As Técnicas de Relaxamento da Clínica Mayo

A Clínica Mayo – a célebre Clínica Mayo – publicou instruções a respeito das técnicas de relaxamento para reduzir o estresse. Além disso, afirma que você pode aprender a fazer sozinho(a). Não precisa sair de casa, nem precisa gastar dinheiro. Sublinham os benefícios. Entre eles:

 

  • Reduz os batimentos cardíacos
  • Reduz a pressão sanguínea
  • Diminui a taxa de respiração
  • Aumenta o fluxo sanguíneo para os grandes músculos
  • Reduz a pressão e a tensão musculares e as dores crônicas
  • Aumenta a concentração mental
  • Reduz a raiva, a hostilidade, o ressentimento e as frustrações
  • Aumenta a auto-confiança e a confiança em resolver problemas

 

Então porque será que poucos fazem?

  • Porque muitos nem sabem que existem e que funcionam
  • Porque mesmo entre os que sabem, poucos dedicam o tempo e o esforço para aprendê-las e praticá-las

Não é mágica: é preciso praticar e praticar em sério para obter resultados.

(continua)

Publicado em: on Julho 8, 2009 at 6:10 am Deixe um comentário

Pesquisa acende esperança num dos cânceres mais letais

No último ano perdi dois colegas e amigos que morreram devido à forma mais letal e mais comum de câncer  no cérebro, o glioblastoma. Um professor de Sociologia da Universidade da Flórida e uma professora de Ciência Política da USP faleceram devido a esse tumor. Um colega, Hernan Vera, comentou que esse era um um dos cânceres contra os quais não houve progresso significativo nos últimos vinte anos. Mata tanto quanto antes. A maioria dos pacientes morre em ano e meio depois do diagnóstico.

Pesquisadores da Universidade de Duke descobriram que um receptor chamado de neurokinin 1 (NK1R), que parece estar presente em todos as células de glioblastoma talvez seja um alvo apropriado de terapias futuras. Duke tem um centro dedicado à pesquisa e tratamento de tumores cerebrais, o Preston Robert Tisch Brain Tumor Center.

Estamos, ainda, nos experimentos in vitro, com os pratinhos Petri. Neles, quando o  receptor NK1R foi ativado, uma proteína chamada Akt também era ativada. A Akt impede o processo natural que leva à morte das células. Para quem não sabe, nossas células normalmente morrem sendo substituídas por outras, novas e saudáveis. Sem esse processo, as células se reproduzem, não morrem e seu número cresce e cresce – é o câncer.

Qual a esperança? É que bloqueando a atividade do NK1R não se ativa a proteína celular Akt, que impede a saudável morte das células mais velhas.

O que os pesquisadores acharam? Em estudo anterior, demonstraram que em dez glioblastomas havia atividade do NK1R (e em nove de 12 astrocitomas, outra forma de câncer do cérebro, menos letal). Agora demonstraram que bloqueando o NK1R dificultavam que se ativasse as proteínas Akt. Sem que essas últimas fossem ativadas, as células continuaram a morrer e a se renovar naturalmente.

É uma esperança. Como sempre acontece, pesquisadores em diferentes partes do mundo realizarão pesquisas sobre o tema, aumentando a probabilidade de novas descobertas. Empresas podem começar a a investir recursos nessa linha, aumentando as chances de encontrar uma cura ou, pelo menos, de algo que retarde esse câncer.

Fonte: Journal of Neurochemistry, edição online de 30 de março.

Publicado em: on Julho 7, 2009 at 7:14 am Deixe um comentário

Carbohidratos contra o câncer? E agora?

