A vitamina D e seus benefícios – uma fonte de informação

Fala-se muito da vitamina D, particularmente da D3. Pode ser encontrada na comida (como o salmão); pode ser feita pelo próprio corpo com o auxílio de uma permanência no sol de 15 a 30 minutos, várias vezes por semana (nas horas mais saudáveis, mantendo um olho nos cânceres da próstata) e em suplementos, em pílulas. A WebMD preparou uma exposição simples, fácil de entender, sobre o que se sabe sobre a vitamina D. O problema é que está em Inglês. Talvez o seu dê para o gasto, talvez precise de alguém para dar uma ajuda.

veja em 

 

http://www.webmd.com/food-recipes/ss/slideshow-vitamin-d-overview?ecd=wnl_hbn_020612

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

O alcoolismo materno e suas consequências a longo prazo

Quando pensamos em álcool e crime, pensamos numa relação simples e direta, em que tanto o que comete o crime, quanto a vítima, poderiam estar alcoolizados no momento do crime. Porém, o avanço do conhecimento, através de pesquisas empíricas, revela uma realidade mais complexa. Há outras vítimas. Os fetos e bebês de mães alcoólatras são vítimas do alcoolismo. É um processo que, agora, conhecemos, mas essa relação não é considerada criminosa. Irresponsável, sim, mas criminosa, não. Isso pode mudar, como mudou o dirigir alcoolizado que pode resultar num homicídio culposo.

Há uma doença chamada FAS (Fetal Alcohol Syndrome), a Síndrome Alcoólico-Fetal. Essa é uma das causas principais do retardo mental em crianças. Essas crianças são as vítimas de primeiro nível do alcoolismo materno.[1] Mas ficar pior. Anos mais tarde, muitas dessas crianças, como adolescentes e adultos, cometerão crimes. Uma pesquisa mostra que, nos Estados Unidos, uma percentagem alta dos presos sofre de FAS ou de uma forma menos grave dessa doença, chamada de FAE (Fetal Alcoholic Effects).[2] As duas prejudicam seriamente o feto, o bebê, que se torna adolescente e adulto. É para sempre.

Nos crimes cometidos por aqueles que também são vítimas do alcoolismo materno, agregamos mais um nível de danos que tiveram origem nas bebidas alcoólicas.

Estamos começando a conhecer os caminhos através dos quais o dano se instala nos bebês e nas crianças. Chrysanthy Ikonomidou et al. informam que o cérebro de filhotes de camundongos com um só episódio de exposição a uma intoxicação alcoólica durante as primeiras duas semanas de vida (mais ou menos o equivalente do desenvolvimento cerebral de um feto humano durante o estágio final da gravidez) sofrem efeitos permanentes em dois neurotransmissores, chamados glutamata e GABA. Há mortes em massa de células cerebrais. Essa mesma equipe estudou o efeito de drogas (PCP, ketamina e óxido nítrico) sobre as células cerebrais, também causavam mortes em massa de células cerebrais, porém afetando outros receptores, chamados de NMDA.

Foi argumentado pelos defensores das drogas que as células que morrem iriam morrer de qualquer maneira e que as drogas simplesmente anteciparam um pouco a sua morte. Ikonomidou afirma que não morrem apenas células já “condenadas”, mas também células sadias que “se suicidam” aos milhões.[3] Esses resultados confirmam os de outra pesquisa, com Chrysanthy Ikonomidou et al., que fala do bloqueio dos receptores NMDA como um indutor da apoptose massiva de células cerebrais.[4]

GLÁUCIO SOARES                   IESP/UERJ


[1] Ver, também, Crime Times, Vol. 6, No. 2, 2000, pág. 7

[3] “Ethanol-induced apoptotic neuro­degeneration and fetal alcohol syndrome,” Chrysanthy Ikonomidou, Petra Bittigau, Masahiko J. Ishimaru, David F. Wozniak, Christian Koch, Kerstin Genz, Madelon T. Price, Vanya Stefovska, Friederike Hörster, Tanya Tenkova, K Krikor Dikranian, e John W. Olney, “Ethanol-induced apoptotic neuro­degeneration and fetal alcohol syndrome,”em Science, Vol. 287, February 11, 2000, págs. 1056-1060.

[4] Ver “Blockage of NMDA receptors and apoptotic neurodegeneration in the developing brain,” Chrysanthy Ikonomidou et al., Science, Vol. 283,No. 53 398, January 1, 1999, pp. 70-74.

