer de próstata.

Medicamento Bloqueia o Câncer de Próstata

Mais um medicamento experimental que bloqueia o avanço do câncer de próstata! Já passou para a fase de testes in vivo, com camundongos. Trata de tipos agressivos da doença. O trabalho está sendo feito no Ohio
State University Comprehensive Cancer Center
. O agente, como tantos outros, tem um nome ameaçador: OSU-HDAC42, que pertence a uma nova classe de medicamentos chamada de histone
deacetylase inhibitors.
É uma luta que parece psicodélica — o câncer “desliga” genes que protegem o corpo contra o câncer, que então cresce e prolifera.
Este composto,
OSU-HDAC42, religa, reativa os genes que iniciam processos normais de nosso corpo que combatem o câncer.
Como foi feito? 23 camundongos foram injetados com uma forma precancerosa e receberam o medicamento; outros 23 formaram o grupo controle, foram injetados com a mesma forma precancerosa, mas não com o medicamento.
Entre os 23 que receberam o medicamento somente um mostrou sintomas iniciais de câncer; outros 12 continuaram com a forma precancerosa e dez tiveram um crescimento benigno. E os controles?
Os controles se deram mal.
17 dos 23 desenvolveram formas avançadas de câncer de próstata, dois mostraram sintomas iniciais e apenas um teve um crescimento benigno.
Esse medicamento, ou agente, praticamente “parou” o desenvolvimento de uma forma agressiva do câncer (que é diferente das formas não agressivas, inclusive com células diferentes).
Não sabemos, ainda, se além de “parar” o desenvolvimento do câncer o
OSU-HDAC42 poderá curar os cânceres já existentes, nem sabemos se previne formas menos agressivas.
Vai nos ajudar? Depende. Embora as idéias e as pesquisas iniciais desse tipo, com freqüência, sejam feitas por universidades, os testes mais caros, Fase III, com muitos pacientes, são feitos ou financiados por empresas farmacêuticas. As empresas, claro, funcionam como empresas e não como caridades e querem lucro. Querem medicamentos que dão certo e nós também. Qualquer medicamento que contribua para parar o avanço ou curar o câncer de próstata tem um mercado mais do que promissor que aumenta todos os anos. É nessa lógica que deposito minhas esperanças.

As Relações entre a Idade e o Suicídio


As Relações entre a Idade e o Suicídio não são as mesmas em todas as culturas,em todos os países, em todos os tempos. Não obstante, há padrões. Padrões, por definição, se repetem. Estudando o suicídio entre os homens portugueses, de 1980 a 2002, verifiquei que o que acontece em Portugal se encaixa no padrão quase-linear.< Não é estritamente retilinear porque a taxa aumenta nos grupos superiores de idade Em verdade, talvez devêssemos construir os padrões a partir do valor da derivadas segunda, porque em muitos países eles tendem a aumentar com a idade, mas a aceleração nas idades maiores varia muito entre os países. O chamado padrão húngaro exibe uma alta aceleração, mas muitos países se caracterizam pelo aumento das taxas com a idade, mas não aumentam tanto nos intervalos superiores de idade. O conhecimento dessa relação pode nos ajudar a formular políticas públicas que sejam mais adequadas. Muitas coisas acontecem com a idade, como o aparecimento de mais doenças, taxas mais altas de viuvez, em muitos países maiores problemas financeiros , em outros, como o Brasil, somente para os que não estão vinculados ao setor público, particularmente o setor público federal.
Esse conhecimento nos permite adequar as políticas públicas às necessidades dos grupos-alvo. Uma política de prevenção do suicídio e de preservação da vida requer essas informações, mas esses subsídios não existirão enquanto nossos sociólogos se satisfizerem com citar autores clássicos, particularmente Dürkheim, sem pesquisar as características dos suicídios no Brasil.