Algumas pesquisas indicaram que reduzir o peso e os carbohidratos ajuda a combater o câncer. São pesquisas epidemiológicas que mostram que, considerando constantes outras variáveis o maior consumo de “carbs” favorece o câncer.
Agora, ScienceDaily divulga pesquisa realizada em outro nível, Tipo I ainda com células, no
Burnham Institute for Medical Research que umas moléculas de açúcar chamadas de “glycans” surprimem os cânceres da próstata e da mama. O que fariam os glycans? Afetam a adesividade das células. Um aumento na expressão dos enzimas que produz esses glycans, que tem o nome nada fácil de β3GnT1, reduz a atividade dos tumores e sua migração. Tumor que fica no seu lugar não gera metástase – e isso é bom para nós.
E agora? Pesquisas, em níveis diferenes, que dão resultados opostos… Acho, sem saber, que a solução da equação passará pela classificação dos carbohidratos e seus componentes em “bons” e “maus”, conforme favoreçam ou limitem o câncer.

Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences.

Publicado em: on at 4:35 am Deixe um comentário

As associações profissionais de pesquisadores do câncer

Os encontros e as conferências das associações profissionais são o lugar e o momento em que muitos resultados de pesquisas são relatados. A American Association for Cancer Research é a maior e mais antiga associação profissional. São mais de 28 mil pesquisadores americanos e de outros noventa países. Muitas idéias são geradas lá e levadas para os laboratórios. A AACR publica seis revistas do mais alto nível, todas dedicadas à pesquisa, prevenção e tratamento do câncer: Cancer Research; Clinical Cancer Research; Molecular Cancer Therapeutics; Molecular Cancer Research; Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention; e Cancer Prevention Research. Além desses, a AACR publica uma revista dedicada a nós, pacientes, nossos familiares e amigos (que seguram uma barra pesada, a do nosso câncer). A revista se chama CR. São, também, momentos de esperança para todos nós.

As doenças que afetam os habitantes dos paises mais ricos estão sendo bastante pesquisadas, mas as endemias dos paises pobres não estão. Temos nossas endemias e precisamos formar pesquisadores que se dediquem a estudá-las, a encontrar meios eficientes de preveni-las e de curá-las.
Fonte: http://www.aacr.org

Gláucio Ary Dillon Soares

Publicado em: on Julho 3, 2009 at 11:23 pm Deixe um comentário

O licopeno ajuda a evitar o câncer da próstata

O licopeno
ajuda a evitar o câncer da próstata. A pesquisa, feita pela

Harvard
University
com 48 mil homens, mostra que os que usavam suco de
tomate, catsup etc. pelo menos duas vezes por semana tinham um risco
36% mais baixo de desenvolver um câncer na próstata.
A pesquisa
durou doze anos. Quatro informações adicionais:

  1. o
    licopeno também reduz o risco de câncer do pulmão e do estômago
    e de problemas cardíacos;

  2. o
    licopeno também existe fora dos tomates: laranjas, vegetais e
    frutas de cor vermelha ou amarela têm licopeno, umas mais, outras
    menos;

  3. porém,
    pelo menos nos Estados Unidos, a maioria do licopeno que se põe
    para dentro vem de tomates enlatados, catsups, pizzas etc.

  4. os dados
    não são tão claros a respeito de se o licopeno combate o câncer
    depois de estabelecido.

Publicado em: on Junho 15, 2009 at 9:08 pm Deixe um comentário

Câncer da próstata: quando não fazer nada?

A Johns Hopkins, no seu boletim Health Alert detalha as circunstâncias em que o acompanhamento – atento e constante é a melhor estratégia.
Responde à pergunta: dada a idade do paciente, sua esperança de vida e o tipo de câncer, vale a pena fazer algum tratamento com intenção de curá-lo? Cirurgia, radiação, braquiterapia, terapia hormonal? elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Todas
elas tem ou podem ter sérias consequências colaterais, como a incontinência, a impotência, fadiga etc.
Há dois pontos de referência: a metástase dolorosa e a morte causada por esse câncer.
Muitos homens, devido à idade avançada e ao tipo menos agressivo de câncer sofreriam os efeitos colaterais dos tratamentos, mas suas vidas não seriam ampliadas por êles. O objetivo dessa estratégia – o acompanhamento – é evitar os efeitos colaterais e os custos das intervenções. Segundo esse artigo, menos de dez por cento dos homens que poderiam/deveriam usar essa estratégia o fazem. Os analistas entendem que, para muitos homens (e mulheres também) é difícil aceitar viver com um câncer no corpo. Querem tirá-lo, torrá-lo, secá-lo etc. O câncer provoca muitas ansiedades.
Acompanhar significa exames periódicos, de PSA (e, recentemente, de outros marcadores), toque retal e, em alguns casos, biópsias. Mas dadas as condições detalhadas acima, é a postura mais inteligente. Uma pesquisa acompanhou pacientes que fizeram tratamentos pesados e os que somente acompanharam o câncer durante doze (12) anos. A diferença entre as taxas de mortalidade dos dois grupos foi de 0.5%.
Essa é uma idéia rejeitada por muitos médicos, por pacientes e seus familiares. Querem tratamento. Em situações extremas, a idéia de equilíbro e escolhas bem-pensadas pode ser impensável.