EXPLOSÃO DE VIOLÊNCIA EM SALVADOR

 

A Bahia é candidata ao indesejável título de estado mais violento do Brasil e a região metropolitana de Salvador também está se transformando numa das mais violentas do Brasil. Não é uma questão do partido que governa: a maioria dos estados do Nordeste tem governos que, independentemente do partido (ex.: PT na Bahia; PSDB em Alagoas; PSB na Paraíba etc.), não estão preparados para enfrentar os novos problemas. Predominam governos tradicionais e políticos, correligionários, amigos e parentes lotam as secretarías de segurança e as delegacias.

A polícia, comparativamente com as mais treinadas do país, é pouco ágil, pouco técnica e muito violenta. Não obstante, ruim com ela, pior sem ela.

Há uma greve da PM iniciada em 31 passado. Nesse curtíssimo prazo, de cinco dias, houve 78 homicídios na RM de Salvador. Nesse rítmo, chegariam ao triste recorde de 5.694 homicídios em 365 dias.

É interessante notar que os homicídios foram muito mais altos na sexta do que na quinta e na quarta. Acontece com ou sem polícia: relativamente ao total dos dias da semana, os dias do fim da semana são violentos e, em cada dia, o horário da morte começa às 18hs. Durante o dia, a vasta maioria da população está protegida das balas, do álcool e das drogas nos seus escritórios e residências. Fora desse período, as condições são propícias à violência.

As implicações políticas seriam graves, sem ajuda de ninguém, mas o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), decidiu jogar lenha na fogueira, afirmando que os policiais militares em greve cometeram o excedente de crimes que estão acontecendo em Salvador, aduzindo que os policiais em greve promove um “banho de sangue” para amedrontar a população, para que pressione para atender às reivindicações salariais da categoria.

É irônico ver um governador do PT em claro conflito com os representantes de uma categoria profissional. Porém, nos últimos dez anos, as diferenças ideológicas entre os partidos que, na prática de governar, já não eram grandes, ficaram mínimas. Os partidos contam ainda menos…

Repetindo, há outra lição, mais importante: ruim com a polícia, pior sem ela.

 

GLÁUCIO SOARES                 IESP/UERJ

 

Câncer em famílias e a necessidade de terapias genéticas

As terapias genéticas estão chegando… Pesquisadores da Johns Hopkins University e da University of Michigan pesquisaram 94 famílias com vários casos de câncer da próstata em cada uma delas e descobriram que tinham um gene em comum. Estimaram que a presença desse gene aumenta o risco de ter esse câncer de dez a vinte vezes. Encontraram a mesma mutação no gene HOXB13 em quatro das famílias e nos dezoito homens dessas famílias que tinham esse câncer. Essa mutação está presente em vários dos casos de homens que desenvolveram o câncer ainda jovens, antes dos cinqüenta anos.

Fonte: Health Day

 

GLÁUCIO SOARES                        IESP/UERJ

Que países pesquisam mais e melhor os derrames e AVCs?

Quem produz os melhores trabalhos sobre os derrames e outros problemas cardio-vasculares? É o que pretendiam descobrir três pesquisadores suécos, Asplund, Eriksson e Persson. Estudaram todos os artigos epidemiológicos e clínicos identificados no Science Citation Index Expanded durante dez anos, de 2001 a 2011. Incluíram tudo. Os Estados Unidos tinham 29% do total, e seus artigos são mais influentes porque são responsáveis por 36% das citações. Um grupo de quatro países (Estados Unidos, Japão, o Reino Unido e a Alemanha) dominam a área, sendo responsáveis por 52% dos artigos e 61% das citações. Claro, em boa parte esses dados refletem o tamanho e o nível desenvolvimento econômico. Quando a produção científica sobre esse tema é analisada descontando o tamanho da população e o produto interno bruto (o PIB), alguns países europeus menores, Israel e Taiwan são os que mais se destacam.

Poderíamos pensar que a incidência e a prevalência de derrames e outros AVCs estariam diretamente relacionadas com a produção sobre essas doenças. Em verdade, a relação é negativa (r=0,60) com um indicador do número de anos perdidos por morte ou incapacidade!

Essa relação está mudando! O crescimento da produção científica nesse campo na China, na Coréia do Sul e em Cingapura é o dobro da mundial, com um óbice: esses países não colaboram nas pesquisas e na produção científica, o contrário do que se observa entre países europeus e entre eles e os Estados Unidos.

