Descobriram, segundo um blog, que há relações entre a desesperança e o crescimento e endurecimento das paredes das artérias em mulheres de meia idade que, fora disso, são saudáveis. Outra função importante de dimensões psicológicas aparece entre as pessoas que tiveram derrames. A apatia, não sentir emoções e não ter vontade de fazer coisas, de realizar projetos, também dificulta a recuperação depois de um derrame. As duas pesquisas foram publicadas na revista Stroke: Journal of the American Heart Association.
O pensamento negativo e a sensação de inutilidade prejudicam as artérias, independentemente da depressão e de outros fatores psicológicos associados à depressão. Freqüentemente, essas sensações estão presentes antes das mulheres apresentarem os primeiros sintomas de doenças cardiovasculares. A associação é linear: tanto maior a desesperança, maior a grossura da carótida. A grossura nas desesperançadas era de. Aproximadamente, 0,02 milímetros a mais. As artérias das mulheres mais desesperançadas eram nada menos do que 0,06 mm mais grossas. A grossura das artérias é um importante fator de risco para os derrames. Note-se que essas diferenças permaneciam depois de controlados fatores conhecidos que influenciam o risco cardiovascular: idade, raça, renda (classe social). E a depressão também.
Pesquisas anteriores demonstraram o impacto da desesperança sobre a resposta cardiovascular em homens que já tinham doenças cardiovasculares. Essa pesquisa mostra que a associação está presente antes da doença aparecer, antes de apresentar sintomas clínicos.
Por sua vez, a apatia dificulta a recuperação após o derrame. As relações são claras: os mais apáticos tinham menor funcionalidade física, participavam menos de tudo o que tem que ver com as atividades da vida (que ajudam a recuperar o paciente) e saúde geralmente muito pior.
Esses estudos mostram que parte importante do tratamento e da prevenção de derrames e outras doenças cardiovasculares deve incluir projetos, participação, esperança de fazer alguma coisa. Não basta dar remédio e deixar num depósito…mesmo que seja sua própria casa.