Publicado em: on Junho 11, 2009 at 12:59 pm Deixe um comentário

As melhorias no tratamento dos cânceres

As pequenas melhorias não entusiasmam tanto quanto as grandes, ainda que salvem mais vidas, assim como os riscos do quotidiano provocam menos medo do que os acontecimentos que acontecem pouco mas matam muitos, como Chernobyl. Em pouco tempo, os mortos no trânsito superaram em número os mortos em Chernobyl.

O câncer é parecido. A abiraterona apareceu muito na mídia porque prometia a cura (de fato, não é cura, longe disso), mas poucos se impressionam com o fato de que, cada ano mais pessoas são salvas e menos morrem de câncer. Um artigo por Steve Buttry argumenta ao longo desse raciocínio, que não é novo.

Não obstante, houve muito progresso. Ele relata que em meados da década de 70 a mãe da sua esposa e o pai dele descobriram que tinham câncer. Nas décadas de 60 e 70 o grande público acreditava que câncer era sinônimo de morte. De fato, parecia. O pai de Steve foi diagnosticado com câncer da próstata e morreu em um ano; a sogra de Steve foi diagnosticada com câncer no cólon e morreu em três. Hoje, a expectativa de vida das pessoas que são diagnosticadas com esses cânceres é muito, muito maior. O proprio Steve enfrentou um câncer do colon, fez cirurgia e já se passaram dez anos. Ficou atento e, por isso, fez outra para retirar pólipos.
O câncer tem uma dimensão genética e o irmão de Steve também teve câncer na prostata. Porém, as coisas mudaram desde as décadas de 60 e 70: hoje 98% dos pacientes que sofrem desse câncer estão vivinhos cinco anos depois do diagnóstico. O câncer do cólon, antes considerado letalíssimo, também apresentou melhoras na sobrevivência: 64% estão vivos cinco anos depois do diagnóstico. Se fôr diagnosticado antes da metástase, a percentagem sobe para 90%.
Câncer é uma barra: nos Estados Unidos matará, esse ano, entre quinhentas e seiscentas mil pessoas. Porém, mais gente sobrevive ao câncer do que morre dele. A American Cancer Society calcula que haja onze milhões de americanos que tiveram câncer e não morreram. O progresso é muito desigual e alguns cânceres, como o do pâncreas e um dos cânceres do cérebro, o glioblastoma, por exemplo, continuam sendo de altíssima letalidade. Mas a direção é clara: maior sobrevivência.

Publicado em: on Maio 31, 2009 at 12:26 am Deixe um comentário

Cachorros, gatos e solidão

O nome, em Inglês, é pets. Pets são animais domésticos, em grande maioria cachorros e gatos. Sabemos, há mais de um quarto de século, como resultado de pesquisas, que acariciar um cachorro ou um gato reduz a pressão sanguínea, reduz as batidas cardíacas e muito mais. Pacientes que tiveram um ataque do coração se recuperam mais rápido e vivem mais tempo se tiverem um pet em casa. Crianças que crescem com gatos e cachorros tem menos alergias e asma. A existência e o contacto com pets aumenta a nossa produção de serotonina e de dopamina, que estão relacionadas com o nosso humor – quanto mais, melhor. Ajudam, mesmo, a combater a depressão. 