E o Brasil? A produção brasileira está crescendo, mas o país sofre as consequências de ter universidades arcaicas, dominadas pelo corporativismo.

Fonte: “Country Comparisons of Human Stroke Research Since 2001: A Bibliometric Study” em Stroke.

 

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ

Exercícios reduzem a depressão causada por doenças crônicas

Os cânceres têm um efeito deletério sobre a saúde mental dos pacientes e de seus amigos. Uma doença que pode ser fatal gera estresse, medos, tensões e instabilidade. Há, também, o desânimo que freqüentemente acompanha doenças que demoram a serem curadas, além do que algumas das doenças degenerativas são incuráveis. Tudo isso estimula depressões. Como se não bastasse, o tratamento de muitas doenças provoca depressões, seja diretamente, seja indiretamente, através de efeitos colaterais como insônia e as náuseas. Há medicamentos e há terapias.
Há algo mais que possamos fazer?
Há. Podemos fazer exercícios. Mas não é tão fácil como parece. Exercícios liberam substâncias que produzem uma sensação de bem-estar e de energia, mas nós precisamos de energia psíquica para iniciar os exercícios.
Nesse blog, o que podemos fazer é atuar na parte cognitiva proporcionando o conhecimento, mas mais leitores lerão e entenderão os benefícios dos exercícios do que farão…
Herring, Puetz, O’Connor e Dishman analisaram as pesquisas feitas na área, integrando seus dados. Excluíram as pesquisas com erros e lacunas graves. Comecaram com os artigos publicados antes de 1º de junho de 2011, que constam de uma série de databases. Sobraram 90 artigos referentes a mais de dez mil e quinhentos pacientes com doenças crônicas que eram sedentários. As pesquisas, para serem incluídas, tinham que satisfazer duas exigências:
1)    Os pacientes eram distribuídos aleatoriamente em dois grupos, um com um programa de exercícios e outro que permanecia intocado.
2)    O nível de depressão de todos era estimado pelo menos duas vezes, uma antes do programa e outra durante ou depois do programa.   
Quais os resultados?
Os exercícios reduziram os sintomas de depressão de maneira significativa, mas o quantum da redução variava muito, de pesquisa para pesquisa. O efeito, estatisticamente chamado de delta ( ), foi de 0,30.
O que aumentava e o que diminuía o efeito?
•    Quando, já na origem, a depressão era severa, havia mais espaço para melhorar. Os pacientes com sintomas mais profundos foram os que mais se beneficiaram;
•    Os pacientes que exercitaram seriamente, atingindo os objetivos traçados para eles;
•    Os pacientes que recuperaram funções (exemplos: andar sem ajuda, ir ao banheiro sozinhos; tomar banho sozinhos etc.) graças aos exercícios, se beneficiaram mais e os sintomas da depressão diminuíram  mais do que entre os outros. Esses pacientes possivelmente tiveram a sensação de recuperar terreno perdido, de vitória parcial sobre suas doenças e limitações.
É importante lembrar que exercícios podem prejudicar os pacientes. Exercitar mais do que deve pode causar danos irreparáveis. Portanto, seu programa deve ser preparado e planejado por alguém competente (e há muitos incompetentes chutando nessa área). Uma vez que um programa adequado tenha sido preparado, em condições existenciais sub-ótimas, cabe ao paciente levar o programa em sério, para seu próprio benefício.

GLÁUCIO SOARES                          IESP/UERJ  
Fonte: Arch Intern Med. 2012;172(2):101-111.

Pesquisas clínicas sobre o câncer. Como receber as informações em casa.

Participar de pesquisas clínicas é um dos recursos usados por pacientes  com cânceres avançados. Mas, onde encontrá-los? Como saber quais estão em curso e quais são planejados?
Há um blog com essas informações. Você pode se cadastrar (muito mais simples do que no Brasil) e receber as notícias como RSS ou no Facebook. Infelizmente, está tudo em Inglês, mas após o cadastramento você recebe as noticias no conforto do seu computador, em casa ou no trabalho.
Abaixo a URL e as instruções:

http://www.cancer-clinical-trials.com/2012/01/cancer-clinical-trials-how-to-follow.html?spref=fb

Não vacile. Há clinical trials que salvaram muitas vidas e continuarão a fazê-lo. Uma delas pode ser a sua, de um amigo, de um familiar.