Porém, não são apenas os pacientes que melhoram com os pets. Cuidar de idosos e de pacientes pode ser muito estressante e estudos mostram que quem o faz também se beneficia de ter um cachorrinho ou um gatinho. Isso também foi demonstrado.

Contudo, os grandes beneficiários, em potencial, são os idosos. Não é fácil ser idoso, e é pior ser um idoso inativo. A idade, juntamente com a saúde e a falta de projetos, é uma das correlatas mais frequentes da depressão e do suicídio. O “modelo húngaro” nada mais é do que o crescimento súbito e contínuo da taxa de suicídios com a idade, começando com a aposentadoria. A última pesquisa nessa área foi feita em St. Louis: os idosos que passavam tempo com um cachorro se sentiam mais felizes e esse efeito era maior quando não tinham que “dividir” o cachorro com outro idoso.

Por que?

O tempo passado com pets é retirado do tempo gasto com preocupações inúteis e com a solidão. Há uma importante reciprocidade na relação com gatos e cachorros: nós cuidamos deles, e eles cuidam de  nós. Infelizmente, muitos idosos são abandonados no fim da vida, inclusive com parentes mais preocupados em construir suas próprias vidas. Eles são os grandes beneficiários de um gato ou um cachorro.

Benefícios da aspirina

Uma equipe analisou as pesquisas com grupos controle para ver se tomar regularmente aspirina afetava o risco de ter doenças cardiovasculares. Quando pesquisadores usam os dados de diversas pesquisas e os reanalizam, o procedimento é chamado de meta-análise. Estudaram os dados de mais de cinco mil pessoas, das quais 9% das que tomavam aspirina tiveram problemas cardiovasculares em comparação com 11% dos que não tomavam. Em verdade, foram dois os grupos experimentais – os que tomavam só aspirina e os que tomavam aspirina e dipyridamole. O uso controlado da aspirina estava associado a uma redução pequena no total de problemas cardiovasculares, mas numa redução estatisticamente significativa dos derrames que não mataram, não letais, que foram reduzidos em 36%. O resultado é interessante: uma diferença significativa nos derrames não letais, mas uma diferença muito pequena na mortalidade. Ressalto que tomar aspirina (ou qualquer medicamento) sem acompanhamento médico é burrice, sendo a causa de muitos problemas e mortes; 

Fonte: Jeffrey S. Berger, Mori J. Krantz, John M. Kittelson, William R. Hiatt. JAMA. 2009;301(18):1909-1919.

Publicado em: on Maio 14, 2009 at 5:56 am Deixe um comentário

Qualquer excesso de peso aumenta o risco de ter pressão alta

Qualquer excesso de peso aumenta o risco de ter pressão alta, até mesmo aquele excesso pequenininho, que coloca o paciente do lado alto da normalidade. É o que foi publicado no American Journal of Hypertension (volume 20, page 370).
Já sabíamos que pessoas gordas e obesas tinham um risco consideravelmente mais alto de pressão alta do que pessoas sem excesso de peso. Afinal, quanto mais peso, mais trabalho para o corpo, inclusive de carregar sangue para o peso excedente. Isso castiga as paredes das artérias, preparando o caminho para pressão alta e outros problemas. Há uma pesquisa, chamada de Physicians Health Study com treze mil homens maduros que foram acompanhados durante nada menos do que 15 anos. Há uma medida do excedente do peso (e, sobretudo, da gordura) chamada de BMI. Pois o seu BMI de hoje afeta o seu risco de ter pressão alta em mais quinze anos. Os obesos tinham um risco 85% mais alto de ter pressão alta, mesmo controlando outros fatores como a idade, a atividade física, se fuma ou não, se é diabético ou não, e o colesterol. “Controlar” esses fatores significa descontar a influência deles. Ser gordo ou gorda não é apenas um problema social e psicológico criado pela estética moderna, é um sério risco de saúde. Vamos andar, fazer exercícios, queimar calorias desnecessárias, comer menos e bem, para viver mais e melhor.
Fonte: Hypertension and Stroke, April 28, 2009
Postado por Gláucio Ary Dillon Soares às 14:24