Cancer Clinical Trials: how to follow our blog
If you are a seasoned blog reader, you may wish to skip this post.  If you are new to the world of blogging, you may be just discovering how to follow the blog.  Here are your options:
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3.    Subscribe by RSS.  Many email programs have an RSS option.  New blog posts will appear in your RSS inbox.  This is similar to subscribing by email, but instead of mixing the blog posts with your regular email, it segregates them into a separate RSS inbox.  You can subscribe by RSS by clicking the subscribe in a reader icon or you can do it from your email program.  In your email program, look for the add RSS feeds tool and paste in the following URL:  http://feeds.feedburner.com/cancer-clinical-trials.
4.    Follow us on Facebook.  Go to our Facebook page at Cancer Clinical Trials on Facebook.  Once you are on our page, click the “Like” button.  Our posts will appear in your Facebook newsfeed.

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A OBESIDADE MATA!

Uma pesquisa recente informa que homens que ganham peso durante sua vida adulta multiplicam o risco de serem diagnosticados com câncer da próstata. Pior: com formas agressivas desse câncer, e de morrer vitimado por ele. O crescimento da massa corporal aumenta o risco de desenvolver esse câncer. Dallas English, co-autor da pesquisa deu uma entrevista para o  Sydney Morning Herald detalhando as conseqüências do ganho de peso. A pesquisa, com mais de 17 mil homens australianos, entre 40 e 69 anos, inclui muitas pessoas que cresceram sem ter consciência dos danos causados pela obesidade. A percentagem crescente de obesos entre crianças que cresceram nos países mais ricos (inclusive nas regiões e classes mais ricas do Brasil) permite prever que o futuro será ainda pior. Fazem parte de uma longa lista de pesquisas cujos resultados mostram que o estilo de vida (como se vive o dia a dia) é importantíssimo na definição de quem terá câncer.
Os resultados foram publicados no International Journal of Cancer.

GLAUCIO SOARES             IESP-UERJ

Avanços na prevenção e tratamento do câncer nos Estados Unidos

Houve progressos na prevenção e no tratamento do câncer! Nos Estados Unidos…
Os ganhos têm sido o resultado de pequenos ganhos, um avanço aqui, outro um pouco maior ali. Somando tudo, chegaram a um milhão de anos salvos, segundo o Dr. Ahmedin Jemal.
Qual foi o progresso? Segundo a American Cancer Society, entre 2004 e 2008, a taxa de mortes por câncer baixaram 1,8 por cento ao ano entre os homens e 1,6 entre as mulheres. É um progresso em que o de um ano se soma aos anteriores. Tomando um período maior, de 1990 a 2008, os ganhos na redução da mortalidade por câncer foram 23% e 15% entre homens e mulheres, respectivamente.
O que causou esse declínio? A prevenção, descobrir o câncer em estágios iniciais e melhoria no tratamento. Mas há muita variação entre os cânceres: uns melhoraram muito e outros nada ou quase nada.
Os que estavam em pior situação – homens negros e hispânicos – foram os que mais se beneficiaram com a redução (2,4% e 2,3%, respectivamente), o que sugere que os esforços orientados a levar a prevenção e o melhor tratamento aos grupos desfavorecidos deram certo.
A luta contra os grandes assassinos – pulmão, colon, mama e próstata continuou a progredir. Com a dramática redução no número de fumantes – entre os homens, o grande salto foi no câncer do pulmão: 40% da redução se deve a esse câncer. Já a sobrevida entre as mulheres que tiveram câncer da mama foi a que mais contribuiu para a redução das mortes femininas: 34%.  
A melhoria dos hábitos, particularmente a cessação do fumar, contribuiu para reduzir a incidência entre os homens. Já no que concerne os cânceres infantis, aumentou a incidência, talvez sub-produto do crescimento da obesidade infantil, mas a taxa de mortalidade diminuiu de 4,9 por cem mil crianças para 2,2. O tratamento e a sua difusão também melhoraram: entre as crianças cancerosas, 83% continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico; nos meados da década de 70, essa percentagem era apenas 58%.
São avanços inegáveis, num país que cuida pouco da prevenção e muito do tratamento e da cura. O câncer continua sendo um grande inimigo da vida que, somente neste ano, matará seiscentas mil pessoas naquele país.
E nós?
Nem estatísticas confiáveis temos…

GLÁUCIO SOARES                           IESP-UERJ